Passamos o dia inteiro lá.
O lugar não era muito espaçoso, mas tinha espaço o suficiente para ficarmos longe um do outro.
Eu preferia não ter ficado ali, se pelo menos uma gota de paciencia me restasse, nada daquilo estaria acontecendo.
Eu fiquei pensando, o dia todo, alguma forma de sair, mas não havia.
A unica forma de sair era pegando a chave, eu teria que ficar preso lá.
Depois de muito tempo lá dentro, eu já não aguentava mais, o lugar era extremamente entediante, desconfortável e empoeirado.
Eu decidi tentar dormir.
Lá dentro haviam dois colchões, parece até que foi pensando para esse exato momento.
Eu me deitei e logo dormi.
Quando eu me acordei, já era de noite.
Tinha um barulho muito alto do meu lado.
Abri meus olhos e vi o Alex, que estava em pé, gritando para soltarem ele.
Ninguém ouvia aparentemente.
- Você não percebe que isso é em vão? - Perguntei.
- Cala a sua boca. - Falou ele.
- Bom, você me acordou, agora vai ter que me aturar. - Falei.
Ele apenas olhou para mim e ficou calado.
- Ninguém vai vir ajudar a gente, e pelo jeito, só vamos sair daqui a manhã, então, se puder, para de fazer barulho, eu estou tentando dormir. - Falei.
Ele simplesmente se virou e continuou chamando por ajuda.