VINGANÇA

1142 Palavras
Ana Flor - Porque você está aqui? - falo alguma coisa, já que ele está estático na cama - você não vai falar nada? - ele continua parado só me observando - em? - ele levanta lentamente e vem na minha direção, eu sinto medo pelo olhar dele, mas ainda sim não me movo do lugar. - Acho que você ainda não entendeu - diz no tom baixo, bem mais baixo do que ele já fala normalmente - mas eu vou te fazer entender, não se preocupe - fala e passa a mão no meu rosto lentamente como uma forma de carinho, fecho os olhos com o toque dele, até que o carinho vira um aperto forte no meu rosto - O que está naquele contrato, não é de enfeite, se eu ver ou se quer saber de você com papinho seja com quem for - diz sussurrando no meu ouvido e apertando meu rosto - saiba que eu mato você, e antes de m***r eu faço você sofrer bastante, então pense bem antes de sair pra tomar sorvetinho com macho por ai, tá vendo isso aqui? - aponta pra sua farda de capitão - eu não conquistei pulando corda - vejo que tem uma arma na parte da cintura da sua farda - então se você tem amor a si mesma, faça o que foi combinado - solta meu rosto em uma agressividade e sai do quarto da mesma forma e bate a porta como se fosse derrubar. Respiro fundo quando ele sai, que ódio do Lee Hoo, sinto vontade de sair quebrando tudo,mas se eu quebrar eu vou ter que pagar, então entro no banheiro e tiro minha roupa e fico embaixo da água gelada. Sem nem perceber sinto lágrimas caindo dos meus olhos, onde eu fui me meter… minha infância não foi a melhor do mundo, ou talvez uma das piores, filha de uma viciada, que nem sabe quem é o pai, que apanhava todo dia, que era obrigada pedir coisas na rua para ter dinheiro pra minha mãe cheirar **, e quando não conseguia apanhava, ela cuspia em mim, me dava tapas no rosto, já chegou a queimar minha barriga, até que minha vó me tomou dela, minha vó que morava distante, veio me tirar daquele inferno, e com menos de 4 meses morando longe, chegou a notícia que minha mãe tinha sido assasinada, e segundo os faladores, ela só não tinha morrido antes, porque eu morava com ela e “os cara” não queria me traumatizar. m*l sabia eles que isso seria minha salvação. Então qualquer tipo de humilhação que eu passo, eu só lembro da Flor de 9 anos que levava cuspida na cara e murro nas costas a troco de nada. Eu vou fazer o Lee Hoo me pagar, eu sei que força física não vai adiantar, até porque ele é duas vezes maior do que eu, mas eu vou deixar ele louco, seja de um jeito ou de outro, vou perturbar a mente dele, até talvez ele se arrepender de ter feito essa proposta estupida de contrato comigo, ou agradecer né. Mas ninguém vai me fazer me sentir inferior não, eu vou fazer ele comer na minha mão, ou eu não me chamo Ana Flor. (…) Já é noite e em nenhum momento eu desci para nada, sinto fome e vou em direção as escadas para ir na cozinha comer, vejo que a luz está ligada ou seja … o Lee Hoo está lá embaixo, estou com blusão branco e de calça de moletom, tiro minha calça e jogo no quarto, e desço as escadas. Vejo o Lee Hoo sentada na banqueta do balcão, de camisa branca, calça cinza de moletom, cabelo molhado, e mexendo no celular, no balcão tem uma garrafa de vinho e uma taça com um vinho pela metade. Não falo nada, entro na cozinha, vou direto pro armário, e pego o pão integral que está lá em cima, nem de pão íntregal eu gosto, mas eu sei o que estou fazendo. E quando eu viro, vejo que realmente eu sabia o que estava fazendo, ele me olhando. Finjo que não estou vendo seu olhar queimando sobre mim, e continuo procurando coisas para comer, abro a geladeira e abaixo pra pegar o morango que está embaixo. Pego geleia e suco, e um leite condensado e coloco em cima do balcão ignorando totalmente sua presença. sento de frente pra ele e começo a comer, como esse pão r**m com geleia, e fica menos r**m. O único movimento que ele faz é encher mais sua taça e colocar o celular na mesa, observo discretamente que a garrafa de vinho já está na metade, ou seja ele já bebeu mais que a metade da garrafa, dou uma risada internamente, fácil fácil. Depois de comer meu pãozinho com geleia e beber meu suco, chegou a hora da sobremesa, abro o caixa de leite condensado e jogo no morango, e vou me deliciando, gente que delicia, que sabor. Jogo leite condensado e cai demais e suja meu dedo, não ia levantar pra limpar, chupo meus dedos para limpar, e vejo o Lee Hoo se mexendo na cadeira, seu olhar está vidrado em mim, e sinto isso sem nem precisar está encarando ele. E por coincidência acabo sujando meu dedos algumas vezes, que menina desastrosa eu sou. Ouço uma respiração funda do ser humano que está na minha frente e minha vontade é rir, mas infelizmente não posso. Termino de me deliciar com o meu morango, eu levanto e vou guardar tudo em seu devido lugar, como uma boa menina que sou. Depois vejo que ainda tem vinho na taça do Lee Hoo e a garrafa já está vazia, me aproximo dele ficando parada em seu lado e pego a taça de vinho e dou um gole, que vinho é esse, o vinho tem sabor de gente rica. Sinto a mão do Lee Hoo na minha cintura enquanto degusto o vinho, ele me olha como se eu tivesse despida. O silêncio que domina esse espaço é gritante, ele me puxa pra perto do seu corpo e sua mão desce e ele aperta minha b***a, se minha missão não fosse infernizar a vida desse homem, eu já estaria jogada nessa mesa. O vinho acaba descendo pelo canto da minha boca e passo o dedo e limpo na língua, vejo que só tem um ultimo gole na taça. - Quer? - pergunto lhe encarando pela primeira vez. - Pra c*****o - Ele responde com a voz rouca quase como um sussurro, ignorando totalmente que estava falando do vinho, já que seu olhar está vidrado na minha boca. - Poxa, não vai ter - viro o resto da taça - bebi - falo e saio do aperto dele e volto em direção ao meu quarto, o deixando lá sozinho.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR