Aquela descoberta só piorava tudo, quanto mais descobríamos mais sinistro a historia ficava.
Nós estávamos com medo agora.
- C-Certo, nós precisamos sair daqui, não temos outra opção! – Falou Emilly.
Ela parecia estar extremamente chocada, todos estávamos.
As descobertas dos últimos dias fizeram tudo ficar extremamente traumático.
- Você ainda está com a mesma mentalidade Alex? – Perguntei.
Ele estava bem quieto.
- Enfim, essa é uma coisa que eu não sabia... – Falou Arthur.
Nós não sabíamos muito o que falar, aquilo foi demais.
- Bom, sobre o tal do plano do cara, que virou o plano de vocês, por acaso vocês já deram uma olhada a mais aqui em cima? – Perguntou Arthur.
- Na verdade não! – Falou Fred.
- Bom, agora é uma boa hora, vocês não acham? – Perguntou ele.
Ele começou a dar uma andada mais para dentro, e fomos o seguindo.
Nós não conseguíamos ver muita coisa naquela parte.
O máximo de luz que entravava era a luz do sol, que passava em alguns lugares faltando telha.
Começamos a andar sutilmente, por que precisávamos fazer com que ninguém ouvisse passos vindo de cima do telhado.
Nós começamos a andar mais e mais, passamos um bom tempo andando, o orfanato era bem grande.
- Eu acredito que aqui, estamos em cima do corredor para o lado dos funcionários do orfanato. – Falei cochichando.
- Certeza? – Perguntou Emilly.
Eu assenti com a cabeça que sim, eu tinha quase certeza absoluta.
Nós começamos a andar mais para frente.
Depois de um tempo, fomos interrompidos por Emilly.
- Gente! – Exclamou ela ainda cochichando. – Olha aquilo ali!
Ela falou e começou a ir um pouco para o lado de nós.
Ela pegou um papel no chão e trouxe para nós.
- Vai ser impossível ler isso aqui, a gente precisa voltar! – Falou Fred.
- Mas a gente não andou tanto para simplesmente voltar gente, eu estou cansada! – Falou Emilly.
- Gente, tem um porém. – Falei e eles se viraram para mim. – Todos nós deixamos a porta aberta.
O Coração de nós todos parecia ter parado.
Nós começamos a andar rápido para voltar, se nos pegassem estaríamos ferrados.
Quando estávamos perto do quarto começamos a correr.
Eu não conseguia correr muito bem, mas eu tentava.
Nós começamos a descer da escada, por sorte, ela ainda estava lá, e nada parecia estranho, inclusive, o corredor estava estranhamente deserto e tudo estava quieto.
Não parecia ter nenhuma movimentação aparente.
Quando passamos, fechamos o buraco e escondemos a escada embaixo da cama novamente, só que mais escondida agora.
Quando terminamos de fazer tudo isso, ouvimos um sino.
- O Sino? – Perguntou Arthur.
- Eles só usam o sino quando... – Começou o Fred.
- Quando chega uma pessoa nova. - Terminei.
Nós nos vestimos, querendo ou não, precisávamos fingir que estava tudo normal.
Fomos para a sala da porta do centro.
Todos estavam lá na frente, pelo visto nós não havíamos ouvido nenhum aviso ou algo do tipo.