Jongin havia trazido Mingyu da escola, os dois estavam no elevador enquanto o Kim segurava a mochila do filho e o pequeno ficava pulando na frente do espelho, era uma mania que ele tinha a qual Jongin não conseguia dizer nada, enquanto não estivesse fazendo m*l, ele podia ficar pulando na frente de todos os espelhos que visse por aí. Quando chegaram em casa, o menor saiu correndo para o seu quarto.
— Mingyu, não corre com os sapatos desamarrados. — Jongin o alertou assim que percebeu os cadarços voando. Mingyu sentou no chão e tirou os tênis, correndo com eles nas mãos.
Kyungsoo, que estava jogado no sofá, se levantou rapidamente e correu até onde o alfa estava, Jongin colocava as coisas de Mingyu sobre a mesa de vidro que havia no canto da sala, inclusive a mesma estava completamente bagunçada e cheia de livros, com direito a papel de bala e chocolate. O ômega até tentou ficar na frente da mesa para que o Kim não visse aquilo.
— Estava comendo um monte de doces ao invés de tomar café da manhã, não estava?
O menor sorriu amarelo.
— Não. — sua voz saiu fina — Foram só alguns, Jongin, eu juro!
— Tomou as vitaminas? — o alfa perguntou, recebendo um aceno de cabeça rápido — Acho bom, se ficar doente de novo eu vou contratar uma enfermeira pra ficar aqui te vigiando.
— Você não faria uma coisa dessas.
— Testa pra ver.
O menor fez uma careta, era tempo perdido tentar dizer que Jongin não teria coragem de fazer alguma coisa. Kim Jongin conseguia ser um pé no saco quando o assunto era sua saúde e ele já havia descoberto isso, inclusive, cedo demais. Mas até que gostava disso, gostava da ideia de que alguém estava cuidando dele, pelo menos, nesse quesito, era bom saber que alguém o queria bem, mesmo que não soubesse exatamente o motivo dele se preocupar tanto.
— Você tá com um cheiro bom. — acordou de sua conversa interna quando sentiu o alfa perto demais, cheirando próximo ao seu pescoço, não teve como não ficar nervoso com ele tão perto, especialmente quando o mesmo segurou do outro lado em sua nuca — Cheiro de quem está feliz.
O Do pareceu ter lembrado de algo que queria dizer. Segurou nas roupas do alfa e o empurrou levemente, Jongin o encarou, Kyungsoo estava sorrindo.
— Você tinha razão quanto à aparência. — ele disse — Eu tive uma entrevista hoje cedo e eles já me ligaram, eu fui contratado! — o sorriso que Kyungsoo tinha no rosto era muito bonito, diferente de qualquer sorriso que Jongin já havia visto, este parecia meio infantil e alegre demais, como uma criança quando ganha um brinquedo novo.
O menor praticamente saltitava, nem parecia o Kyungsoo veio ranzinza de semanas atrás.
— Eu tô tão feliz! — ele continuou saltitando — Não aguentava mais ficar dentro dessa casa o dia todo sem fazer nada!
— Eu fico feliz por você, também. — o mais alto respondeu, tentando conter os pulos de Kyungsoo, segurando em seus ombros — Inclusive a gente deveria comemorar.
— Comemorar?
— É. — afirmou — Vamos sair pra comemorar, eu e você hoje à noite, podemos levar a criança também. — viu arquear as sobrancelhas — Tudo bem, a criança pode ir.
— Eu não sei não, Jongin, preciso pensar na sua proposta. — o ômega deu as costas, estava se fazendo de difícil, ou apenas ansioso para tirar o alfa do sério — Preciso ver se estou livre hoje.
Só não esperava que Jongin fosse o abraçar pelas costas e apoiar o queixo em seu ombro, deixando que sua respiração ficasse perto do rosto alheio. Ele sabia que aquilo fazia qualquer ômega se arrepiar e ficar mais mole. Kyungsoo fechou os olhos por alguns segundos, maldito alfa, ele tinha sempre que fazer aquilo? Era injusto que Jongin usasse seu charme para convencê-lo de qualquer coisa.
Não negava ser o pai de Mingyu, os dois eram iguaizinhos.
— Tem três segundos pra pensar. — ele disse, afastando um pouco seu rosto, beijou seu pescoço uma vez — Um. — beijou mais uma vez — Dois. — beijou pela terceira vez — Três.
— Tá bom, alfa, nós vamos! — o Do respondeu, tentando se soltar do moreno, mas tudo o que conseguiu foi se virar para ele, encarando seu sorriso tão cheio de significados — Mas para com isso.
— Parar com o que?
— De ficar me seduzindo! — reclamou, botando as mãos na frente do corpo, mas não tinha força o suficiente para empurra-lo pra longe, talvez nem quisesse, o aperto de Jongin em sua cintura estava tão bom e Mingyu não estava ali para ficar olhando e perguntar o que eles estavam fazendo.
— Eu não tô te seduzindo, que calúnia, Kyungsoo. — o alfa se fez de ofendido por poucos segundos, arrancando uma risada baixa do menor, que não sabia como aquilo estava acontecendo, um dia eles brigavam como gato e rato e no outro estavam abraçados como se gostassem um do outro. Talvez só tivesse tirado conclusões precipitadas sobre quem Jongin era, talvez ele não fosse essa pessoa horrível que sua cabeça havia inventado. E a quem Kyungsoo queria enganar? Ele mesmo havia o beijado dois dias atrás — Vocês ômegas adoram se fazer de vítimas.
