Capitulo 11 Truques

1114 Palavras
Ágata acreditava ter enviado a foto para o marido, mas não. Não foi para ele que ela havia enviado. Ao compartilhar a foto e buscar pelo contato do marido, ela digita a letra "D", de Diogo, mas acabou enviando para outro contato sem perceber... Dr. Luiz... — Não, isso não está certo, não pode estar acontecendo! — diz Ágata, aflita... Mais ainda quando a mensagem acaba de ser visualizada, antes que ela pudesse apagá-la. Ela o faz rapidamente, mas novamente se atrapalha e, ao invés de apagar para todos, apaga apenas para si. — Não! Não acredito que fiz isso, que burra! Burra! Burra! O Luiz vai achar que sou o quê? Uma vagabunda! Uma mulher qualquer que fica enviando fotos para os outros... Assim, sem pudor! Eu tenho que fazer alguma coisa! Tenho, tenho sim... — diz Ágata. Ela pega o telefone e ameaça telefonar, mas desiste, tamanho é a sua vergonha. Ela caminha de um lado para o outro e decide: — Ok, eu vou falar com ele pessoalmente. Eu vou, sim. Luiz é meu amigo dos tempos de escola. Eu vou me explicar pessoalmente... Eu tenho mesmo que fazer isso... Ágata estava decidida... Algum tempo depois, Mateus vê a mãe arrumada indo na direção da garagem... Ele fica sem entender nada, afinal ela só tinha ido buscar o protetor solar... — Mãe! O que houve? Vai aonde? — pergunta. Ágata não responde, entra no carro e sai veloz, o que deixa Mateus intrigado, observando sem entender nada. Nesse momento, Diogo, no estacionamento do trabalho de Beto, olha a mensagem enviada por Rose: o vídeo íntimo que ela gravou dos dois mais cedo. — Mas o que significa isso? Por que gravou este vídeo? Como fez sem que eu visse? — questiona Diogo, em ligação. — Alô, meu amor. Digamos que isso é uma garantia, garantia de que você continuará se encontrando comigo. Não quero deixar de ser sua amante. Isso de t*****r com o marido da minha amiga me excita muito, e vai dizer que você também não gosta? Todo homem é louco para comer a amiga da mulher... — Você é louca! O que pretende com isso? — Olha, Diogo, do jeito que a Ágata é tapada, se eu disser que você me obrigou, ela acredita! Imagina eu chegar chorando para ela, dizer que vou tirar minha vida... — Rose, você é louca! Sua vagabunda! Vadia... — brada Diogo. — Me chama de put@ também, que eu adoro! Você sabe disso. Me xinga assim que eu fico molhadinha... — diz Rose. — Você é louca! Doente! Vai destruir seu casamento! O meu casamento! Ágata acredita na sua amizade... — Meu casamento foi destruído há muito tempo. Nossa família está na pior. Eu não estou ligando para nada! Só quero aproveitar a vida, fazer o que quiser... Então fique atento quando eu procurar por você... — diz Rose. Ela desliga o telefone, deixando Diogo furioso com ela. Ele apaga o vídeo e dá um soco no ar, furioso... — Como eu fui entrar numa situação dessas? Como? Eu sou realmente um i****a! Como eu, tendo uma mulher linda e maravilhosa, só minha... Como eu fui entrar numa situação dessas? Eu preciso manter a calma... Eu tenho que manter a calma. Se Beto está com problemas, eu tenho que ajudar. Talvez assim... Talvez assim eu consiga ajudar eles a retomar a vida deles... Não sei, tenho que pensar numa forma de encurralar ela... De afastar ela da Ágata e acabar com esta amizade... Diogo estava encurralado, mas tinha que se refazer e ir até Beto ouvir o que ele tinha a lhe dizer, o favor que tinha a lhe pedir. Enquanto isso, Ágata chega até o escritório de Luiz, Dr. Luiz, seu grande amigo dos tempos de escola. Os dois eram amigos, todo mundo achava até que eram namorados. Ágata e ele estudaram Direito até metade do curso, quando Ágata abandonou deliberadamente a faculdade para se casar com Diogo. Ágata entra no escritório, passa pela secretária sem dar nem bom-dia... — Espera, senhora! Tem hora marcada? Senhora...! Não pode entrar assim... — diz a secretária. — Isso é uma emergência! — diz Ágata. Ela entra no escritório de Luiz. Luiz é um homem alto, moreno-claro, cabelos lisos, curtos, barba bem cuidada, musculoso devido à vida de atleta que leva: musculação, artes marciais e ciclismo. Luiz era um renomado advogado. Sofreu muito bullying na época da escola. Garoto magro, nerd, buscou recompensar e adquirir autoestima por tudo que passou. Apenas Ágata o tratava bem. Ela era a menina mais bonita e ele era o nerd impopular. Agora era um homem rico, bonito, desejado por mulheres, invejado por muitos homens. Diogo, por exemplo, não gosta muito dele. — Ágata, que surpresa! Faz tempo que não vem me visitar... — Luiz, deixa de lado os cumprimentos. Eu te mandei uma mensagem por engano. Olha só, estou tremendo de vergonha... Me dá seu celular. Quero ter certeza de que ela foi apagada... — Ah, sim... a foto. Eu apaguei. Com certeza aquela foto não era para mim. Seu marido nunca foi com a minha cara. Se quiser, aqui está meu celular, pode verificar. — diz Luiz, entregando o aparelho. Ágata olha para Luiz e cora de vergonha. — Ai, Luiz, me desculpa. Eu... Foi um grande engano. Era para o Diogo. Aliás, eu nem deveria ter feito aquilo... Me desculpa. Eu sei que você apagou. Eu nem sei por que eu simplesmente não te liguei... Eu não preciso verificar, acredito em você. — diz Ágata. — Faz o quê? Cinco anos... Cinco anos que você não me visita. Diogo não vai mesmo com a minha cara, não é? Ele conseguiu fazer você desconsiderar nossa amizade. — Luiz, não é assim... O Diogo tem aquele jeito, mas é dele mesmo. Ele não tem nada contra você... Ai, meu Deus... Eu te mandei minha foto de biquíni! Que vergonha! — diz ela. — Não deveria estar com vergonha. Diogo tem sorte. Você está muito bonita para uma quarentona... Ágata desfaz a tensão e sorri, ficando mais tranquila. Os dois sempre foram grandes amigos; era visto como natural a brincadeira. — Você também, para um quarentão, está bem, viu? Aposto que há muitas mulheres loucas por você... — diz Ágata. — Até que sim, mas não a que eu gostaria... — diz Luiz. Ágata senta-se... Luiz lhe oferece um vinho... — Ainda gosta daquela pessoa? — diz Ágata. — Sim. Ela casou. Eu tive várias mulheres, mas nenhuma me fez esquecer ela... Letícia... Ágata não sabia que não era Letícia, uma colega de faculdade deles, de quem Luiz falava, mas sim dela mesma. Era Ágata o seu grande amor.
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