Surpresa

732 Palavras
Pov's Laura Apartamento. — Se quiser eu vou embora.— sugiro, tirando-o do transe. Arthur inclina a cabeça, me olhando sentido. — Fugir, como fez?— rebate, e sinto na necessidade de despejar tudo que passei. — Não é bem assim.— o corto. — O senhor não imagina o inferno que tive que passar pra estar aqui hoje, e é por isso, que eu não vou desistir do meu bebê. — Não quero que desista, dona Laura.— o mesmo afirma.— Ele terá toda segurança financeira, não se preocupe com essa questão. Não faltará nada a esse menino, mas não conte com a minha presença. Lhe olho incrédula. — Você acha que dinheiro compra amor, senhor Arthur?— o miro decepcionada.— Noah vai querer saber sobre o pai, irá querer saber sobre você. — Dirá que o pai dele não está mais na terra, é o que irá acontecer. — Você prefere se ausentar e fugir da responsabilidade, ao invés de enfrentar?— o questiono, fazendo-o ficar cabisbaixo.— Eu esperava mais do senhor. — Aceite o cheque, e vá viver com esse garoto bem longe.— novamente estende com a mão. — Sabe que eu faço com isso?— tomo indignada, e começo a rasgar.— E pode ficar tranquilo, porque Noah não vai depender de nada do seu dinheiro. Pego as coisinhas dele, assim como a minha. — Você é como todos esses ricos. — cuspo as palavras, com a garganta cheia de lágrimas. — Um m***a de lixo! Arthur não responde, apenas o silêncio. Então, quando já estou na porta, ouço: — Laura, não vá. — a voz dele súplica — Por favor, não vai embora. Paro Viro o rosto devagar, e o vejo ali — parado no meio da sala, com o cheque rasgado em pedaços no chão e os olhos apreensivos. — Eu sou um velho orgulhoso, e estou assustado. — admite, sem disfarçar. — Mas você está certa, dinheiro não compra amor. Ele dá um passo à frente, como se o chão ainda não fosse firme o suficiente. — Quando você disse que esse bebê era meu filho, eu só consegui pensar em tudo que eu não sou. Não sou jovem, não sou doce, não sou bom em nada disso. Arthur suspira, olhando para Noah, que dorme tranquilo. — Mas esse menino... esse menino é meu filho, e eu não posso deixar vocês irem embora. A mão do próprio treme quando a estende, e pede: — Fica. — sua voz falha. — Não por mim, fica por ele. Deixa eu tentar ser pai, mesmo que seja tarde demais. Mesmo que eu erre, mesmo que eu tenha que aprender tudo do zero. — Você tem certeza? — sussurro. — Porque eu não vou suportar outra rejeição. — Tenho. — Arthur responde. — Pela primeira vez na vida, eu tenho certeza. Lentamente, largo as minhas coisas no chão. E o olho balançada, na esperança de que possamos criar nosso bebê juntos. Quando de repente, o som da campainha ecoa insistentemente. — Espera aí, eu atendo. Fico observando de longe. Até que estremeço ao ouvir a voz: — Surpresa! Meu corpo gela, ao reconhecer a estilista que zombou de mim. Ela entra como se fosse dona da casa. — Arthur, querido... — ela beija seu rosto. — Estava morrendo de saudade! Observo que ele fica visivelmente desconfortável. — Chloe, o que você faz aqui? — Resolvi vir ver como você está. A gente não se fala há dias. — os olhos dela finalmente pousam em mim. — Ah, não me diga que voltou a fazer caridade aos pobres? O olhar superior da própria, me analisa de cima abaixo. Me encolho. — Laura é a mãe do meu filho. A estilista que trabalha pra ele arregala os olhos por um instante, o choque é quase palpável. — Filho? — ela solta, soltando uma risadinha seca. — Nossa, Arthur... você se superou! Ter um bebê com essa daí? Essa garota tem idade pra ser a sua filha. — Chloe, esse não é um bom momento.— ele pede, arrependido de ter aberto a porta. — Ah, por favor... A gente tem i********e, lembra? Afinal... eu sou sua namorada. Olho para Arthur, esperando qualquer negação da sua parte. Ele abre a boca para falar, mas não diz nada. Então é Chloe quem solta: — Você não contou pra ela?
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