A noite caíra sobre a mansão como um manto espesso, sufocando os ruídos do dia sob um silêncio quase opressivo. Gabriella se revirara na cama king-size por quase uma hora, os lençóis de seda escorregando entre seus dedos enquanto ela tentava, em vão, encontrar uma posição que acalmasse a inquietação que lhe queimava a pele. O ar-condicionado mantinha o quarto em uma temperatura agradável, mas seu corpo parecia resistir a qualquer conforto, como se cada centímetro de sua pele estivesse eletrizado. Ela mordeu o lábio inferior, sentindo o gosto metálico do sangue ao perfurá-lo com os dentes, e suspirou, frustrada. O relógio de parede, um objeto elegante de bronze com detalhes em ouro, marcava quase meia-noite. Será que ele ainda está acordado?
Magno, seu padrinho, havia lhe dito que precisava revisar alguns documentos antes de dormir, mas o som de passos no corredor havia cessado há horas. A mansão, normalmente cheia de funcionários durante o dia, agora estava desertamente silenciosa, os empregados já dispensados para suas próprias casas. Só eles dois permaneciam ali, separados por paredes grossas e uma tensão que Gabriella não conseguia definir. Ela rolou para o lado, os cabelos castanhos e ondulados espalhando-se sobre o travesseiro como raios de sol filtrados por folhas, e olhou para a porta entreaberta. Uma fresta de escuridão se estendia pelo chão de mármore, convidativa. Ou talvez fosse apenas sua imaginação, sempre tão fértil quando se tratava dele.
Com um movimento lento, quase hesitante, ela empurrou os lençóis para o lado e sentou-se na beira da cama. A camisola de seda preta, deslizou sobre suas coxas tonificadas, parando justo acima dos joelhos. O tecido era frio contra sua pele quente, um contraste que a fez estremecer. Ele deve estar na sala de estar, pensou, enquanto seus pés descalços tocavam o chão gelado. Não havia motivo para desconfiar, não realmente. Magno era seu padrinho, seu protetor, o homem que a tirara da miséria após a morte de seus pais. Mas havia algo em seus olhares nos últimos dias, algo que a fazia sentir-se ao mesmo tempo desejada e vulnerável, como uma presa sob o escrutínio de um predador paciente.
Gabriella levantou-se, os músculos das pernas tensionando levemente enquanto ela se equilibrava. Não havia necessidade de pressa. Se ele a pegasse espiando, ela poderia inventar uma desculpa — sede, talvez, ou apenas dificuldade para dormir. Mas a verdade era que ela queria ver. Queria saber o que ele fazia sozinho àquela hora, em meio ao silêncio da noite. Seu coração batia mais rápido enquanto ela avançava pelo corredor, os pés silenciosos sobre o tapete persa que amortecia cada passo. A luz da lua filtrava-se pelas janelas altas, projetando sombras alongadas que dançavam nas paredes como espectros.
Ao chegar ao topo da escadaria de mármore, ela parou, prendendo a respiração. A sala de estar ficava logo abaixo, separada apenas por um espaço aberto e alguns degraus. E lá estava ele.
Magno estava sentado no sofá de couro preto, as costas retas, os ombros largos esticando a camisa social branca que usava aberta sobre o peito musculoso. Os primeiros botões estavam desabotoados, revelando um tufo de pelos escuros que desciam em uma linha fina até desaparecerem sob a cintura da calça. Uma das mãos repousava sobre o braço do sofá, os dedos longos e elegantes curvados como garras de um felino em repouso. A outra... a outra estava entre suas pernas, movendo-se com uma lentidão deliberada, quase hipnótica.
Gabriella sentiu o ar preso em seus pulmões. Meu Deus.
Ele não a vira. Não ainda. Sua cabeça estava inclinada para trás, os olhos fechados, os lábios entreabertos como se estivesse saboreando algo proibido. O queixo angular, coberto por uma barba por fazer que lhe dava um ar ainda mais perigoso, tremia levemente a cada expiração. E entre suas coxas, a calça de linho bege estava aberta, o zíper baixo o suficiente para libertar o que escondia: um p4u gross0, vei4s salt4das, a cabeça úmida brilhando sob a fraca luz da luminária ao lado. Suas mãos—aqueles dedos que assinavam contratos milionários, que ajustavam gravatas com precisão cirúrgica—agora se moviam ao redor da própria carne, apertando a base antes de deslizar para cima em um movimento lento, quase torturante.
