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2206 Palavras

Ricardo narrando… O fim de festa tem um som próprio. Não é mais o batuque inteiro; é o estalo do microfone sendo desligado, o ferro do palco raspando no cimento, os copos plásticos amassando debaixo dos tênis, a risada que fica mais espaçada e a conversa que baixa um tom. O campo tava assim: meio luz, meio sombra, cheiro de carvão frio, cerveja derramada no chão e perfume que ficou no ar. Do alto do camarote, eu via a noite se recolher — e, no meio do recolhimento, ela. Vitória. Desceu as arquibancadas com a amiga, braço com braço, cabelo solto com um frizz bonito de umidade e dança. Ria de coisa pequena: do tropeço na própria sandália, do “quase caí” da Brenda, de um cachorro vira-lata que atravessou a pista arrastando um guardanapo. A alegria dela tinha um brilho leve — e, sim, dava p

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