Aurora Bianch Eu realmente não tinha muito o que fazer ali. Sem celular para não ser rastreada, sem livros porque pesariam na mochila, sem um k****e porque a vida nunca foi tão generosa comigo. Em resumo, estava largada à própria sorte. E, claro, ainda tinha a proposta das mulheres na minha cabeça. Suspirei, peguei o controle da TV—que era absurdamente grande, diga-se de passagem. Sério, assistir BTS ali devia ser a milésima maravilha do mundo. Entrei no YouTube e, de cara, me deparei com um monte de lives de jogos e vídeos aleatórios que não faziam o menor sentido. Ignorei e procurei uma playlist com os MVs dos meninos. A voz surgiu do nada, me fazendo saltar no sofá: — Passarinha, você é uma kpopeira, quem diria. Coloquei a mão no peito, tentando recuperar o fôlego. — Que susto,

