O jato particular de Magno cortava o céu noturno como uma lâmina afiada, as luzes da cabine refletindo fracamente nas janelas escuras enquanto a aeronave deslizava entre as nuvens. Dentro, o ar condicionado mantinha um clima fresco, quase gelado, mas isso não impedia que o calor entre os dois ocupantes se tornasse quase palpável. Magno, sentado em um dos assentos de couro macio, folheava distraidamente um relatório financeiro, seus dedos fortes virando as páginas com uma precisão que denotava anos de prática. Seu terno Armani, impecavelmente ajustado ao corpo musculoso, realçava a postura ereta, o queixo levemente levantado, os olhos verdes fixos nas letras que, no entanto, não conseguia absorver.
Do outro lado, Gabriella estava sentada com as pernas cruzadas, o vestido claro e fluido que usava — um tecido quase transparente sob a luz indireta — sempre subindo levemente acima dos joelhos quando ela se mexia. O movimento era sutil, quase inocente, mas suficiente para chamar a atenção de Magno. Sempre que ela se inclinava para frente, seja para pegar um copo de água, o decote do vestido se abria apenas o bastante para revelar a sombra entre seus sei0s firm3s, a pele contrastando com a brancura do tecido. Ela tinha 18 anos, o corpo esbelto e atlético moldado por anos de natação e dança, e mesmo sentada, sua postura irradiava uma energia jovem, quase desafiadora.
Magno tentou ignorar a maneira como o vestido colava levemente em seus quadris quando ela se movia, ou como os cachos castanhos caíam sobre os ombros, enquadrando o rosto de traços delicados. Ela é sua afilhada, porr4, ele se lembrou pela centésima vez, mas o pensamento não adiantava muita coisa quando seus olhos, traidores, insistiam em deslizar para baixo, para as coxas tonificadas que se pressionavam uma contra a outra, o tecido fino do vestido quase revelando a forma dos lábios entre suas pernas. Ele sabia que não deveria olhar, mas era como tentar resistir a um ímã — impossível.
Gabriella disfarçava, mas seus olhos — aqueles olhos castanhos, grandes e expressivos—continuavam a deslizar para baixo, como se fossem puxados por um fio invisível. Magno sabia o que ela estava vendo. O volume em sua calça era inegável agora, a cabeça do p4u pressionando contra o tecido, buscando espaço. Ele deveria se envergonhar, deveria se cobrir, mas em vez disso, sentiu um praz3r perv3rso ao notar como a respiração dela acelerava levemente sempre que seu olhar pousava ali.
Gabriella cruzou as pernas novamente, mas desta vez, quando se inclinou para frente, ela as abriu apenas o suficiente para que o vestido subisse mais, revelando a linha da calcinh4 — um pedaço minúsculo de renda preta que m*l cobria o que deveria. Magno engoliu em seco, os dedos apertando o relatório com força suficiente para amassar o papel. Ela estava brincando? Ou era apenas a inocência de uma garota que não entendia o efeito que tinha sobre os homens?
— Você está bem? — ela perguntou, a voz doce, quase cantada, enquanto seus dedos brincavam com a borda do copo de cristal. — Parece... tenso.
—Tenso? Estou bem — ele mentiu, os olhos fixos no movimento dos dedos dela, imaginando como seria sentir aqueles mesmos dedos deslizando sobre seu p4u, apertando, acariciando. — Só pensando no trabalho.
Ela sorriu, um sorriso que não alcançou totalmente os olhos, como se soubesse que ele estava mentindo.
— Ah, é? Porque eu juro que vi você olhando para outro lugar há pouco.
Magno sentiu o suor formar-se na nuca. Ela estava provocando. Não havia como negar. E o pior era que ele não conseguia — não queria — parar de olhar.
— Gabi, não sei do que está falando — ele advertiu, o tom baixo, quase um rosnado.
Ela apenas riu, um som leve e musical, antes de se recostar no assento, as pernas ainda abertas, o vestido agora subindo o suficiente para que ele visse a umidad3 começando a manchar a renda preta. Seu cheiro — doce, floral, com um toque de algo mais primitivo, mais molhad0 — invadiu suas narinas, e Magno soube que não aguentaria muito mais.
