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1327 Palavras

Lá em cima, no alto do morro, o pagode continuava, mas ali, dentro da caminhonete, parecia que existiam só os dois. Dogão estacionou. Desligou o motor. Pegou a chave e estendeu para Ula. Ela pegou, mas nenhum dos dois abriu a porta. Ficaram apenas se olhando. Depois de alguns segundos, ele falou baixo. — Ula... — Oi? — Tu percebe que as coisas entre a gente tão mudando? Ela abaixou os olhos por um instante. Depois voltou a olhar pra ele. — Percebo. Ele respirou fundo. — E tu tá gostando disso... — Ou prefere que eu me afaste? Ela respondeu quase sem pensar. — Não. — Eu não quero que você se afaste. Ele sorriu de canto. — Então qual é o problema? Ela demorou alguns segundos para responder. — Eu tenho medo. — Medo de quê? Ela olhou pela janela. — De me envolver demai

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