Episódio 8

1577 Palavras
Ele abaixa a mão lentamente e coloca a gaze de lado, respirando pesadamente e cerrando os punhos. — Pronto. Diz ele, engolindo em seco. — Sim... Nos olhamos, mas não leva mais do que meio segundo para ele colar os seus lábios nos meus. Ele segura a minha nuca, e a sua língua dança com a minha enquanto ele se inclina para a frente e abre as minhas pernas para ter espaço para si. Sinto a madeira dura da bancada, a seda macia do meu vestido subindo, o ar frio contra a minha pele... O seu calor, o desespero no seu toque, a promessa de prazer e dor. A sua boca encontra o meu pescoço, os seus dentes roçam a minha pele, enviando arrepios pela minha espinha. A suas mãos agarram as alças do meu vestido, puxando-as para baixo, me despindo. Ele dá um passo para trás, o olhar fixo nos meus se*ios, e morde o lábio. — Você é perfeita. Ele murmura, antes de envolver os meus sei*os com as mãos e acariciá-los com os polegares. Não consigo conter o gemido que sobe à minha garganta e arqueio as costas, fechando os olhos. Os seus lábios giram em torno do meu m*amilo ereto, sugando-o enquanto acaricia o outro se*io. Arfo, o meu corpo se tensionando de prazer, minha mente a mil, incapaz de pensar ou fazer qualquer coisa. Ele desabotoa as calças, a suas mãos envolvendo as minhas coxas, com cuidado para não tocar a minha ferida, me abrindo ainda mais. Sinto a sua ereção pressionando contra mim, seu calor, a sensação ardente que emana dele. Levanto o olhar e os nossos olhos se encontram. O ar entre nós desaparece. — Virginia... Ele rosna o meu nome, entrelaçando os dedos numa mecha do meu cabelo. — Não podemos... — Não, não podemos... Encosto a minha testa na dele. — Mas vamos fazer mesmo assim. — Virginia... Ele fecha os olhos, mas um leve sorriso finalmente se forma no seu rosto antes que ele devore os meus lábios mais uma vez. Arranco os botões da sua camisa, que se espalham pelo chão, e ela a tira bruscamente, como se isso a incomodasse. Ele desabotoa as calças com um desespero que me deixa sem fôlego, os olhos ainda fixos em mim, e eu percebo tudo... a sua luxúria, seu ódio, a fera emergindo lentamente de dentro dele... Ele abaixa as calças e a cueca até os joelhos, e eu simplesmente observo, fascinada, enquanto ele tira uma camisinha da carteira e a abre com os dentes. Até que a suas mãos descem até a virilha e... — Me*rda... Murmuro inconscientemente, os meus olhos se arregalando ao ver... aquele pê*nis enorme e grosso que ameaça me destruir. Ele sorri amplamente e ergue uma sobrancelha ao ver a minha expressão. Começa a se tocar na minha frente, movendo a mão ao longo do pên*is, que parece uma barra de ferro. Ele coloca a camisinha, junta as minhas pernas e me arrasta bruscamente até a beira do balcão. Ele se posiciona na minha entrada úmida, a ponta roçando provocativamente os meus lábios. Mordo o lábio, apesar do nervosismo. Tudo o que eu quero é que ele me penetre. Mesmo que ele seja talvez — grande demais — para o meu pequeno corpo. — Você queria brincar, Virginia? Ele pergunta, agarrando os meus quadris. — Vamos brincar. Com uma única estocada, ele já está dentro de mim, me preenchendo, me esticando, me reivindicando. Solto um gemido. O meu corpo se ajusta lentamente à intrusão, embora ele não entre completamente, apenas até a metade. Os seus quadris se movem num ritmo ancestral, e eu o recebo, estocada após estocada... Os nossos corpos colidem, nossas respirações ofegantes. — Po*rra! Grito de prazer e inclino o meu corpo inteiro para trás sobre o balcão. A fruteira cai junto com tudo o mais, mas nenhum de nós se importa. Lorenzo me segura com força enquanto me penetra, as suas unhas cravando na minha pele, os seus movimentos se tornando cada vez mais frenéticos. Eu caio, cambaleio, me afogo em sensações, em desejo, nele... Ele cobre o meu corpo com beijos, carícias, mordidas, gemidos... Eu me agarro a ele, deslizo as minhas mãos por suas costas, beijo os seus ombros e quero memorizar cada marca na sua pele. Quero me lembrar da sua expressão de prazer para o resto da minha vida. Ele começa a gemer mais alto, eu sinto, e ele também... o orga*smo poderoso que ameaça nos destruir. Pulsa dentro de mim, a liberação quente e úmida, o gosto salgado do seu beijo. E finalmente, desabamos, o meu corpo vibra e se convulsiona de prazer, a minha mente fica em branco. Nos agarramos um ao