Capítulo 8

1056 Palavras
Eu joguei o caderno para o lado, eu não estava acreditando no que eu estava lendo, aquilo tinha que ser uma pegadinha, esse tipo de coisa não existe! - Isso é impossível, não tem como fazerem isso! - Falou Fred. - Tem muitas coisas que a gente acha que eles não fariam aqui Fred, por um exemplo, m***r um garoto. - Falei. Quando eu falei aquilo, estremeci, querendo ou não, eu ainda não tinha me acostumado com aquele fato. - Vamos gente, a gente precisa terminar de ler se quisermos entender mais! - Falou Alex, ele não parecia muito assustado, talvez ele já tenha se acostumado com toda essa loucura. A Emilly não falou nada nessa nossa conversa, ela parecia chocada demais com tudo isso acontecendo. Eu peguei o livro e continuei lendo. "Nós precisamos sair desse lugar, provavelmente seremos os próximos a serem testados. E nós não sabemos se já fomos, se esse remédio começar a funcionar, não vamos lembrar de muita coisa, precisamos escapar." Depois de terminar de ler, eu me recordei de uma coisa, a dor de cabeça, a ala de funcionários, C-12. - E-Eu... - Eu comecei a falar e eles olharam para mim. - Eu vi umas coisas hoje mais cedo, eu lembro da ala de funcionários da biblioteca e lembro de um tal C-12. Eu falei isso e a Emilly e o Alex pareceram um pouco surpresos. - eu me lembro de algo assim também... - Falou Emilly. - Será que....Vocês... - O Fred não terminou, mas sabíamos onde ele queria chegar. O pontos começaram a se ligar um pouco. - Eu percebi uma coisa. - Falei. Eu fui na mesa de cabeceira, ou criado mudo e peguei meu caderno. Eu voltei para perto deles novamente e abri meu caderno na primeira página. - Onde você quer chegar com isso? - Perguntou Emilly. - É estranho não é? Meu caderno tem anotações de apenas poucos dias atrás, onde estão o resto das anotações? E vocês sabem que esse caderno dura o suficiente para o ano inteiro, e eu não me lembro de em momento nenhum eu pedir outro caderno. - Falei. Eles começaram a se entreolhar. - E a alguns dias atrás, quando invadimos a secretaria, eu encontrei um caderno naquela gaveta, com outras duas coisas estranhamente familiares para mim, e se aquele era meu caderno de antes de tudo? - Eu falei. - Félix, talvez você esteja se precipitando muito, a gente não sabe se isso realmente aconteceu... - Falou Emilly. - Só tem um jeito de descobrirmos. - Eu falei, olhando para eles. Nós não podíamos fazer nada a noite, já havíamos chamado muita atenção na noite passada, então, precisávamos de uma abordagem diferente. Nós sabíamos que haviam duas freiras que cuidavam da secretaria, a secretária, que é a Senhora Williams, e sua ajudante, a Senhora Maria. Nós precisávamos arrumar uma forma de distrair as duas, mas não sabíamos como. - Podiamos fingir que algum de nós estava machucado! - Falou Alex. - Isso só tiraria uma delas de lá, não vejo necessidade das duas levarem uma pessoa minimamente machucada. - Falei. - E quem disse que precisa ser minimamente? - Perguntou Emilly. Ela colocou um sorriso no rosto e a gente não entendeu nada até ela fazer. Ela correu na frente da porta da secretaria, que estava aberta é se jogou no chão, batendo a cabeça é fingindo um desmaio. Nós nos escondemos. - O que tá acontecendo com ela hoje? - Perguntei cochichando. - Eu não sei, mas ela parece estar louca! Ela tá assim a semana inteira! - Respondeu Alex também cochichando. O Fred apenas observava, atento, para ver se o plano dela iria dar certo. Não demorou muito para as duas saírem da secretária, elas se ajoelharam do lado da Emilly, que em teoria estava desmaiada. Elas a levantaram, e como esperado, as duas tiveram que sair, ela não era leve o suficiente para ser levantada por apenas uma pessoa, principalmente pela Senhora Williams, nós não podemos dizer que ela está muito nova. Esperamos elas sumirem do corredor e rumamos para dentro da secretaria, nós sabíamos que não tínhamos muito tempo, então precisávamos ser rápidos. Eu corri direto para a escrivaninha, e novamente a chave ainda estava lá. Eu destranquei a gaveta e abri. Lá eu tive uma visão que eu não esperava. A gaveta estava vazia. Ela foi esvaziada, como se soubessem que estávamos lá exatamente para isso. - Não está aqui. - Eu falei. Eles se viraram para mim. - A gaveta está completamente vazia. - Eu falei, apontando para dentro da gaveta. Eles chegaram mais perto e viram que realmente estava vazia. - Precisamos sair daqui, agora! - Falou Fred. Saímos disparados da secretaria, não podíamos correr o risco de alguém nos ver, precisávamos estar o mais longe dali o possível, para ninguém desconfiar de absolutamente nada. Corremos de volta para o nosso quarto, e ficamos lá, esperando que esteja tudo bem com a Emilly, e que não tenham percebido nada de estranho com ela. O Fred parecia frustrado, ele andava de um lado para o outro, apenas olhando para cima e para as paredes, mas não falava nada. Eu e o Alex ficamos conversando sobre tudo que havíamos descoberto até agora. Estávamos fazendo um resumo de tudo, tudo que lemos nos cadernos, dos tais remédios, da morte desse garoto, da chance de também termos sido testados com esse remédio estranho, até que finalmente, a Emilly apareceu na porta. - É então, conseguiram? - Perguntou a Emilly. Eu balancei a cabeça, dizendo que não, e ela começou a conversar com a gente, de como ela havia enganado a Senhora Williams, a Senhora Maria é a Senhora Ruth. - Foi engraçado até! - Ela falou sorrindo. Finalmente, depois de vários dias de tensão, alguém finalmente havia conseguido tirar um sorriso da gente, mas tudo isso foi interrompido por Fred. - Félix, qual era o nome do garoto mesmo? - Ele perguntou. - Alber Miller, por que? - Perguntei. - Eu encontrei uma coisa. - Respondeu Fred apontando para a parede. Cravado na madeira, tinha uma sigla. "A.M" - Albert Miller... - Falei. - E tem mais uma coisa. - Falou Fred, agora apontando para a madeira do teto, para uma parte que parecia meio recortada. Tinhamos achado a entrada para o sótão.
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