69- Maya

1253 Palavras

Maya Narrando Quando vi a notificação no celular, meu coração travou por um segundo. — Vamos conversar. Sem teatro. Estou no meu gabinete. Assinado: Álvaro. Ele nem escreve “pai” mais. Talvez porque nunca tenha sido um de verdade, só um homem de terno, voz dura e presença obrigatória nas datas importantes. Mas amor? Afeto? Isso sempre foi por mérito da minha mãe… e da força que eu mesma aprendi a ter. Fiquei olhando praquela mensagem como se ela pudesse sumir. Mas ela não sumiu. Assim como ele também não sumiu de vez. Voltou. Como sempre volta. Achando que pode me colocar contra a parede, como se a vida ainda fosse feita dos "sim, senhor" que ele tanto gosta de ouvir. Mas ele não percebeu que a Maya de hoje… Não é mais a filha calada que ele deixava com medo com um olhar. Não é mais

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