Capítulo 66

1569 Palavras

Carolina narrando Desde a hora em que saímos da cozinha e a Bia entrou pro quarto pra falar com o Felipe, eu senti aquele incômodo crescendo dentro do peito, aquela sensação de que alguma coisa tava fora do lugar, de que alguma coisa tinha virado a esquina errada sem me avisar. As meninas até acordaram com o barulho baixo da porta fechando, Maithê levantou a cabecinha, esfregou o olho, perguntou se tava tudo bem, e eu, no automático, abaixei no colchão, ajeitei o cobertor nela, passei a mão no cabelo da Sofia e falei com a voz mais leve que eu consegui inventar naquele momento: “Tá tudo bem, meu amor… só a mamãe da Bia que foi atender o papai de vocês no telefone”. Elas acreditaram porque criança acredita no que a gente fala com firmeza, mas dentro de mim nada tava firme. Nada mesmo. E

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