outro, encharcados de suor, os nossos corações batendo em uníssono. E naquele momento, percebo que perdi o jogo, e muito mais do que isso... Porque esse homem me deu o melhor se*xo da minha vida, e agora eu só quero mais. ~~~~🔥~~~~》 Virginia. A panna cotta de baunilha com calda de frutas vermelhas amargas não é para todos. O creme é aquecido suavemente, com cuidado para nunca deixar ferver. Deve permanecer maleável, macio, obediente ao calor sem resistência, como algo que já foi tocado e agora simplesmente espera. A fava de baunilha se abre silenciosamente. O seu interior é raspado com precisão, extraindo a sua essência mais íntima, aquela que perfuma sem fazer barulho. Ela se mistura perfeitamente, desaparecendo na brancura até ser impossível distinguir onde começa e termina. Em seguida, entra o açúcar. Apenas o suficiente para suavizar a lembrança. Não o suficiente para adoçar completamente. Nunca o suficiente. A gelatina é hidratada separadamente em água fria, aprendendo a endurecer depois de ter sido flexível. Quando adicionada ao creme quente, dissolve-se sem deixar vestígios, como algo que se rendeu completamente e não precisa mais de explicação. A mistura é despejada em formas limpas, a superfície é alisada e refrigerada. Não há calor. Nenhum conflito. Apenas espera. Uma beleza que se afirma em silêncio. Em outro lugar, longe do branco, as frutas vermelhas explodem. Aquecem até perderem a forma, até liberarem o seu suco escuro e ácido, impossível de amolecer completamente. O açúcar tenta intervir, mas o amargor permanece. Insiste. Diz o que não foi dito antes. Quando servida, a panna cotta treme levemente, perfeita, contida, como se nada pudesse alterá-la. Então, a calda cai por cima, lenta, deliberadamente... O vermelho invade o branco. Não o destrói. Encobre. Marca. O resultado é belo, elegante, frio. E quem o prova entende que a doçura ainda está lá... Mas já não está sozinha. Acordo antes de entender onde estou. A luz filtra-se pelas pesadas cortinas cinzentas, como se o próprio dia hesitasse em começar. O meu corpo está quente, cansado, com uma estranha sensação entre a memória e a ne*gação. Leva-me alguns segundos para ousar me mexer. Então eu o vejo. Lorenzo está parado em frente à janela, já vestido. A sua camisa escura está perfeitamente abotoada, o paletó jogado sobre o encosto da cadeira. Ele não fala. Não se mexe. Apenas olha fixamente para fora, como se o mundo fosse um tabuleiro de xadrez que só ele entende. Ele não se vira quando abro os olhos. Esse detalhe — tão pequeno — é a primeira coisa que me perturba. Sento-me lentamente. Os lençóis deslizam sobre a minha pele, e o ar frio me lembra, sem ser convidado, do que aconteceu na noite passada. Engulo em seco. — Lorenzo? A minha voz soa mais frágil do que eu gostaria. Ele m*al vira a cabeça. Não completamente. Apenas o suficiente para eu saber que me ouviu. — Sim? — Você está bem? Silêncio. Ele acena lentamente com a cabeça. — Estou pensando. — Em quê? Pergunto, embora já esteja começando a me arrepender. — No trabalho. Nos meus negócios. Ele olha para fora da janela. Fim da conversa. Meu peito aperta. Não pelo que ele diz, mas por como ele diz. Como se a noite passada nunca tivesse acontecido. Como se ele não tivesse me segurado nos seus braços. Como se eu não estivesse nua na cama. — Você deveria se vestir. Ele acrescenta, sem olhar para mim. — Seu café da manhã está pronto. Preciso ir. Não há aspereza no seu tom. Nem qualquer preocupação. É pior: é neutro. Administrativo. Como se ele estivesse falando comigo... ou com qualquer outra pessoa. Fico imóvel por alguns segundos. Esperando por algo que não vem. Um olhar. Uma palavra diferente. Qualquer brecha. Nada. Levanto-me sem dizer uma palavra. Junto as minhas roupas do chão com movimentos mecânicos. Visto-me de costas para ele, e ainda assim sinto a sua presença como uma parede. Ele não me observa. Não me impede. Não me pergunta nada. Quando termino, quebro o silêncio apenas para não me afogar nele. — Preciso ligar para o meu pai antes do café da manhã. Dessa vez ele se vira. — Ligue. Responde. — Avise-o que você está bem. Só isso. Ele pega o telefone e sai do quarto sem se despedir. A porta se fecha com um clique suave. Suave demais para algo que acabou de quebrar. ‍​‌‌​​‌​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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