PH
— Já é, cria. Tamo partindo. — falei, batendo no ombro do vapor que vai ficar na contenção da boca.
Fantasma já encostou a moto com o fuzil atravessado no peito. Falcão ajeitou a Glock na cintura. Urso veio atrás, do jeito que só ele chega: calado, troncudo, pesado.
Imperador subiu na Hornet preta.
Sombra já tava no grau na XRE.
Eu montei na minha BMW branca, acendi outro fininho e dei a partida.
Descemos igual desce tropa de elite. Os três chefes da Rocinha, com contenção armada dos dois lados.
Motor roncando, geral olhando. Os vapores davam espaço.
Chegamos no bar do Naldo.
Fumaça de churrasco, funk tocando alto, umas märmita se rebolando no canto.
As garçonete se arrumando na hora só de ver a gente encostando.
Paramos as motos na frente, os cria abriram caminho.
— Satisfação, patrão — falou um dos vapores, fazendo toque comigo.
— Já é, cria — respondi, subindo os degraus com os meus parceiros.
Sentamos na nossa mesa no canto. Visão privilegiada. Mesa de patrão.
— Tá aí teu balde, patrão — falou o Naldo.
— Já é, meu parça. Sempre no grau — respondi, fazendo toque com ele.
Cerveja no gelo, balde no centro, copo americano na mão.
Mal a gente sentou, começou o desfile.
Primeira a chegar foi a Diana, a vädia número 1 do Imperador. Morena de short jeans no talo, top colado, barriga de fora.
— Tava te esperando hoje, amor — ela disse, encostando nele.
— Amor é meu päu na tua boca, vädia — ele respondeu, pegando na cintura dela e puxando pra perto.
Minuto depois, já tava com a mão enfiada por dentro do short dela, como se fosse dele mesmo.
Arrastou pro canto do bar, direto pro beco do lado. Já sabia que ali era descarrego rápido.
— Bora ali, vädia, que eu vou te dar o que tu quer — Imperador disse, arrastando pela mão.
Chegando no beco, já agarrou no cabelo, colocou de joelho e botou o päu pra fora.
— Bora, vädia. Ajoelha e mäma — ele disse.
Nem deu tempo dela responder. Já tava com o päu dele na garganta, engasgando.
Mämou sem dó até ele gözar na garganta dela. Sem segredo. De onde a gente tava, todo mundo via.
Enquanto isso, duas pütas colaram na nossa mesa, oferecendo cerveja como se fosse carinho.
— Quer que eu sirva, patrão? — uma perguntou, lambendo os lábios.
— Nem encosta — falei seco. — Bebe tu que cê tá com cara de sede.
Elas riram e continuaram ali, se esfregando na mesa, tentando arrancar alguma atenção.
Sabrina, minha märmita de plantão, colou do meu lado. Dou uma preferência porque tá sempre à minha disposição, senta sem frescura, meto sem dó em todos os buracos e no fim a vädia ainda fica molinha sorrindo.
Sentou sem pedir, já passou a mão no meu päu por cima da bermuda.
— Cê tá tenso, patrão. Deixa eu relaxar tua mente mais tarde, deixa?
Dei uma risada torta. Mas meu päu já dava a resposta.
— Vai depender do meu humor.
Ela entendeu o recado. Mas continuou me acariciando como se fosse dona, mantendo meu päu interessado.
Sabia que eu não beijava. Sabia que era só meter, virar e dar duas nota de 100. Mesmo assim, tava ali.
Fazia de tudo pra ter o título de fiel.
Do outro lado da mesa, Sombra já tava com uma paty no colo. Essa vem sempre do Asfalto só pra sentar pra ele.
Mina rebolando, bünda empinada, ele com a mão cheia nela. Já tinha enfiado dois dedos nela por baixo da saia e a vädia rindo à toa.
— Hoje tu vai sentar com gosto — ele murmurou, enquanto enfiava a cara no pescoço dela.
Ela ria, toda oferecida. Já sabia que ia ser arrastada pra um dos abatedouros da favela.
Barraco de cama e colchão só pra meter forte e o grito ficar abafado. É o que püta merece.
Ali elas viravam bicho, porque sabiam que no outro dia voltavam pro bar com o cheiro do chefe na pele.
A noite só tava começando.
E no morro... ninguém ousava esquecer quem era que mandava.