A tarde se arrastou lenta. Para ele. Para ela. Para qualquer pessoa que estivesse minimamente atenta, o dia na empresa era comum: relatórios, ligações, reuniões, contratos sendo revisados, investidores pedindo projeções para o próximo trimestre. Mas para Magno, nada estava comum. Ele tentava se concentrar. Tentava mesmo. Abriu uma planilha. Leu três vezes o mesmo número. Fechou. Abriu o e-mail. Respondeu dois executivos. Releu a própria resposta, conferindo se não tinha digitado o nome “Gabriella” onde não devia. Ele nunca tinha sido um homem disperso. Sempre foi estratégico. Frio. Calculista. Mas agora havia algo pulsando por baixo da superfície. Uma ansiedade nova. Não era só desejo. Era expectativa. Ele levantou da cadeira. Andou até a janela. O prédio da empresa

