Álvaro Narrando O cheiro do Brasil me acertou assim que desci do avião. Aquele ar quente, carregado de caos, trânsito e promessas m*l cumpridas… mas também de poder. Porque aqui é o meu território. Aqui é onde o meu nome pesa, onde minha presença incomoda, e onde ninguém ousa me esquecer, por mais que tentem. Enquanto a maioria dos passageiros andava apressado pelo saguão, como se estivesse fugindo da própria vida, eu caminhei devagar. Sem pressa. Porque eu sabia que, agora, todos iam ter que me ver de novo. Os que duvidaram da minha volta… vão engolir cada palavra. Peguei minha mala, ajustei o paletó com um toque no ombro e coloquei os óculos escuros. Meu motorista já me esperava do lado de fora, como eu gosto: discreto, mas atento. Entrei no carro e dei a ordem: — Direto pro gabinet

