Pov's Laura
Nova York City
14:00 PM
Retorno novamente ao inferno que nunca mais queria pisar os pés neste lugar miserável.
Sou arremessada pra dentro, os brutamontes dos bandidos me empurra e depois tranca a porta.
Fico sentada no chão frio, encolhida. Além de sentir um vazio tão grande, pelo meu bebê, meus p****s estão cheios de leite.
Vagueio o olhar à procura de Samantha. Os olhares recebo, me deixa pior.
Vou até uma das garotas que está no canto, e pergunto:
– Amy, cadê a Samantha?
— Morreu.— simplesmente diz, e me espanto.
— Como assim morreu?— indago.
— Por culpa sua mexicana.– encho os meus olhos de lágrimas, quando a loira cospe as palavras. — Ela ficou perturbando tanto a madame Pietra, perguntando sobre você, que deram um fim nela.
Tombo o meu corpo pra trás, arrasada.
— Mataram ela como?— questiono, com o tom embargado.
— Inventaram que ela havia sofrido uma overdose, mas Samantha não usava drogas. Esse o pretexto que essa Máfia usou, pra dar um fim na Samantha.
As lágrimas escorrem pelo meu rosto. As mulheres começam a me olharem de forma intimidadora enquanto cochicam entre si.
— Levantando.— a voz autoritária da c******a percorre, abrindo bruscamente a porta.— A fujona voltou, não é mesmo?— ela menciona o comentário para mim, arrancando gargalhadas das outras.— Achou que ia ficar em Paris a vida inteira, sua p**a?– ri.
E me sobe um ódio tão grande, ouvindo à ofensa.
Não me aguento calada, e revindo;
— Eu vim, mas não vou ficar muito tempo.— a desafio com olhar.
— Ainda por cima é atrevida, tá vendo meninas? Se acha a melhor modelo, do que vocês. Mas não passa de uma latina imunda!— quando fala aquela frase, perco todo meu autocontrole.
A puxo pelo cabelo, madame Pietra usa peruca e a força que puxo é tanta, que revela seu disfarce.
Daí ela me empurra, e acerta um t**a em cheio na minha cara, fazendo-me cair no chão.
As garotas riem da cara da c******a, deixando-a com mais raiva de mim.
— Ficou louca, sua desgraçada?— seu olhar superior, segue para eu neste chão.— Quer mesmo morrer?— saca o revólver.— Como ousa ter me afrontar dessa forma?
Os risos se silenciam.
Me mantenho com arma apontada para minha cabeça, e os segundos passam e a c******a ameaça disparar o tiro, para que minha morte sirva de exemplo pras outras .
Porém, a voz soa no fundo:
— Largue essa arma agora, Pietra!
Suspiro aliviada, quando Dominic aparece, e intervém.
— Não ouviu o seu chefe?— ele acrescenta.— Jamais vai m***r uma das minhas melhores modelos. Saía da frente imediatamente!
Dominic praticamente a empurra, e tenta soar com autoridade.
— Eu fui agredida por essa filha da p**a — a c******a acusa.
— Não tô nem aí. Vamos, Laura!— ele começa a me puxar.
— Pra onde vai levar essa coisa?— a voz de desprezo da Pietra, dispara.
— Laura não vai mas ficar nesse moquifo. O chefão a liberou.
— Mas a chefe não.— ela rebate, e franzo a testa.
Quem será essa chefe?
— Preciso confirmar com ela.— a c******a tira o celular, para ligar. No entanto, Dominic impede.
— Quem paga seu salário é o chefão, ele que manda. Você não vai avisar nada a ninguém. E eu sou maior do que você aqui!— o próprio a afronta.
A c******a abaixa a guarda, fica tão murcha e sinto em seus olhos de fúria, tanto de Dominic, como contra mim.
Quando saíamos, o digo:
— Ela vai querer me m***r, quando eu voltar.
— Que nada, Laura, seu titio gostar de você, será promovida e nunca mais precisará pisar os pés nesse chiqueiro.
Olho para ele, e pergunto toda ansiosa:
— E aí, Dominic, cadê meu bebê?
— Você vai vê-lo.— quando pronuncia aquilo, uma alegria surge em meu rosto, e nem consigo emoção.
— Está falando sério?
— Estou sim, convenci titio. Inclusive ele vai adotar seu bebê, já está todo animado — meu coração se aperta um pouco, ao saber meu filho será criado por um desconhecido— Mas você tem que fazer tudo que eu mandar, Laura. Não pode soltar nada dos negócios, digo, absolutamente nada. Titio é apenas um laranja que financia tudo, mas é bandida da minha irmã que organiza o esquema sujo.
— Você tem uma irmã, Dominic?
— Tenho, mas ela é naja e prefiro manter distância.— acho graça, do seu tom espontâneo.
— Também tenho irmãs.— falo.
— Elas são bonitas como você, Laura? Se for, vamos fazê-las modelos.
