Capitulo 11

1058 Palavras
Eu peguei aquele caderno, e no escuro mesmo, comecei a dar uma folheada. Aquela definitivamente era minha letra. - Isso aqui definitivamente é meu. - Falei me virando para eles. - Tem alguma assinatura? - Perguntou Emilly. - Com algum tipo de nome ou alguma coisa? Eu comecei a procurar logo depois dela ter sugerido isso, e lá, eu encontrei um nome. - Matheus... - Falei. - Meu nome é Matheus. Aquilo parece ter sido um gatilho para eu ter minhas memórias de volta, pelo visto, o remédio estava indo bem, mas nem tanto. Eu me lembrava de tudo. - Matheus.... Eu também me lembro desse nome! - Falou Emilly. - Eu também! - Falou Alex. - E eu me lembro de tudo. - Falei. Eles se viraram rápido para mim. - Como assim lembra de tudo? Então realmente.. - Falou Emilly. Eu acenei com a cabeça que sim. - Bom, provavelmente eles não mudaram muita coisa em nós, apenas queriam que esquecêssemos da nossa aventura na biblioteca, e sim, ela aconteceu. - Falei. Enquanto eu falava, suas feições mudavam, provavelmente estavam lembrando também. - E provavelmente trocaram meu nome por que sabiam que isso seria um gatilho forte o suficiente para eu me lembrar de tudo, eles não queriam arriscar. - Falei. - Eu estou lembrando também... - Falou Alex. A Emilly parecia um pouco cabisbaixa, além do mais, a forma que fomos pegos, o que aconteceu naquela sala e nossas memórias sendo controladas, não é algo que deixa alguém feliz. - Agora eu me lembro também, eu tenho certeza que seu nome nunca foi Félix. - Falou Fred. - Eles mudaram a memória de todos então? - Perguntei. - Provavelmente sim. - Falou Alex. - Deve ser esse o motivo de não podermos sequer chegar perto de qualquer ala deles, é trabalho demais mudar a mente de todos toda vez que alguém descobrir algo.  - Nós lembramos, mas ninguém pode saber disso, então, eu ainda sou Félix, ok? - Falei. Eu estava meio quieto, também era demais para mim, eu tentava passar firmeza mas passavam muitas coisas na minha cabeça. Eles projetaram para mim, toda uma infância falsa, e agora eu não sei se a que eu tinha antes de ser controlado é real. Pode facilmente ter sido só uma mentira. - Precisamos procurar mais coisas, ver se tem algo de útil aqui. - Falei me levantando. Nós demos uma olhada a mais, mas não estávamos encontrando nada de útil ou interessante, até a Emilly começar a falar. - Gente... Eu encontrei uma coisa.. - Ela falou, ela parecia um pouco assustada. - Tem uns Jorn-  Ela não pôde terminar, começamos a ouvir algo batendo, um barulho muito alto. - A porta, tem alguém tentando entrar! - Falei. Nós corremos. Eu desci primeiro do buraco. Eu estava indo muito rápido e não prestei atenção onde pisava. Eu pisei de m*l jeito na escada e cai. Meu pé estava doendo muito, mas eu me levantei e me sentei na cama como se nada tivesse acontecido. Depois de mim desceu a Emilly, ela percebeu que eu estava com muita dor, mas ela precisava sair logo para descerem. A porta continuava batendo e a pessoa tentava muito abrir. Logo depois desceram o Fred e o Alex. Eles tamparam o buraco e esconderam a escada embaixo da cama, e tiramos a cadeira da mesa. Quem estava lá era um garoto, o Arthur, ele é um pouco mais velho que nós, daqui a pouco ele faz 18 anos. - Por que a porta estava presa? - Perguntou ele. - Nós não sabemos o que aconteceu, ela ficou emperrada do nada, só conseguimos abrir agora! - Falou Emilly. O Garoto estava muito desconfiado, aquilo não parecia ter enganado ele. Eu fui tentar me levantar, para ajudar a Emilly, mas meu pé doeu muito e eu caí de joelhos no chão. O garoto automaticamente olhou para mim, ele parecia bem preocupado. - O que aconteceu com o Félix? - Perguntou o Arthur. Ele começou a chegar perto para me ajudar. - Ah, ele torceu o pé, mas ele não quer ir para a enfermaria.. - Falou Emilly. - Vocês são péssimos amigos! Por que já não levaram ele? - Falou o Arthur que parecia irritado. O Arthur me levantou, colocou meu braço em volta do pescoço dele para eu poder me apoiar e ele começou a me levar para a enfermaria. Enquanto saíamos da sala, eu dei uma piscadinha para eles, com a cara de "Eu dou um jeito nisso" Depois de um tempo em silencio, o Arthur começou a falar. - E então, como você torceu o pé? - Ele perguntou. Eu ainda estava com muita dor e estava muito ofegante, mas eu respondi. - Eu estava correndo, por que estava atrasado para uma coisa, então eu pisei de m*l jeito e machuquei meu pé. - Falei. - Antes não estava doendo tanto, mas agora eu não consigo andar direito. - Entendi. - Ele falou e continuou quieto por um tempo. Chegamos na enfermaria e ele começou a conversar com a enfermeira, explicando a situação. Ele saiu da sala falando que se eu precisasse era só eu chamar. Por incrível que pareça, todos se tratavam aqui assim, todos eram muito amigos. A Enfermeira me deu um remédio para dor, que me deixou sonolento e eu acabei dormindo. Quando eu me acordei, meu pé não estava doendo tanto, já estava escuro e meu pé estava enfaixado. Meus amigos estavam do meu lado. - Ah.. Oi gente. - Falei. - Oi, você está melhor? - Perguntou a Emilly, ela parecia bem preocupada.  - Eu estou bem, foi só um pé torcido. - Falei. Eu me sentei na maca, minha cabeça estava rodando muito por que eu ainda estava com sono do remédio. Mas eu comecei a normalizar e tentei me levantar. Eu ainda estava mancando mas meu pé estava bem melhor. - Já está bem não é? - Falou o Alex sorrindo. - Claro que sim, eu nunca estive m*l, foi apenas uma recaída. - Falei sorrindo. Nós todos sorrimos. - Bom, agora vamos para o jantar, só estávamos esperando você! - Falou Emilly vindo para meu lado. - Vamos, por que senão daqui a pouco a Senhorita Williams vem caçar a gente. - Falei sorrindo. Rimos e fomos para a sala de jantar.
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