Depois que Tiago foi embora e a porta se fechou atrás dele, a casa pareceu respirar um silêncio diferente. O cheiro de pão fresco ainda se espalhava pela cozinha, e Caique dormia tranquilo no meu colo, respirando miudinho contra o meu peito. Por um instante, me permiti sorrir não, por ele, não pelo que a presença dele causava, mas pelo simples fato de que meu filho tinha dormido em paz, tinha mamado sem pressa, e agora a casa estava cheia de coisas que antes eu só sonhava em ter. Respirei fundo e olhei ao redor. As paredes claras, a geladeira com comida, o berço novinho no quarto... tudo parecia tão limpo, tão diferente do que eu estava acostumada, que me bateu a vontade de deixar ainda mais aconchegante. Eu não podia mudar o mundo, mas podia cuidar do que era meu agora: um lar de verda

