Aurora Bianchi Acordei em um ambiente diferente. Não era minha casa, mas, pela primeira vez em muito tempo, eu me sentia... livre. Estranho dizer isso quando ainda estava, de certa forma, presa. Mas não havia correntes, nem portas trancadas, nem medo. Apenas o silêncio reconfortante de um lugar que não cheirava a perigo. Levantei-me devagar, saboreando a sensação. Tomei um banho longo, permitindo que a água quente levasse embora a tensão que parecia impregnada na minha pele. Lavei meus cabelos com calma, sem pressa, porque sabia que não precisaria sair correndo para escapar das investidas indesejadas de Domenico Rizzi, nem das ameaças veladas do meu pai. Pela primeira vez, meu café da manhã não seria interrompido por vozes que me aterrorizavam. Escolhi uma roupa simples: short jeans, um

