" Eu não sei o que eu fiz de errado.
Eu sempre ria mais do que devia.
Eu sempre me comuniquei com os outros.
Mas eu nunca fui feliz
E eu nem fiz muitos amigos.
As vezes me vejo só como uma foto.
De um álbum que ninguém quis montar
Eu me vejo como um náufrago
Que se perdeu de tudo e de todos
E todo dia eu caminho sozinha
Para algum lugar bem longe
Não posso lembrar do passado
Ele também ficou para trás
Assim como você
Eu me imagino em uma ilha
Onde só tenha eu e o sol
Uma ilha que eu possa sorrir todo dia
Sem me preocupar com o que os outros dirão
Por vezes eu sou uma princesa em um castelo
Aprisionada pelo destino
Presa sem amor
Mas eu me olho no espelho e me lembro
Eu ainda existo aqui
As vezes me vejo só como uma foto.
De um álbum que ninguém quis montar
Eu me vejo como um náufrago
Que se perdeu de tudo e de todos
E todo dia eu caminho sozinha
Para algum lugar bem longe
Não posso lembrar do passado
Ele também ficou para trás ". . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Os jovens aguardavam nos bancos da igreja enquanto Mary fazia os últimos cuidados do padre. Ela se reuniu à todos cerca de vinte minutos depois com um olhar abatido.
- Me desculpem por isso. - disse ao se aproximar, mas sem chegar muito perto. - Imagino que queriam falar com ele.
- Sim, mas infelizmente vemos que sua condição não nos permitirá.
- Vejo que cresceu uma jovem madura e independente, Esmeralda. - disse a olhando com afeição.
- Obrigada, irmã. Mas, sabe... eu sei que este não é o meu nome de verdade. Foi um nome oportuno para uma situação inusitada.
- Sim... - confessou.
- Por favor, irmã. Precisamos saber quem é Dalila. Eu sinto que se o padre Daniel sabe, a senhora também.
Mary desviou o olhar e foi acender algumas velas.
- Ela voltou, não é mesmo? - perguntou quase como que se estivesse afirmando.
- Definitivamente. - disse Hanna. A freira a olhou com olhos curiosos e nada disse. - Me desculpe.
- O que eu quero dizer, - começou Mel. - é que nossos amigos e familiares estão desaparecendo e tudo nos indica que ela buscar alguma coisa, mas não fazemos ideia do que seja.
- Oh, não sabem mesmo? - a mulher tinha um olhar travesso demais para uma mulher religiosa, ela acendia as velas perto do altar com animação. - Ela é só uma criança.
Os menino se entreolharam, preocupados. Mel suspirou e Hanna deu um passo em direção à freira.
- Você não acha preocupante uma criança brincar de machucar aqueles que amamos? - ela estava com raiva, era claro em seu tom de voz, mas também desesperada. - Você sabe quem ela é. Por que não nos conta?
- Não podemos revelar confissões de confessionário. Vocês não têm medo de ir pro inferno? - ela se afastou de Hanna e colocou os braços para trás das costas. - Se já terminaram, eu gostaria que se retirassem.
Ele foram expulsos da igreja.
- Bom, ela certamente não queria nos contar, mas aposto que teríamos tido mais sorte se tivesse sido o Padre a nos recepcionar. - falou Brian. - A mulher têm algo a esconder. Ela é muito suspeita.
- Ela é uma freira, Brian. Seja mais respeitoso. - disse Esmeralda.
- Pode ser freira, mas não necessariamente santa. - ele chutou uma garrafa vazia no chão, frustrado. - O que faremos agora?
- Eu não sei. - disse ela.
- Acho que devemos voltar para nossa casa protegida e juntar tudo o que já sabemos. Tem que ter algo que não percebemos.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Irmã Mary
- O que está acontecendo, afinal? - perguntou ela quando Daniel se sentou na cama. Ele estava perfeitamente bem e uma expressão séria no rosto.
- Ela voltou para assombrar aqueles que não a permitiram ter um futuro.
Ele olhou profundamente para ela, dava para perceber o quão sombria era a história.
- Eu sabia que tinha algo de errado na história, mas o quão r**m é a situação?
- A mais terrível das situações possíveis, irmã. Nós temos não apenas um espírito enfurecido, mas um espírito vingador com muito poder.
- Por que nunca me contou?
- Por que eu até hoje me culpo por não ter feito nada.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -