O tempo passou rápido, e eu detesto quando isso acontece. Um mês. Já fazia um mês que aquele moleque tinha nascido. Um mês que o peito da Mariana m*l tinha tempo pra respirar, que a casa dela tinha mais fralda do que comida, e que meu nome não saía da minha própria cabeça. Caique. O nome foi ela que deu, mas eu aceitei. Porque era forte. Porque soava bem quando eu pensava em como o mundo ia tremer quando soubesse que ele era meu. Levantei cedo. Mais cedo que de costume. Mariana já tava de pé, arrumando a bolsa dele com aquela calma que me irritava. Eu odiava esperar. — Que demora, Mariana — soltei, com o cigarro apagado no canto da boca. Ela nem se virou. Só disse: — É a consulta dele. Tem que levar fralda, lenço, pomada, troca de roupa... tudo. Revirei os olhos e encostei na porta da