Um gem1do baixo escapou de seus lábios, e Gabriella sentiu um calor úmido inundar sua calcinh4. Ele está pensando em alguém. A realização a atingiu como um golpe, fazendo seus mamil0s endurecer3m sob a seda da camisola. Em quem? A pergunta queimava em sua mente, mas a resposta veio antes que ela pudesse racionalizar: Em mim.
Não havia como ter certeza, é claro. Mas a maneira como seus dedos se fecharam com mais força ao redor do p4u, como seu quadril se levantou levemente do sofá, como se estivesse buscando algo—ou alguém—para preencher o vazio... era impossível não se sentir des3jada. Impossível não imaginar aquelas mãos em seu corpo, aquele p4u dentro dela, esticando-a, dominando-a.
Sem pensar, sua própria mão deslizou entre suas cox4s, os dedos tremendo ao tocar o tecido encharcad0 da calcinh4. Não, ela deveria parar. Isso era errado. Era... sujo. Mas a visão de Magno, tão poderoso, tão inatingível, agora reduzido a um homem gem3ndo por prazer, era demais. Demais para resistir.
Ela afastou a calcinh4 para o lado, expondo-se ao ar fresco da sala. Seus dedos encontraram seu clitór1s já inch4do, sensível ao menor toque. Um arrepio percorreu sua coluna quando ela começou a se masturb4r, imitando o ritmo de Magno—devagar no início, explorando, antes de aumentar a velocidade conforme a necessidade crescia. Seu polegar circundou o pequeno botão de prazer enquanto dois dedos afundavam em sua bocet4 apert4da, sentindo as paredes internas contraírem-se em torno deles. Imagine se fosse ele, sussurrou uma voz em sua mente. Imagine aquele p4u enorme te fod3r, te rasg4r, te ench3r até não aguentar mais.
Magno gem3u novamente, mais alto dessa vez, e seus quadris começaram a se mover em sincronia com a mão, como se estivesse trans4ndo com o ar. A cabeça de seu p4u brilhava, uma gota de pré-goz0 escorrendo pela f***a antes de ser espalhada pelos dedos que o massage4vam. Gabriella mordeu o lábio até sentir dor, seus próprios quadris acompanhando o ritmo, empurrando seus dedos mais fund0. Eu quero, pensou, a confissão silenciada por anos de educação, de respeito, de medo. Eu quero que ele me com4, me fod4, me faça sua.
Seus dedos se moveram mais rápido, o som molhad0 de sua excitaçã0 ecoando em seus próprios ouvidos. Ela estava tão perto... tão perto... Mas então, Magno parou.
Seu corpo inteiro ficou tenso, a mão imóvel ao redor do p4u latejante. Por um momento, Gabriella pensou que ele a havia descoberto, que seus olhos verdes e penetrantes a haviam encontrado ali, espiando como uma ladra de praz3r. Mas não. Sua respiração estava pesada, os músculos do abdômen contraídos, como se estivesse se segurando no limite de algo. E então, com um rosnado gutural, seu punho começou a se mover novamente, mais rápido agora, quase violent0.
— Porr4... — sua voz era áspera, um som que Gabriella nunca o ouvira fazer antes.
Ela quase goz0u ali mesmo.
Enquanto ele se tocava, enquanto seu p4u pulsava em sua mão... era demais. Com um soluço abafado, seus dedos trabalharam freneticamente em seu clitór1s, os músculos internos se contraindo em ondas de praz3r enquanto o orgasm0 a atingia com força brut4l. Sua boca se abriu em um "ah" silencioso, as pernas tremendo, os dedos ainda enterrad0s dentro de si enquanto o prazer a consumia.
Magno não a viu. Não dessa vez.
Com um último gem1do, seu corpo se arqueou para frente, o esp3rma jorrando em gr0ssos fios brancos sobre seu próprio peito, manchando a camisa aberta. Ele ofegou, os ombros caídos, a mão ainda tremendo ao redor do p4u que começava a amol3cer.
Gabriella, ainda ofegante, recuou um passo, então outro, até que a escuridão do corredor a engoliu. Seu coração batia tão forte que ela temia que ele pudesse ouvir. Mas Magno permaneceu onde estava, imóvel, como se o mundo inteiro tivesse parado para ele.
Ela voltou para seu quarto em um trans3, a camisola colada à pele suada, o gosto do pecado ainda fresco em sua língu4. Ao se deitar, seus dedos ainda tremiam. E quando finalmente fechou os olhos, a imagem de Magno, pelad0 e gem3ndo, foi a última coisa que viu antes do sono a levar.