Moscou

1008 Palavras
Pov's Laura. Apartamento. Sei que não devo exigir explicações ou me atingir pelo fato do Arthur ter uma namorada. Mas essa mulher ela pisou em mim, zombou da minha cara junto com a sobrinha dele. Não posso permanecer num lugar onde as pessoas me diminuem por conta da minha idade, da minha classe social e da minha aparência. — Eu vou embora!— aviso. Mas logo os meus passos são interrompidos, quando sinto o toque da mão dele, em meu braço: — Laura, vamos conversar.... — Solte-me!— mando, e ele se afasta quando o encaro.— Fique com a sua namorada, que do meu bebê cuido eu. Miro o olhar para tal Chloe, que se mantém arrogante, de braços cruzados. Saio pela porta, e Arthur não me impede dessa vez. *********************************************** Cruzo com Dominic no elevador. – Que carinha é essa?— ele toca em meu rosto triste.— Pra onde está levando o baby? — Pra bem longe daqui. – Poderosa, não é bem assim... você e o titio brigaram? – Porque não me contou que ele tem uma namorada, Dominic?— o interrogo, chateada. — Aquela baranga da Chloe não é nada dele. Se nomeia a namorada, mas titio não quer nada com aquela bruaca oferecida. — Não foi o que ele disse. — Ele assumiu aquela velha atirada?— o sobrinho do Arthur me questiona, surpreso. — Praticamente sim.— revelo.— Ele não falou nada ao contrário. — Porque titio é um frouxo, e covarde. Deve tá se borrando de medo dos comentários. — De que tipo de comentários? — Dos maldosos. Titio tá tentando defender sua imagem Laura. – Não é esse tipo de defesa que eu quero.— falo, incomodada. — As pessoas não vão reagir tão bem quando souberem que Arthur Forbes engravidou uma mulher de vinte e poucos anos. — Para Dominic! — É verdade, poderosa, por isso que ele prefere ser visto como namorado da Chloe, ela já é uma coroa caindo os pedaços. Seu comentário veneno, lhe arranca uma risada escandalosa. Olho pro lado e pro outro, certificando de que não tem ninguém ouvindo. — Mesmo assim, eu não posso ficar no meio disso. — Vai deixar titio rodeado das cobras, é? Chloe é uma sanguessuga, Scarllet nem se fala.— o próprio menciona a irmã, fazendo uma careta de vômito.— Titio têm chances de perder tudo, Laura. — Como assim? — Até de ser preso. Arregalo os olhos, em choque. — Preso? — Você acha que essa Máfia tá no nome de quem? Da sem-vergonha da minha irmã? Que nada! Quando as garotas são traficadas, é nome da agência do titio que tá em jogo. — Então Arthur não tem a mínima noção do que se passa? Ele n**a com a cabeça, com semblante negativo. Lhe olho com medo, enquanto começa a cair a ficha para mim. — Por que você não conta pra ele, sobre esse esquema ilegal? — Eu? — aponta pra si.— Pra ser morto? Há muita gente envolvida, Laura. Inclusive o chefão russo, é um deus grego em pessoa.— Dominic elogia se abanando, e em seguida acrescenta:— É uma pena que é hetéro, e antipático. ************************************************* 07:00 AM. (FUSO HORÁRIO) Moscou- Rússia Pov's Dmitry Petrov — É a americana na vídeo chamada. Meu mordomo avisa, se aproximando com tanto receio de levar outro grito. É esse o efeito que causo nas pessoas. Medo, disciplina, e utilidade. Sem essas qualidades, quem presta serviços à mim, se torna descartável. Apenas sinalizo com dedo um "ok", virando a tela do notebook. Mando o incompetente se retirar. Ele sai, pisando em passos lentos para não tropeçar, e nem fazer barulho. Início a ligação falando em russo, mas a americana implora que seja em inglês. — Vocês são patéticos! Se acham os donos do mundo usando esse idioma idiota.— comento, a minha insatisfação.— Mas vamos ao que interessa, os negócios, é a única ligação que eu tenho com a m***a do seu país. — Desde já, lamento pela sua perda chefe. — a voz fina ecoa do outro lado.— Minhas condolências. — Não lamente, americana, a morte faz parte do ciclo da vida.— a corto, indiferente, enquanto fumo o meu cigarro. — O chefe vai querer outro bebê pra substituir a morte do seu? Podemos lhe enviar um. — De forma alguma.— recuso.— Jamais quero um bastardo roubando o meu patrimônio. — Pois sendo assim, estou enviando as fotos das próximas vítimas. Quer dizer, da mulher no qual o chefe vai escolher para parir o seu herdeiro. — Aquela última morreu no centro cirúrgico. Qual era mesmo o nome? — Samantha. — Era magrela igual um palito.— reclamo.— Espero que a próxima não seja uma inútil, que chora igual uma criancinha. — Pode apostar que não.— garante. Vagueio o olhar pras fotografias na tela. Nenhum desses rostos artificiais me chamam atenção. São todas padrão, de uma beleza impecável. — Qual delas o chefe gostou? — Nenhuma, são todas feias.— falo, dizendo ao contrário. — Elas são perfeitas, chefe. — Não para mim.— clico em deletar as imagens. — Arrume uma mulher que esteja altura para ser a barriga de aluguel. — Estou enviando a foto de uma mulherzinha, mas o chefe não vai se interessar, chegou a pouco tempo na agência. Ela não é padrão, e está longe de ser modelo— a afirmativa da americana me gera curiosidade. Opto em abrir o arquivo da foto.  E fico hipnotizado com à perfeição que vejo em minha frente. — Qual o nome dela?— pergunto, admirando a face angelical que reflete através da tela. — Laura. — Traga essa Laura a Moscou, quero conhecê-la. — Só há um probleminha.... — Qual, americana? — Ela acabou de ter um bebê do meu tio. A infeliz deu o golpe. — É esperta, gosto de mulheres assim. — comento. — E pensando bem... o bebê do seu tio, vale uma fortuna, devemos vender essa criança.
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