Sam
O sábado passou rápido, entre ajudar meu pai em seu novo projeto — um tipo de avião mais rápido e compacto, com uma segurança reforçada que amenizam os impactos em acidentes e que podem salvar vidar em uma situação de emergência —, e fazer o desenvolvimento do trabalho de biologia.
Eu realmente deixei que as ideias fluissem em minha mente e acabei me excedendo nas palavras. Acabou que eu tive que revisar e reduzir quatro folhas de um desenvolvimento que deveria ter apenas mil e quinhentas palavras. Isso levou a maior parte do meu dia, mas no final eu gostei do resultado.
Não vou mentir e dizer que quando terminei quis mandar mensagem para Nathan. Eu queria dizer "Terminei minha parte, quer revisar?" Mas não fiz, pois por mais que nossa tarde tenha sido bem divertida, ainda não temos esse tipo de i********e.
Não somos amigos.
Pelo menos não ainda e por mais que eu queria ter algo com ele, amizade é a última coisa em que consigo pensar.
Poxa, eu gosto mesmo dele, as coisas não poderiam ser fáceis e pularmos para os beijos e amassos?
Eu fui dormir pensando nisso na esperança de que em ao menos em meus sonhos nós pudéssemos ficarmos juntos, mas não, eu sonhei que estava sendo perseguida por um urso por eu ter comigo os waffles dele. Quando acordei me lembrei de Anna falando sobre a peça Caixinhos Dourados e os três ursos que haverá na escola feita pela turma do oitavo ano.
Pelo menos o dia estava lindo, com nuvens brancas e o céu azul anil. Eu levantei cedo,ja acostumada com a rotina da escola, então tive tempo para me preparar para este dia. Minha mãe quer visitar uma amiga dela e eu fui a sortuda escolhida para acompanha-la. Não é como se eu tivesse coisa melhor pra fazer em um domingo, acontece que agora eu acho que esse passeio veio a calhar. Sair e recontratar Noah vai ser melhor que passar o dia ansiosa para encontrar Nathan amanhã.
Minha mãe estava agitada, levando uma caixa cheia de coisas da escola para ela e Celine relembrarem os tempos antigos.
E põe antigo nisso.
— Você está tão calada. — Falou minha mãe, sem tirar os olhos da estrada.
Já faz meia hora que saímos de casa e ainda faltam doze quilômetros pela frente. Eu não trouxe fones de ouvido, nem mesmo um livro para ler. Não achava que a viagem seria tão longa.
— Quer conversar?
— Conversar sobre o que?
— Não sei. Como foi o seu encontro com o...como é o nome dele mesmo?
— O nome dele é Nathan e foi tudo bem, eu acho. Eu conheci um lado dele que não sabia que existia.
— E vocês só estudaram ou...
— Mãe! Não estamos ficando. Nós só estudamos e conversamos sobre a escola.
— Ok ok, eu entendi. — Ela está rindo. — Você ficou vermelha.
— E tem como não ficar? A senhora é muito inquisitiva as vezes. Parece uma detetive colocando o réu contra a parede.
— Eu? Imagina! Não é como se eu não tivesse assistido Sherlock Holmes três vezes consecutivas. — Ela ironiza, mas não deixa de ser verdade. Ela é um tanto viciada em casos criminais.
— Ok, dona Isa, a senhora é a próxima Nance Drew.
— Se eu fosse mesmo a próxima detetive da década, eu saberia dizer o que está te deixando cabisbaixa.
E ela voltou para o assunto em questão, o meu silêncio. Eu já aprendi a muito tempo que não dá pra esconder algo da minha mãe, então nem insisto em esconder o que me incomoda.
— Eu ia mandar mensagem para ele, para o Nathan, mas eu percebi que não somos amigos, temos o trabalho em comum, mas já combinamos de nós encontrar amanhã, então não achei nenhum motivo para a mensagem, entende?
— Olha filha, eu não entendo não. Você pode mandar mensagem para ele sem que haja um motivo para isso. Tudo começa com um "oi”, depois um "estou bem e você?", é assim que se inicia uma conversa.
