Abuelo

886 Palavras
Yolanda  Rosalinda  Jimena  Serena  Guadalupe  Julyana  Pov’s Yolanda (mãe da Laura) Rodoviária. — EUA. 01:00 — Mamacita, estou com medo.— Guadalupe olha para escuridão, enquanto puxa as malas.— E se não acharmos, Laurita? — Aquela fujona tem que aparecer, nem que seja num caixão, para rezarmos a missa de sétimo dia.— verbalizo, encarando as demais; algumas delas estão sentadas no chão frio. — É pecado mamacita desejar o m*l para sua própria filha. — Pecado é o que aquela ingrata fez, nos abandonando na miséria e vindo para América. — Mamita tem razão.— Jimena concorda. — Laurita não pensou na família, quando resolveu deixar a nossa terra. — Vocês faziam Laurita de escrava.— Rosalinda acusa, e suspiro fundo. — Olhe aqui, respeite-me!— aponto o dedo para sua cara.— Do jeito que vai, irá seguir o exemplo daquela malagradecida da sua irmãzita. — Parem de brigar, não temos nenhum teto.— Serena faz uma careta de cansaço.– E estamos famintas. — Não reclamem, levantem agora mesmo desse chão.— mando, vendo-as jogadas iguais umas mendigas.— Há um táxi ali.— aponto, constando o motorista distraído no celular. — Não temos dinheiro, mamatita.— Jimena alega. — Daremos um jeito.— apresso os meus passos. — Esse é o endereço que Laurita estava morando com o ricaço.— Julyana amostra. — O velhinho tem a idade para ser o abuelo (avô) dela.— disparo, visualizando o retrato no jornal. — Que maldade mamacita! — Maldade nada, a irmãzita de vocês está mergulhando na grana e nunca nos mandou nenhum centavo. Quando eu encontrar aquela ingrata, darei uma surra bem grande. ************************************************ Obrigo o motorista a fazer corrida; nós quatro vamos atrás no aperto, cheia de malas, quase sendo sufocadas. Descemos de frente ao prédio de luxo, de alto padrão. — Como vamos entrar, há seguranças por toda parte.— uma das minhas filhas observa. — É impossível, mamita. — Parem de conversa fiada, e vamos logo!— as puxo até a entrada, e somos barradas; principalmente por conta dos nossos trajes. Guadalupe que se comunica melhor em inglês, inicia: — Somos da família de Laurita.— ela diz, os recepcionista se entreolham confusos.— Viemos vê-la. A voz gentil e educada da minha filha, tira-me a paciência: — Qual é o nome do sujeito do jornal?— pergunto e Jimena informa: — Arthur Forbes. — Viemos ver nosso abuelo (avô) Arthur Forbes — ironizo, jogando um pouco de charme pra um dos atendentes. — Mamita isso é ridículo!— Rosalinda briga. — Cale-se.— a cutuco. — A esposa dele é nossa irmãzita.—Serena acrescenta, e reviro os olhos. — Sr Forbes é viúvo. — Nossa irmãzita está morta? A descompensada da Rosalinda, tira a própria conclusão, e bato de imediato em seu ombro, a repreendendo. — Claro que não sua louquita!— dou tabefe em seu braço.— Só deve ser um m*l-entendido. Me encosto no balcão da recepção, fazendo um escândalo e exigindo saber paradeiro da minha filha. Até que eu convenço os gringos, a interfonar para apartamento do milionário e chamá-lo. ********************************************** Ando de um lado pro outro, inquieta. Os seguranças vagueiam o olhar como se eu fosse uma desequilibrada, e a qualquer momento fosse quebrar tudo. — Mamacita não foi a senhora mesmo que disse que iremos rezar pelo menos um missa de sétimo dia para Laurita. Guadalupe faz o comentário s*******o, e aquilo me dá nos nervos. — Ela não pode ter morrido, ela só tem 26 anos. —O abuelito (vô) está vindo.— Jimena me avisa, e olho em direção à porta do elevador. O coroa até que é bonito e charmoso. Tem uma presença, e não está decaído como eu imaginava. Mas mesmo assim sinto raiva em imagianar minha Laurita, perdendo a inocência com esse sujeito. — Quem são vocês?— o tom cansado questiona confuso. —Sou Yolanda Ximenes.— estico a mão.— A mãe de Laurita. — Laurita? — Laura.— pronuncio.— Quero saber onde está a minha filha, só irei daqui se eu vê-la, abuelo. — Do que me chamou?— o velho se desconcerta, quando escuta a pronuncia. — Avô. — repito, no seu idioma.— Um velho dessa idade, atrás de garota nova. Minha Laurita foi abusada. — Mamita isso é muito grave.— Rosalinda cochicha no meu ouvido— Não fale besteira. – Besteira? Sua irmãzita só 26 anos, não sabe de nada da minha vida, com certeza foi forçada. — Não forcei a sua filha a nada, minha senhora. – Se isso é verdade, eu não sei, mas terá que provar na justiça.— afirmo.— Quero saber onde vamos ficar?— o pergunto.— Não irá deixar sua sogra ficar no relento, não é mesmo? As minhas filhas são solteiras. — Mamacita a senhora tá sendo muito cara de pau.— Serena reprime a minha atitude, indignada — Primeiro o ameaça e depois está nos empurrando pra esse velho rabugento. — Se Laurita estiver mesmo morta, o velho pode gostar de uma de vocês. E terá a minha benção. — A senhora tá nos vendendo?— Guadalupe interroga, horrorizada. — Apenas garantindo o nosso futuro, coisa que Laurita não fez antes de morrer.
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