— Preciso... ir ao banheiro — ele disse abruptamente, levantando-se com um movimento brusco.
Gabriella não disse nada, apenas o observou com aqueles olhos castanhos, os lábios entreabertos, como se soubesse exatamente o que ele ia fazer.
O banheiro do jato era pequeno, mas luxuoso — azulejos pretos brilhantes, uma pia de mármore, um espelho que ocupava quase toda a parede. Magno trancou a porta com um clique seco e, sem perder tempo, desabotoou a calça, libertando o p4u que já latejava, dur0 como pedra, a cabeça úmid4 e inchad4. Ele não se masturb4va pensando em mulheres há anos — afinal, ele as tinha à disposição sempre que queria — mas desde que Gabriella chegou, isso é inevitável, com a imagem de Gabriella queimando sua mente, ele não conseguia pensar em mais nada.
Fechar os olhos só piorou as coisas. Lá estava ela, sentada de pernas abertas, a calcinh4 molhad4, os lábios entreabertos em um suspiro enquanto seus dedos — aqueles dedos — deslizavam sobre o tecido, esfregando o clitór1s inchad0. Ele imaginou o gosto dela, doce e salgado, a maneira como seus quadris se levantariam da cadeira se ele ajoelhasse entre suas pernas e enterrasse a língua em sua bocet4 apertad4. Imaginou o gem1do que ela soltaria quando ele chupass3 seu clitór1s, os dedos afundando em seus cabelos enquanto ela o puxava para mais perto, mais fundo.
— Porr4.
Sua mão se moveu mais rápido, o p4u escorregadio de tanto pré-goz0, os quadris empurrando para frente a cada golpe, como se estivesse fodend0 não sua própria mão, mas a bocet4 quent3 e estreita de Gabriella. Ele podia quase sentir o aperto dela, a maneira como seus músculos internos se contrair1am ao redor do seu p4u, sugand0-0 para dentro, como se nunca quisesse deixá-lo sair.
— Padrinho... — ele imaginou ela sussurrando, a voz quebrada de luxúria, enquanto suas unhas cravavam em suas costas. — Me fod3... por favor...
O orgasm0 o atingiu como um soco no estômago, violento e inesperado. Magno mordeu o lábio para abafar o gemid0, o esperm4 jorrand0 em jatos gross0s, quent3s, manchando o azulejo preto enquanto seu corpo tremia com os últimos espasm0s. Ele ficou ali, ofegante, a mão ainda envolvendo o p4u que agora começava a amolec3r, a realidade voltando a se impor como um balde de água fria.
O que caralh0s ele tinha feito?
Magno lavou as mãos com água fria, evitando olhar para si mesmo no espelho. A culpa o atingiu como uma onda, ácida e corrosiva. Gabriella não era apenas uma mulher qualquer — era sua afilhada. Ele a vira crescer, a havia protegido, havia sido uma figura paternal na vida dela depois que ela perdeu os pais. E agora aqui estava ele, batendo uma punhet4 como um adolescente excitad0, imaginando-a de quatr0, gem3ndo enquanto ele a penetrav4 sem piedade.
— Você é um monstro.
Ele secou as mãos com violênci4, jogando a toalha no balcão antes de se ajeitar. Mas não havia nada a fazer a respeito agora. Quando voltou para a cabine, Gabriella estava deitada no assento, os olhos fechados, o vestido subido ainda mais, revelando as coxas lisas quase até a vir1lha. Ela fingia dormir, mas Magno sabia que não estava. O ritmo de sua respiração era rápido demais, os dedos crispados no braço do assento.
Ele se sentou em silêncio, o corpo ainda zumbindo com a memória do orgasm0, mas a mente agora atormentada por algo muito mais sombrio. Não podia continuar assim. Não podia querer isso. Mas quando ela se mexeu novamente, as pernas se esfregando uma na outra, o vestido subindo apenas um pouco mais, Magno soube, com uma certeza terrível, que não ia conseguir resistir por muito tempo.