Capítulo 67

1327 Palavras

Carolina narrando Acordei com aquela dor chata no pescoço que só aparece quando a noite não encaixa em lugar nenhum, aquela sensação de que o sono veio quebrado, torto, sem pedir permissão, e eu só percebi que tinha apagado porque o sol já batia fraco na sala, entrando pela fresta da cortina como se empurrasse o dia pra dentro sem dó nenhuma. Pisquei devagar, ainda confusa, e só depois que meus olhos acostumaram eu entendi onde eu estava: enfiada no sofá, corpo todo atravessado, perna caída pro lado, braço amortecido, e a Bia dormindo na outra ponta, toda torta igual eu, cabelo um ninho, boca entreaberta de cansaço, com as meninas largadas no colchão no chão, cada uma enroscada na outra como gatazinha procurando colo. A Maithê tava com a perna jogada por cima da Sofia, a Sofia com o br

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