Vitória narrando… O sol já batia forte na janela quando abri os olhos. A claridade parecia zombar da minha cara, entrando em cheio, me lembrando que eu devia ter fechado a cortina na noite anterior. A cabeça doía um pouco, a boca seca, e o travesseiro — que eu jurava que tinha deixado branco — agora estava com um leve cheiro de perfume e um fio do meu próprio cabelo grudado. Demorei uns segundos pra entender onde estava. A parede azul-clara, o ventilador fazendo um barulho teimoso, o chinelo virado de cabeça pra baixo. Minha casa. Ainda bem. Suspirei, aliviada, e rolei pra olhar o relógio do celular. Quase meio-dia e quarenta. — Misericórdia… — resmunguei, com a voz arrastada. — Eu dormi tudo isso? Do outro quarto, ouvi um gemido reconhecível. — Dormiu e roncou! — gritou Brenda, a v

