Nicolas Narrando Mano… quando eu vi a Maya descendo da van, vindo na minha direção, com aquele jeitão de quem passou por guerra, mas ainda assim com a postura de rainha… Eu juro, minha alma sorriu. Ela veio direto, largou a bolsa no sofá e me abraçou daquele jeito que só ela sabe: forte, colada, como se quisesse grudar o coração dela no meu. Eu nem perguntei nada de cara. Só segurei firme. — Foi r**m? — murmurei no ouvido dela. Ela suspirou fundo, cabeça no meu ombro. — Foi… mas eu disse tudo que eu precisava dizer. — Tu é braba, morena. Cê sabe disso, né? — falei, afastando só o suficiente pra olhar no olho dela. Ela deu um sorrisinho cansado e encostou a testa na minha. — Ele tentou me dobrar, me fazer sentir pequena… mas eu não sou mais aquela menina. E foi você que me lembrou d

