O carro parou suavemente em frente à casa de Dona Lúcia. As luzes do alpendre iluminavam a fachada simples, mas acolhedora, e assim que descemos, lá estava ela, esperando na porta como sempre. Ela pareceu tão feliz e surpresa quando viu os dois sobrinhos descendo do carro. — Meus sobrinhos! — Dona Lúcia exclamou, com uma mistura de emoção na voz. — Depois de tanto tempo... finalmente! Eu segui logo atrás deles, um pouco deslocada na cena familiar. Era um reencontro importante, algo que claramente significava muito para Dona Lúcia. Ela abriu os braços para Coringa primeiro, abraçando-o com força, e por um segundo, vi algo mudar no rosto dele. Por mais durão que fosse, o carinho da tia sempre o afetava. — Tia Lúcia... — Coringa murmurou, num tom mais suave do que eu estava acostumada a o

