Capítulo 6: O Toque da Possessão

1008 Palavras
Beatriz m*l conseguiu dormir naquela noite. A imagem de Eduardo, o sorriso enigmático que ele lhe dera quando disse que ela logo se renderia, ecoava em sua mente. Ela não conseguia tirar os olhos das sombras na parede, como se fosse ali que ele estivesse, esperando, vigiando, pronto para dar o próximo passo. Ela sabia, no fundo, que estava se afundando em algo que não podia mais controlar. Ela se levantou cedo, tentando se afastar dos pensamentos que a consumiam, mas algo dentro dela estava quebrado. Cada vez que ela via a porta do escritório ou ouvia passos na casa, seu corpo se tensionava, como se estivesse esperando por ele. Estava se tornando cada vez mais difícil negar a presença dele em sua vida, e pior ainda, negar a atração que ele exercia sobre ela. O dia se arrastou de forma interminável. A cada cliente que atendia, a cada tarefa que executava, Beatriz sentia como se estivesse apenas cumprindo uma obrigação, como se sua vida estivesse sendo determinada por forças externas. Ela não sabia mais se estava vivendo por si mesma ou se estava sendo empurrada, involuntariamente, para um destino que ela não queria, mas não conseguia evitar. Quando o sol começou a se pôr e a noite chegou, Beatriz sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela estava em casa, sozinha, mas sabia que não por muito tempo. A presença de Eduardo sempre estava a apenas alguns passos de distância, esperando para tomar conta do espaço. E então, ele chegou. A porta se abriu, e, antes mesmo de ele entrar, Beatriz sentiu a mudança no ar. O ambiente parecia mais pesado, mais denso. Ele estava ali, mais uma vez, com aquele olhar que agora a consumia por completo. Ela o viu avançar em sua direção, com a confiança de quem já sabia que estava no controle de tudo. "Você tem medo de mim," ele disse, sua voz baixa e quase sussurrada, mas com uma clareza c***l. "Mas esse medo é o que vai te fazer se entregar." Ela tentou resistir, tentou se manter firme, mas tudo dentro dela parecia ceder. Era como se cada palavra dele fosse uma chave que abria uma porta dentro dela, uma porta que ela não sabia se queria fechar. "Eu não sou sua, Eduardo," ela murmurou, a voz vacilante. Mas, ao olhar nos olhos dele, ela soubera que estava mentindo para si mesma. “Não há mais como negar o que está acontecendo, Beatriz,” ele respondeu, se aproximando dela lentamente. Ele não tinha pressa, porque sabia que a reação dela só fazia com que ele tivesse mais controle. "Você já me pertence. E está começando a entender que não pode mais escapar disso." Ela sentiu seu corpo tremer enquanto ele se aproximava, seu olhar fixo nela de uma maneira quase hipnótica. Ela sabia que estava em perigo. Mas o perigo não vinha apenas das palavras dele. O perigo estava na forma como ele a fazia sentir, na maneira como ele despertava algo nela que ela temia, algo que ela não queria sentir, mas que, inevitavelmente, estava começando a se tornar uma necessidade. Eduardo parou à sua frente, muito próximo agora, seu corpo pressionado contra o dela. Ela podia sentir o calor dele, a intensidade de sua presença, e isso a fazia se perder ainda mais. Ele passou um dedo lentamente pelo contorno de seu rosto, fazendo-a estremecer. "Você sente isso, Beatriz?" Ele perguntou, a voz rouca. "A atração. O desejo que você tenta tanto esconder." Beatriz queria protestar, queria dizer que não era isso, que ela não estava se rendendo. Mas suas palavras morriam em sua garganta, incapazes de sair. A verdade era que ela sentia o desejo também, sentia o corpo responder aos movimentos dele, à sua proximidade. Mas isso a assustava mais do que qualquer outra coisa. Ele a observava com uma expressão de quem sabia exatamente o que ela estava pensando, de quem sabia que ela não era tão forte quanto parecia ser. "Você pode tentar me odiar, Beatriz," ele disse com uma calma ameaçadora, "mas a cada passo que você dá para se afastar, você está se aproximando de mim." Ela tentou se afastar, mas ele a impediu com um gesto simples, colocando a mão em sua cintura, forçando-a a olhar para ele. "Você não vai mais escapar, Beatriz. Não de mim." Beatriz sentiu o calor se espalhar por seu corpo à medida que ele se aproximava ainda mais. O medo ainda estava lá, mas ele começava a perder força, sendo substituído por algo mais perigoso, mais intenso. Algo que ela não sabia como lidar. Ela sentiu a respiração dele em seu pescoço, o toque suave de seus lábios perto de sua orelha, e todo o seu corpo reagiu àquele toque, àquele gesto, como se ele tivesse controle sobre cada parte dela. "Eu não posso continuar assim," ela disse, a voz baixa e quase inaudível. Ela queria gritar, queria pedir para que ele parasse, mas ela não sabia mais o que estava em jogo. "Sim, você pode," ele respondeu, com uma suavidade que parecia desarmar toda a resistência dela. "Você pode e vai se entregar. Porque você já sabe que não tem escolha." O toque dele foi mais intenso agora. Ele a puxou para si, com uma força suave, mas firme, e ela não se afastou. Sua resistência estava indo embora, dissolvendo-se aos poucos, como a areia que escorre pelas mãos. Ela sabia que estava prestes a ultrapassar uma linha que não poderia voltar atrás, e uma parte de si a desesperava por isso, mas outra parte queria se entregar completamente, perder-se em tudo aquilo. "Eduardo," ela sussurrou, a palavra saindo como um pedido e uma súplica ao mesmo tempo. Ele a olhou nos olhos, e, pela primeira vez, Beatriz sentiu como se não houvesse mais nada entre eles. Não havia mais jogos, não havia mais máscaras. Ele a havia dominado completamente, e ela sabia disso. Não havia mais volta. “Você é minha, Beatriz. E agora, você vai entender o que significa ser minha de verdade.”
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