Capitulo 7 "Remédio"

1002 Palavras
O Dia seguinte seguimos naturalmente, precisávamos parecer o máximo natural possível, para não desconfiarem de nada. Algumas freiras ficaram de olho naquele buraco que fizemos na noite passada, elas pareciam muito desconfiadas, como se estivessem escondendo algo, uma coisa que sabíamos que realmente estavam. Nós não estávamos conversando muito naquele dia, ainda pensativos com o que faziam naquele lugar, e iriamos descobri esta noite. Fui primeiro tomar café, conversei um pouco com a Senhora da cantina, ela parece ter um carinho especial por mim, nunca entendi o motivo. Depois do café da manhã eu fui para a minha aula, iriamos estudar biologia hoje, mas eu não consegui me interessar muito, eu não gosto muito de biologia e aquilo ainda não saía da minha cabeça... Eu não conseguia esperar mais até chegar a noite. Quando a aula acabou, eu fui andar por ai, eu não tinha muito o que fazer então passei na biblioteca. Eu dei uma folheada nos livros e uma mexida em algumas coisas que eu achava interessante, mas o tempo parecia não passar, eu olhava para o relógio e cada minuto que passava pareciam horas. Eu passei um bom tempo lá, até eu chegar perto da porta da ala de funcionários da biblioteca. Eu sempre me perguntei o motivo das freiras terem uma ala só para elas, nunca entendi o motivo. Eu comecei a me sentir estranho. Eu já havia entrado ali, não é? Não, eu nunca entrei lá.... Eu comecei a ficar tonto, minha cabeça começou a doer e eu achei melhor sentar em uma das poltronas que haviam ali na biblioteca. Eu fechei meus olhos e eu comecei a ver umas coisas, eu comecei a ver ali dentro. Uma coisa veio em minha mente. "C-12" C-12 E uma estante de livros, o que estava acontecendo comigo? Quando abri meus olhos novamente lá estava a Mirella. - Você está bem? - Ela perguntou, me olhando preocupada. - E você se importa? - Me levantei, minha cabeça ainda doía, mas eu queria sair o quanto antes dali. - Olha... Me perdoa! - Ela falou nas minhas costas. - Me perdoa? Você por acaso está se ouvindo? - Falei me virando para ela. - Eu não fiz por querer, eu só estava.. - Ela começou e eu interrompi. - Você não fez por querer? - Falei, um sorriso se abriu no meu rosto. - Você por acaso acha que eu tenho cara de i****a? - Eu... Não, eu não acho, foi sem querer eu apenas.. - Ela tentava falar. - Sem querer? - Agora eu estava um pouco transtornado. - Você ainda tem coragem de falar que foi sem querer? Eu vi no seu rosto Mirella, você estava feliz com aquilo! - Eu não.. - Ela tentou falar mas as palavras não saíam.  - Eu não era suficiente não é? Então tudo que você me disse, desde o inicio, era mentira não é? - Falei. - Não era mentira...Eu não.. -  - Eu não quero, nunca mais, ver você na minha frente. -  Eu terminei de falar. Eu terminei de falar e senti uma mão me puxando para fora da biblioteca. Do lado de fora, a pessoa me virou e me deu um soco. Lá estava Emilly. - Q-Qual o seu problema? - Perguntei a ela colocando minha mão no meu rosto, onde ela deu o murro. - É Sério que você vai ficar se humilhando lá seu i****a? - Ela estava com tanta raiva quanto eu. - Ela te fez de i****a e você vai ficar dando satisfação? Ela me deu outro soco no meu nariz. - Da para você parar de me bater? - Perguntei. - Não. - Ela me deu mais um soco no peito. - Emilly eu já entendi sua mensagem, pode parar. - Falei me afastando um pouco dela. Meu nariz agora estava sangrando, limpei um pouco o sangue e me virei para ir embora. - Da próxima vez não precisa me espancar se tiver preocupada irmãzinha. Eu nunca havia chamado ela assim. Eu estranhamente consegui sentir ela sorrindo minimamente atrás de mim. Eu fui para o meu quarto, eu não tinha muito o que fazer, mas depois meu nariz começou a doer muito e sangrar bastante, então fui para a enfermaria. Ela me ajudou e eu passei um tempo lá e meu nariz parou de sangrar, ela me perguntou o que havia acontecido mas eu inventei alguma coisa e simplesmente voltei para o quarto, agora já era quase de noite. Depois de um tempo o pessoal foi chegando, o Alex, o Fred e a Emilly, finalmente iriamos começar a ler. Conferimos se não tinha ninguém vindo e puxamos o caderno, nós iriamos revezar quem iria ler dessa vez. Eu entreguei o caderno para a Emilly e ela começou a ler. " Dia 1 Olá, Meu nome é Albert Miller, eu peguei esse caderno para fazer de diário para contar minhas aventuras dentro do orfanato que eu moro, eu gosto muito daqui, eu conheço dois garotos daqui, considero eles meus irmãos, na verdade considero todos daqui meus irmãos, somos uma família muito unida! Esse é meu primeiro dia escrito aqui, futuramente escreverei mais!" - Por enquanto está normal, não é? - Falei. Eles acenaram a cabeça que sim, não parecia ter nada suspeito por enquanto. A Emilly entregou o Diário para o Alex e ele começou a ler. "Dia 2 Nós ouvimos umas freiras falando de um tal A-10 na biblioteca, provavelmente é na ala deles, nós vamos dar uma olhada, estamos entediados mesmo.." - Foi ai que começou provavelmente... - Falei. Eles entregaram o livro para mim e comecei a ler. " Dia 3 Nós fomos na biblioteca na noite passada, e descobrimos algo assustador. Esse lugar, está longe de ser apenas um orfanato. Aqui é um lugar de experimento, e nós somos as cobaias. É alguma espécie remédio para controlar nossa mente, várias crianças morreram por complicações desses remédios, por testes que deram errado, precisamos sair daqui o quanto antes, eu estou com medo.."
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