— Elas vivem no México, com a minha mãe. Acho que elas devem achar que estou morta, já que não dou notícias, há mais de um ano e meio.— sôo triste. E ele nota:
— Não fica assim, boba, quando você tiver lá na casa do titio, você pode ligar pra sua família e trazê-las pros Estados Unidos.— o silêncio ocorre.— Sem choro, vamos, porque ainda temos que passar no shopping pra comprar o enxoval do Noah.
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Algumas horas depois...
Prédio.
Pude escolher as roupinhas, o berço, e comprar tudo que eu quisesse para meu bebê.
Desço com as sacolas nas mãos, Dominic ajuda.
Começamos andar, para ir ao elevador. E paro os meus passos, ao escutar:
— Outra coisa, Laura... tive que mentir pro titio, falei pra ele que a mãe do bebê tinha morrido no parto.
— Você disse que eu estou morta?— arregalo os olhos, incrédula.
— Titio tava relutante em querer adotar, se eu dissesse que você tava viva, ele mandava eu devolver o bebê. Titio é muito honesto, e jamais ficaria com filho dos outros.
—Então como eu vou aparecer?
— Contei uma mentirinha, do tipo:" uma das minhas modelos sofreu aborto e perdeu o bebê, mas ela tem muito leite, e vai poder amamentar o menino" aí titio aceitou de boa.
— Isso não se faz, Dominic.
— Ou era isso, o seu filho não seria criado em berço de ouro. Seu filho já é bilionário, tem noção Laura. Quando titio morrer, tudo é dele. Só quero ver a cara da Scarllet quando souber que a herança saiu das mãos dela— ri.
— Scarllet?— faço uma careta.
— Qual problema com esse nome?
— Conheço esse prédio.— murmuro.— E não me traz boas lembranças.
— Cherry, para de besteira.— o próprio tenta levantar meu astral. — Você vai amar conhecer o tio Arthur.
– Arthur?– sussurro.— Você é sobrinho do Arthur Forbes?
— Sou sim.— Dominic responde.— Sei que titio é CEO muito falado e todo mundo o conhece.
Naquele momento, sinto que cai numa armadilha.
—Preciso fugir daqui e você vai buscar o meu bebê!— exijo.
— Que isso, Laura?
— Sua irmã destruiu a minha vida.— admito.— E seu tio não é nenhum santo, ele se aproveitou na minha inocência e depois me descartou, como se eu não fosse nada.
— Isso só pode ser um engano, titio nunca faria isso.
— Ele se casou comigo, Dominic. — em voz alta revelo.— Ele foi meu primeiro homem em tudo, e mesmo assim, me enviou para aquele lugar h******l. Eu o odeio.
— Meu tio não é nenhum criminoso, Laura, eu te garanto— alega, mas continuo negando .
— Agora meu filho está na mão do Arthur.— o desespero aumenta.– Você precisa tirar Noah de perto dele.— o imploro.
— Não será possível, titio já está apegado ao bebê.
— Então eu vou buscar.— digo, decidida a ir.
— Calma, Laura, não faça nenhuma besteira. Sei que está nervosa, mas preste atenção:— me segura pelo braço.— Se titio sonhar sobre a Máfia, tanto você, como seu filho, estarão em perigo, a vida dele também. Minha irmã passa por cima de qualquer um, pra conseguir o que quer. Vamos fazer seguinte: vamos fingir que não nos conhecemos e que Noah não é seu filho, pra proteger a segurança do baby.
— Eu não quero ficar longe do meu filho.
— E não vai, Laura.
O olho confusa.
— Como não?
— Implore emprego ao titio, diga que tá necessitada, ele não vai negar. Ele tá precisando mesmo de uma babá por Noah.
– Não vou ser babá do meu próprio filho.
— Por enquanto, Laura. Você perto do titio, Scarllet não consegue te atingir. E é a tua chance de dar golpe, porque aí você foge pro exterior com seu baby, e ainda por cima, às custas do titio.
— Não sou uma interesseira.
— Sei que não, Laura, mas você precisa agir. Ou então cherry, vpcê voltará para aquele chiqueiro e ficará apodrecendo.
— Eu não quero nunca mais voltar pra aquele lugar.
— Então limpa esse choro.— diz, secando com o polegar as minhas bochechas.— E vai lá cima, súplica por um emprego.
Me recomponho, engolindo todo orgulho e decido escutar o conselho do Dominic.
Não posso ficar parada, enquanto os outros pisam em mim.
Subo o elevador, e monto um lado frio, para ficar cara a cara com Arthur de novo.
Mesmo receosa, aperto o botão da campainha. Meu coração está quase saindo pela boca, pelos minutos que espero do lado de fora.
A porta se abre e ergo o olhar, o vendo. Nossos olhos se cruzam e a emoção se mistura, havendo também mágoa.
Por mais que a cena mexa profundamente comigo, e meus olhos marejam, tento não desabar ao vê-lo segurando nosso bebê nos braços.
O olhar dele ficar perdido.
— Dona Laura?
— O senhor pode me dar um emprego?