— Mas se eu fizer isso, será que ele não vai perceber que eu gosto dele?
— É tão r**m assim se ele descobrir?
— Só se ele não me corresponder.
E eu não sei o quão arrasada vou ficar se isso acontecer.
— Acho que o não você já tem. Acredita em mim quando eu digo que você não vai morrer se ele disser não.
— Então por que eu sinto que eu vou?
— Por que você é nova, por que tudo parece difícil e eterno mais não é. Um dia, se você não contar como se sente para ele, vai olhar para trás e pensar: porque eu não disse a ele o que eu sentia? Geralmente nos arrependemos das coisas que não fizemos.
Hum. Agora eu não sei como reagir a isso. Tenho medo da rejeição dele, mas também concordo com ela quando ela diz que eu vou me arrepender de não fazer nada.
Minha cabeça dá voltas buscando uma solução. Antes que eu enlouqueça de vez, mudo de assunto.
— A senhora tem algo que se arrepende de não ter feito?
— Pra ser sincera, só tem uma coisa a qual eu me arrependo de não ter feito. Passar na cara da Amélia Shilfrey que o seu pai preferia a mim do que ela. Não importava que eles tivesse ficado. Eu não fui ao baile de inverno pois tinha quebrado uma perna patinando no gelo, as três horas da manhã daquela noite, seu pai ficou atirando pedrinhas na minha janela até me acordar. Ele estava aos prantos e muito provável que estivesse bêbado, mas ele se declarou pra mim. Disse que estava cansado de fingir que não se importava, de que Amélia era uma opção para ele. Ele era o astro do futebol e eu líder do conselho estudantil. Eu me lembro dele chorar como um bebê faminto. Meu pai acordou e o expulsou do nosso gramado. No dia seguinte, ele voltou lá, bateu na porta da frente e se apresentou ao meu pai e pediu desculpas. Nós começamos a namorar naquele dia, mas eu nunca tive oportunidade para mostrar a Amélia que ele havia escolhido a garota quatro olhos com quem ela fazia bullying.
Sorriu para ela.
— Mãe, sua história com o papai parece uma história clichê de filme de romance.
— E isso é bom ou r**m?
— Depende. — Pondero com os ombros. — Acho que Amélia soube. Pode não ter sido direto, do tipo que faz alguém ficar com o queixo caído, mas acho que ela soube.
— Gosto pensar que sim.
{•••}
Celina nos recebeu de braços abertos, o que me deixou mais confortável em estar na casa dela. Noah, ao contrário do que eu pensei, mudou da água pro vinho e é bem óbvio o motivo.
Ele se assumiu para a família.
— Então, como as coisas estão naquele lugar preconceituoso?
Uma fato sobre Noah, ele fora expulso da escola por ter sido pego grafitando "I'm a Material Girl", no muro de grafite da escola.
St. Andréas é uma das melhores escolas de Washington, mas ainda é lugar cheio de preconceitos. Não importa que os alunos insistam para que as normas arcaicas sejam abolidas, eles simplesmente não escutam.
— Não, continua a mesma coisa.
Ele geme em repulsa.
— Estamos no século vinte e um e as pessoas ainda acham que podem nos colocar para baixo do tapete. — Ele, ou melhor, ela suspira.
Noah está em fazer de transição, pelo que a mãe dele comentou. Ele começou a ver um endocrinologista e um psicólogo, para que sua transformação aconteça da melhor forma possível.
Eu tenho que me lembrar de usar os pronomes certos. É o mínimo que posso fazer para respeita-lo.
— Mas e então, como estão as coisas? Algum boy na rede? Ou girl?
Sorri para ele, mesmo que eu estivesse dando curto em meu sistema. Ninguém nunca me perguntou isso tão diretamente. Não que eu tenha problemas em responder perguntas assim.
— Na verdade tem um cara sim.
Ele revirou os olhos, como se fosse uma história repetida. Como se fosse esperado.
— Sempre tem um cara aí. Mas me conta, vocês já se deram uns amassos ou quem sabe já foram com tudo?
Eu não me lembrava dele tão...direto e ao ponto. É como ser interrogada por um assassinato.
Eu e Noah não nós vemos a dois anos, e muita coisa mudou. Nossa relação já não é a mesma e mesmo que eu me sinta a vontade em falar sobre Nathan, eu não sei como ele vai receber meus sentimentos.
Não é como se um amor platônico fosse a coisa mais linda do mundo. É comum, mas não tem nada de bonito.
— Não, digamos que ele nem sequer sabe que eu existo. Não, eu exagerei. Nós nós falamos por causa da escola e é só, sabe?
— Por escolha ou porque não deu certo?
Olho para ele, sem entender a pergunta.
Noah se senta na cama, e me olha nos olhos.
— Você já falou para ele como se sente?
— Por que todo mundo diz isso?
— Porque é o certo a se fazer. Se vocês não flertam ou demonstram interesse, como vão saber se estão gostando um do outro?
— Você esqueceu a parte em que ele me rejeita e eu sofro meses por causa disso.
— Ah, então é esse o problema. — Ele gira o rosto, me olhando meio de lado. — Eu sei de algo que pode te ajudar.
— Sabe?
Como, exatamente ele acha que pode me ajudar?
— Sim, fecha os olhos. Vai, fecha!
— Tá bom.
Mesmo hesitante, eu fecho os olhos. Não sei o que Noah quer fazer, mas se o que ele planeja pode me ajudar, então não vejo porque não tentar.
— Eu quero que você imagine que está em um campo...
— Em um campo?
— Shii, só imagina!
Respiro fundo e tento criar o cenário mais semelhante a um campo. Eu sempre transformo tudo em um conto de fadas. Acho que uma parte da minha infância ainda vive em mim. A ideia de um príncipe encantando em um cavalo branco. É idiotice, eu sei, mas o que vem em minha mente é um campo aberto entre árvores. Como se no centro de uma floresta houvesse um lugar mágico, com a grama batendo em minha canela, e borboletas voando ao vento.
— Eu quero que imagine que em sua frente está esse cara, o...
— Nathan.
E como se estivesse sido invocado, ele está diante de mim, com um sorriso no rosto, como aqueles que ele abria em sua casa. Está lindo, como sempre.
— Quero que você imagine ele olhando para você, sorrindo...ele levanta a mão e acena, e você acena de volta. O Nathan franze as sobrancelhas, como se algo estivesse errado. Então, você acena de volta, mas ele não corresponde.
Um tipo estranho de angústia se instala em meu peito. Minha garganta arde como o inferno.
— Por que ele não acena de volta?
— Porque você vai olhar para trás, e vai ver uma garota muito parecida com você, mas não é você. Essa garota levanta a mão e acena para ele e então ele responde.
Abro os olhos, e sei que ele viu raiva real neles.
— Chega, Noah.
Ele sorri gentilmente para mim.
— Você gosta mesmo dele, não é?
— Eu gosto muito. Por que você me pediu pra imaginar isso? Era uma brincadeira de mau gosto?
— Não, querida. Eu queria que você sentisse isso, essa perda, porque se você não fizer algo, se não falar para ele o que sente, um dia você pode estar diante dele e da nova namorada dele. Vai por mim, eu sei o que eu estou dizendo e não tem sensação pior do que saber que poderia ter feito algo, mas não fez. — Ele segura a minha mão, me consolando. — Você ainda pode lutar, Sam. Ainda pode fazer algo a respeito.
As palavras de Noah me atormentaram no caminho de volta. Nós passamos o resto da tarde enfurnados no quarto dele, assistindo Desesperate House Wives. Noah mudou muito, mas uma parte dele ainda é daquele garoto tímido que não sabia dizer quem era ao mundo.
Para a minha sorte, minha mãe tinha gastado todas as palavras dela relembrando o colégio com Celina e não trocou uma palavra comigo durante a viagem de volta. Quando chegamos já era tarde e só papai estava acordado, esperando por nós.
— Eu vou pular na cama, boa noite.
Fora a última coisa que eu disse a eles antes de entrar no meu quarto e encarar o chuveiro. Eu passei as últimas horas arquitetando um plano para me declarar de uma forma menos brusca. E a maioria das coisas que pensei descartei na hora.
A verdade é que eu estou me borrando de medo.
E se ele me rejeitar? Eu sei que levar um fora não é nada, que isso faz parte do jogo, mas levar um fora dele...
Só de pensar isso sinto vontade de chorar.
Estou vestindo o pijama quando meu laptop começa a tocar. É uma chama de vídeo pelo facetime e quando eu vejo de quem é eu simplesmente esqueço de como se respira.
Antes que ele desista, atendo a chamada e Nathan, de pijamas e cabelo bagunçado aparece na tela.
Meu coração um dia vai sair para fora do peito, tenho certeza.
— Oi, eu não te acordei, né? — Ele parecia culpado.
— Não, não. Eu acabei de sair do banho, na verdade. — O quê? Por que eu disse isso? — Ehh, você deve te um motivo para ter ligado, não é?
— É, sim eu tenho, é claro que eu tenho. Eu só...só queria saber como está o trabalho, eu escrevi um pouco, mas não gostei de como ficou.
— Ah, quer que eu revise? Me manda aqui.
— Ah, não, você já ia dormir, eu te mostro amanhã...
— Nathan. — Digo firme e ele para de dar uma desculpa qualquer. — Me mostra, não estou cansada.
Isso não é bem verdade. Eu me sinto exausta por causa da viagem, mas me sinto bem em estar conversando com ele depois de passar o final de semana querendo isso. Eu não vou perder essa oportunidade.
— Ta, espera um pouco.
Ele desliza os olhos pela tela, enquanto procura o documento. Enquanto ele está entretido em sua procura, decido que se está oportunidade foi dada a mim, eu vou tirar o maior proveito dela.
Eles estão certos, se eu não fazer algo eu vou perde-lo.
— Como foi o seu final de semana?
Ele olha para mim, e um sorrisinho curva levemente os lábios dele.
— Foi...entediante. Eu fiz natação, joguei um pouco, e só. Não tem muito o que fazer aqui.
— Que tipo de jogo você joga? Eu tenho uns em andamento...
— Espera, você joga? — Há incredulidade e supresa nas palavras dele.
— Jogo, as vezes. Meu pai é um pouco viciado em vídeo games.
— Que tipo você jogos você joga?
— Call of Duty, Dota, Minecraft, as vezes. Meu pai tem um mapa que construimos quando eu tinha dez anos.
Nathan gargalha do outro lado da linha. Eu já o vi sorri, mas gargalhar? Eu não sei como reagir a isso.
— É inacreditável.
— Por que? Acha que eu não sei jogar?
— Não estou dizendo isso. Eu só não consigo imaginar você jogando... qualquer coisa.
— Ah, então o que você imagiva que eu fizesse?
— Livros... desenho, algum tipo de atividade manual. Sei la, construir casas para cães de rua?
Bom, parece que eu sou meio previsível, então.
— E eu faço tudo isso. Eu p***o, toco piano, e adoro ler. E nos finais de ano eu e minha mãe vamos ao abrigo para ajudar.
Outra risada, dessa vez parece que é um "viu, eu te disse?"
— Uma garota multitarefas, então.
— É a intenção, eu acho.
— E como foi o seu final de semana? Você fez aquela...aquela viagem?
— Fiz sim, o meu final de seman foi normal, execto por Noah, é claro.
Ele olha pra mim e sua boca se contrai levemente.
— Vocês se divertiram?
— Sim, foi bom reencontrar ela.
— Você quis dizer ele?
— Não, eu quis dizer ela mesmo. Ela se vê assim, entende?
— Tipo um...
— Isso mesmo.
— Ah... — ele abre os olhos, surpresa. — Entendi. — Nathan balanca a cabeça para os lados e diz algo baixo demais para que eu ouça.
— O quê você disse?
— Nada, eu já tô mandando o texto.
A notificação aparece no canto da tela, e eu rapidamente clico nela e abro o documento.
Não está r**m, há certos pontos que não eram necessários colocar, mas fora isso está muito bom.
— Por que você não gostou? — Pergunto a ele.
Nathan gesticula os ombros.
— Nunca sei se vai entender o que estou tentando dizer.
— Não deveria se sentir assim. Está muito bom, Nathan.
— Sério?
— Sério.
Nathan abre um sorrisinho maroto. Me pergunto se alguém um dia disse a ele que suas palavras eram sem sentido, ou ilegíveis, ou se ele não fora estimulado da forma certa.
Quem quer que tenha feito isso merece uma surra.
{•••}
Nathan
Eu nunca tive alguém para dizer que eu fiz um trabalho bem feito. Meu pai, por mais que me ame do jeito dele, sempre fora ausente e minha mãe...
Bem, acho que se ela estivesse viva o fariam
Sammy sorri para a cama e mesmo que ela tente disfarçar, eu consigo ver o quão cansada ela está.
Deve ter sido uma liga viagem de volta. A culpa se instala assim que esse pensamento se acerta na minha mente.
— Eu vou desligar, você parece prestes a apagar.
— Não, eu estou bem. — Sam morde os lábios. — O quê você vai fazer amanhã depois da escola?
— Terminar o trabalho com você? Temos que entregar quinta, não é?
— É, quinta. Eu só...só achei que...não sei, poderíamos sair.
Algo dentro de mim se revira e meu e******o coração acelera. Mas que m***a é essa?
— Saír?
— Sim, eu pensei em ir ao cinema. Ou, não sei, o que quiser fazer.
Eu nunca estive nessa posição antes. Isso é normal? Garotas fazem isso? Convidam os caras para sair? Eu não sei..eu não sei o que dizer.
Eu quero sair com ela? Não, não é essa a pergunta a ser feita. Por que ela quer sair comigo?
— O quê você pretende?
— Como assim?
— Com esse encontro. O que você pretende com isso?
— Tomar um sorvete e comer pipoca? O que você acha que eu quero?
Não sei, até onde eu sei ela pode ser uma agente infiltrada para me m***r. Não, o que é que eu tô pensando? É a Sammy, ela mora aqui desde pequena, o pai dela tem uma empresa de tecnologia ou coisa assim. Ela não é uma assassina, ela só quer sair comigo.
Não sei o que é mais estranho. Acho que eu aceitaria melhor se ela fosse uma assassina.
— Eu gosto de ir ao Summer's e tem uma...
— ...sorveteria do lado. — Ela balança a cabeça, sorrindo. — Depois da escola, então?
— Sim,mas...eu não posso... — isso é péssimo. — Um segurança vai ter que ir comigo. Meu pai não me deixar sair sem vigia.
— Tudo bem.
— Não vai te incomodar a presença dele?
— Não sei, não posso dizer que não. Mas, se você me manter entretida com os jogos, talvez eu nem o note lá. — ela pisca lento e profundamente, totalmente sonolenta. — Nathan?
— Oi.
É impossível não a achar engraçada. Ela está praticamente dormindo em pé!
— Eu vou dormir agora, tá?
— Tudo bem, até amanhã.
Desliguei a ligação e voltei para os lençóis. O incomodo que eu sentia se foi e agora uma ansiedade distinta me mantém acordado.
Eu tinha menso ligado para ela, porque não consegui deixar de sentir inveja pela tarde que ela passaria com Noah. Eu queria vê-lo, conversar com ela. E eu me senti...estranho. Eu já gostei de outras garotas antes. Já tive casos de verão e algo que pensei ser paixão. Mas com a Sammy isso é...
Intenso.
Eu nunca senti isso antes e uma parte minha, mesmo com medo do que isso se torne, quer saber aonde isso vai terminar.