Yolanda

Rosalinda

Jimena

Serena

Guadalupe

Julyana

Pov’s Yolanda (mãe da Laura)
Rodoviária. — EUA.
01:00
— Mamacita, estou com medo.— Guadalupe olha para escuridão, enquanto puxa as malas.— E se não acharmos, Laurita?
— Aquela fujona tem que aparecer, nem que seja num caixão, para rezarmos a missa de sétimo dia.— verbalizo, encarando as demais; algumas delas estão sentadas no chão frio.
— É pecado mamacita desejar o m*l para sua própria filha.
— Pecado é o que aquela ingrata fez, nos abandonando na miséria e vindo para América.
— Mamita tem razão.— Jimena concorda. — Laurita não pensou na família, quando resolveu deixar a nossa terra.
— Vocês faziam Laurita de escrava.— Rosalinda acusa, e suspiro fundo.
— Olhe aqui, respeite-me!— aponto o dedo para sua cara.— Do jeito que vai, irá seguir o exemplo daquela malagradecida da sua irmãzita.
— Parem de brigar, não temos nenhum teto.— Serena faz uma careta de cansaço.– E estamos famintas.
— Não reclamem, levantem agora mesmo desse chão.— mando, vendo-as jogadas iguais umas mendigas.— Há um táxi ali.— aponto, constando o motorista distraído no celular.
— Não temos dinheiro, mamatita.— Jimena alega.
— Daremos um jeito.— apresso os meus passos.
— Esse é o endereço que Laurita estava morando com o ricaço.— Julyana amostra.
— O velhinho tem a idade para ser o abuelo (avô) dela.— disparo, visualizando o retrato no jornal.
— Que maldade mamacita!
— Maldade nada, a irmãzita de vocês está mergulhando na grana e nunca nos mandou nenhum centavo. Quando eu encontrar aquela ingrata, darei uma surra bem grande.
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Obrigo o motorista a fazer corrida; nós quatro vamos atrás no aperto, cheia de malas, quase sendo sufocadas.
Descemos de frente ao prédio de luxo, de alto padrão.
— Como vamos entrar, há seguranças por toda parte.— uma das minhas filhas observa.
— É impossível, mamita.
— Parem de conversa fiada, e vamos logo!— as puxo até a entrada, e somos barradas; principalmente por conta dos nossos trajes.
Guadalupe que se comunica melhor em inglês, inicia:
— Somos da família de Laurita.— ela diz, os recepcionista se entreolham confusos.— Viemos vê-la.
A voz gentil e educada da minha filha, tira-me a paciência:
— Qual é o nome do sujeito do jornal?— pergunto e Jimena informa:
— Arthur Forbes.
— Viemos ver nosso abuelo (avô) Arthur Forbes — ironizo, jogando um pouco de charme pra um dos atendentes.
— Mamita isso é ridículo!— Rosalinda briga.
— Cale-se.— a cutuco.
— A esposa dele é nossa irmãzita.—Serena acrescenta, e reviro os olhos.
— Sr Forbes é viúvo.
— Nossa irmãzita está morta?
A descompensada da Rosalinda, tira a própria conclusão, e bato de imediato em seu ombro, a repreendendo.
— Claro que não sua louquita!— dou tabefe em seu braço.— Só deve ser um m*l-entendido.
Me encosto no balcão da recepção, fazendo um escândalo e exigindo saber paradeiro da minha filha.
Até que eu convenço os gringos, a interfonar para apartamento do milionário e chamá-lo.
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Ando de um lado pro outro, inquieta. Os seguranças vagueiam o olhar como se eu fosse uma desequilibrada, e a qualquer momento fosse quebrar tudo.
— Mamacita não foi a senhora mesmo que disse que iremos rezar pelo menos um missa de sétimo dia para Laurita.
Guadalupe faz o comentário s*******o, e aquilo me dá nos nervos.
— Ela não pode ter morrido, ela só tem 26 anos.
—O abuelito (vô) está vindo.— Jimena me avisa, e olho em direção à porta do elevador.
O coroa até que é bonito e charmoso. Tem uma presença, e não está decaído como eu imaginava. Mas mesmo assim sinto raiva em imagianar minha Laurita, perdendo a inocência com esse sujeito.
— Quem são vocês?— o tom cansado questiona confuso.
—Sou Yolanda Ximenes.— estico a mão.— A mãe de Laurita.
— Laurita?
— Laura.— pronuncio.— Quero saber onde está a minha filha, só irei daqui se eu vê-la, abuelo.
— Do que me chamou?— o velho se desconcerta, quando escuta a pronuncia.
— Avô. — repito, no seu idioma.— Um velho dessa idade, atrás de garota nova. Minha Laurita foi abusada.
— Mamita isso é muito grave.— Rosalinda cochicha no meu ouvido— Não fale besteira.
– Besteira? Sua irmãzita só 26 anos, não sabe de nada da minha vida, com certeza foi forçada.
— Não forcei a sua filha a nada, minha senhora.
– Se isso é verdade, eu não sei, mas terá que provar na justiça.— afirmo.— Quero saber onde vamos ficar?— o pergunto.— Não irá deixar sua sogra ficar no relento, não é mesmo? As minhas filhas são solteiras.
— Mamacita a senhora tá sendo muito cara de pau.— Serena reprime a minha atitude, indignada — Primeiro o ameaça e depois está nos empurrando pra esse velho rabugento.
— Se Laurita estiver mesmo morta, o velho pode gostar de uma de vocês. E terá a minha benção.
— A senhora tá nos vendendo?— Guadalupe interroga, horrorizada.
— Apenas garantindo o nosso futuro, coisa que Laurita não fez antes de morrer.