Capitulo 6 "Buraco"

1004 Palavras
Depois de passarmos um tempo discutindo sobre o que tinhamos lido, fomos chamados para o jantar, ninguém estava com apetite, apenas estavamos pensando como iriamos pegar o outro caderno. Depois do jantar fomos direto para o quarto, por enquanto não tinha ninguém indo para lá, era nosso tempo livre antes de dormir. O Lado de fora estava extremamente escuro. Acendemos a luz do quarto e nos sentamos no chão novamente. Ficamos nos encarando por um bom tempo, até alguém começar a falar. - Como vamos entrar lá? A parede parece ser fácil de quebrar, mas como vamos fazer isso sem fazer barulho? - Perguntou Alex. Essa era uma ótima pergunta, mesmo se conseguirmos quebrar a parede, isso faria muito barulho. - Precisamos de alguma distração, uma distração barulhenta. - Falei. - Eu tive uma ideia.. - Falou Fred. Ele olhou para nós e começou a explicar seu plano. Sua ideia era usar seu sonambulismo como distração, sair andando esbarrando em tudo possível, isso faria muito barulho. - Não é uma má ideia, mas agora, como vamos quebrar a parede? - Perguntei. - No porão deve ter algumas ferramentas. - Falou Emilly. - Alguma coisa pesada para bater já seria o suficiente. - O único problema, ninguém pode ver que não estamos no quarto na hora. - Falou Alex. - A Gente da um jeito, a gente sempre deu não é? - Falou Emilly, dando um sorriso. - E tem um ultimo problema ainda, o buraco vai ficar aberto, alguma chance de suspeitarem que tem algo a ver com esse diário? - Perguntou Alex. - Eu duvido bastante, se eles soubessem da existência desses diários, eles não estariam aqui dentro mais, provavelmente eles não existiriam. - Falei. - Certo, então faremos isso essa noite? Não podemos perder muito tempo. - Falou Fred. Nós concordamos, iriamos fazer aquilo agora. Quando todos estavam dormindo o Fred começou sua parte do plano. Ele desceu de sua cama e saiu do quarto, andando fingindo estar desnorteado, não demorou muito para ouvirmos vários vasos caindo no chão e quebrando, barulhos de coisas pesadas caindo. Essa era nossa hora. Colocamos o travesseiro embaixo do nosso lençol, para ao menos tentar fingir que estavamos dormindo. Então, eu fui para o porão enquanto Emilly e Alex foram conferir se estavamos certos sobre o buraco. Eu cheguei no porão e comecei a procurar, estava escuro e eu não conseguia enxergar muita coisa, mas eu encontrei um martelo, parece ser o suficiente. Eu demorei um pouco mas finalmente cheguei na parede e lá estavam Emilly e Alex. - Por que você demorou tanto? - Cochichou Alex. - Estava escuro, demorou para achar, mas está aqui. - Falei. Conseguimos ouvir os barulhos e agora ouvíamos passos rápidos também. - Não temos muito tempo! - Falou Emilly. Eu comecei a bater com o martelo na parte onde era oca, fui aumentando a força, e por trás do papel de parede a madeira começou a afundar. O papel de parede começou a rasgar, rasgamos um pouco com a mão também, e vimos que realmente algum tipo de quarto secreto lá, mas estava muito escuro, não dava para enxergar muita coisa. Os barulhos pararam, mas ouvíamos gritos da Senhor Williams e vozes de outras feiras, precisávamos acelerar mais. Quando o buraco estava quase o suficiente para uma pessoa passar, eu me joguei na parede, o que fez ela terminar de quebrar dando o tamanho suficiente para alguém passar engatinhando, e agora, eu estava dentro daquele quartinho secreto.  Eu não estava enxergando nada, mas o chão era velho, a cada engatinhada a madeira embaixo de mim fazia muito barulho. O Chão estava horrivelmente sujo e empoeirado, eu comecei a tatear o chão a procura de algo. Depois de um tempo tateando o chão, com aquela madeira fazendo muito barulho, eu encostei minha mão em um caderno de capa dura, e agora eu sabia que havia encontrado aquele diário. Eu fui em direção ao buraco com o caderno na mão. Ainda estavamos ouvindo os gritos da Senhora Williams e as outras freiras, o Fred estava conseguindo engana-las bem. - Eu peguei, mas o que fazemos com o buraco?? - Perguntei. O Alex olhou ao redor e viu, um grande vaso, do lado do buraco, com uma bonita flor. - Eu odeio sequer pensar em destruir aquela flor, mas não temos opção. - Falou Alex. - Vamos fingir que alguém derrubou o vaso e isso fez a parede quebrar. - Boa ideia! - Falei. Nós puxamos o vaso e o posicionamos com muita dificuldade no chão, caído, e fomos correndo para o nosso quarto. Conseguimos chegar lá sem ninguém nos ver, eu escondi o caderno embaixo do colchão e nos deitamos. Não demorou muito para a Senhora Williams aparecer segurando forte no braço do Fred, que agora não fingia mais estar dormindo. Ele subiu em sua cama e a Senhora Williams fechou a porta. Quando tudo parecia ter acalmado, saímos todos de nossas camas e começamos a conversar. - E então? deu certo? - Perguntou Fred. - Eu espero que tenha dado, se elas não percebessem que eu "estava" sonâmbulo, eu teria pego uma detenção na certa. - Conseguimos! - Falei cochichando. Puxei os dois cadernos de debaixo do meu colchão. - Vamos esperar até amanhã para ler, eles estão desconfiados demais por hoje. - Falou Emilly. Alex acenou com a cabeça concordando. - Vocês realmente querem ler? A gente pode descobrir algo que a gente não quer.. - Falou Fred. - A Gente não fez isso atoa, precisamos continuar, se os funcionários daqui, chegaram a m***r um garoto, eu não quero ficar aqui, pode ser perigoso para todos nós. - Falei. - O Ponto é esse, ele morreu por que sabia demais! - Falou Fred. - Fred agora é tarde, nós precisamos ler isso, eu não quero mais ficar nesse lugar e a gente precisa descobrir o que acontece aqui. - Falei. - Tudo bem, foi muito esforço para conseguir isso mesmo.. - Falou Fred. Escondemos os cadernos e fomos dormir.
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