121

2526 Palavras

Vitória narrando… O barulho do brinde ainda vibrava no meu ouvido quando ele se afastou. O vidro dos copos tinha feito um “tinc” mais alto do que precisava, como se o som quisesse guardar aquele minuto pra sempre. Só que eu não queria guardar nada — pelo menos não agora. Era noite de pagode, de luz piscando, de cheiro de churrasco, de gente cantando junto como se o morro inteiro fosse um só pulmão. Brenda ficou me encarando com o copo na mão e um sorriso de quem acabou de assistir a uma cena boa. — Tu respira agora, tá? — ela brincou, batendo de leve no meu braço. — Bora viver. Assenti, soltando uma risada nervosa que logo virou riso de verdade. A banda no palco puxou um partido-alto daqueles que fazem o chão tremer, e o campo inteiro respondeu com palmas no tempo certo. As luzes varre

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR