A exposição me quebrou de um jeito que nem as piores rejeições do passado conseguiram. Quando vi as mensagens no grupo da faculdade, meus dedos gelaram. As palavras que trocamos em confidência foram jogadas ali, como munição para curiosos e cruéis. E o vídeo dele... aquele beijo. Foi demais. Fugi. Não por covardia. Mas por instinto. Pra respirar longe da humilhação. Longe dos olhares. Longe dele. A casa da minha tia Letícia era meu único refúgio. Uma cidade pequena, longe do barulho, dos boatos, do peso de me sentir exposta. Nos primeiros dias, eu não falei muito. Dormia m*l, comia pouco. Passava horas encarando o teto, tentando entender onde me perdi. Até que chegou a mensagem. Cael. "Isa, eu não sei se você vai querer me ouvir. Mas preciso que saiba: aquele beijo foi antes de voc