— Ah, agora eu tô me fazendo de vítima?
— É, quem foi que me beijou e depois ficou fingindo que nada aconteceu?
Kyungsoo desviou o olhar, ficara um tanto constrangido depois daquilo, ele sabia que hora ou outra o alfa jogaria aquilo em sua cara, mas não imaginava que fosse ser tão cedo. Mas que merda, Kyungsoo, você não dá uma dentro? Que custava deixar pra lá? Eles podiam simplesmente esquecer aquilo e continuar tentando ser amigos como tinha que ser. Mas não! Ele tinha que pôr a carroça na frente dos bois e o beijar.
— Passo aqui às 19h, esteja pronto.
[...]
Kyungsoo nunca iria admitir que havia ficado horas discutindo sozinho na frente do espelho enquanto decidia que roupa iria usar, pensara em pedir ajuda a Eunwoo, mas ele com certeza iria ficar soltando piadinhas sobre o quanto o Do estava nervoso com a ideia de jantar com o Kim e isso era algo que Kyungsoo não queria, iria fingir que havia pego a primeira coisa que viu. Quase 19h e ele ainda estava apenas de cueca andando pelo quarto, havia escolhido a calça, mas a camisa ainda era um mistério, sorte sua ter vestido Mingyu primeiro.
Acabou ficando com a camisa cinza bem clarinha, com gola alta que certamente o protegeria caso Jongin tentasse beijar seu pescoço de novo, outra camisa social aberta por cima, num cinza mais escuro, uma calça jeans de lavagem clara, nada que parecesse muito exagerado. Quando olhou pro relógio já eram 19h36min. Estava terrivelmente atrasado. Quando saiu do quarto encontrou o Kim sentado no sofá, quieto mexendo no celular.
— Ah, finalmente! — o alfa se ergueu do sofá, Kyungsoo sorriu amarelo — Sabe que fazia tempo que eu não sabia o que era ficar plantado no sofá esperando um ômega se arrumar.
— Eu nem demorei tanto assim.
— Só... — ele olhou para o relógio em seu pulso — 37 minutos.
Kyungsoo passou reto e pegou seu celular sobre a mesa, fingindo que Jongin não havia dito nada. Os três saíram logo depois, com Mingyu muito fofo vestido com sua camisa de marinheiro e seu shortinho azul, uma gracinha. O pequeno alfa perguntou o tempo todo para onde estavam indo, achando muito chato quando Jongin disse que iriam a um restaurante, o menorzinho estava cheio de esperanças que fossem para algum parquinho.
No fundo Kyungsoo sabia que Jongin era exagerado, mas achou desnecessário terem ido a um restaurante tão caro, que já se gastava 50 dólares só de respirar lá dentro, ele podia apostar que até a água era cara. Tudo era muito bonito e havia um lustre enorme no centro, desses que olhamos o tempo todo achando que vai cair e matar alguém, ele não queria parecer bobo com o lugar, mas era uma tarefa difícil, até os garçons eram muito arrumados e bonitos, parecia que haviam saído de uma agencia de modelos.
— Kim Jongin, mesa pra dois e uma criança. — o alfa estava falando com o rapaz da recepção, um ômega de rosto delicado e olhos verdes muito brilhantes.
— Qual o nome dele?
— Kim Mingyu.
O rapaz checou tudo no sistema e assentiu com a cabeça, mexendo uma máquina estranha que ficava ao lado, a mesma cuspiu um papelzinho que mais se parecia com um adesivo e se abaixou ao lado de Mingyu.
— Com licença, bebê. — ele grudou o adesivo com seu nome escrito em sua blusa — Não arranque o adesivo, seus pais precisam dele pra te pegar de volta.
Mingyu balançou a cabeça afirmando que havia entendido. O ômega imprimiu mais um papel, neste estava escrito “pai de Kim Mingyu”, e este ele pregou sobre o peito de Jongin. Kyungsoo não estava entendendo nada do que acontecia, quando percebeu outro rapaz já havia aparecido e agora levava Mingyu com ele.
— Me acompanhem, por favor.
Kyungsoo não entendia nada enquanto caminhava em direção à uma mesa mais para o canto com Jongin. Via de longe Mingyu sendo levado por outro rapaz, o pequeno alfa nem pedia por socorro. Por não saber o que estava acontecendo, o ômega não disse nada, apenas se sentou à mesa com Jongin, o alfa parecia tão calmo, como se nem estivessem sequestrando seu filho.
— Pra onde estão levando o Mingyu? — finalmente conseguiu perguntar.
— Ah, pra ficar com as outras crianças, buscamos ele quando formos embora.
O ômega finalmente entendeu, se sentindo um pouco bobo por ter ficado tão desesperado. Certamente Jongin sabia que se Mingyu ficasse com eles acharia tudo muito chato e iria querer ir embora logo. Mas ficar sozinho com Jongin era um pouco estranho, somente ali, sentado num restaurante chique que o ômega entendeu que Kim Jongin havia mesmo o levado pra jantar, deixando Mingyu um pouco de lado, focando só nos dois.
Aquilo o deixava arrepiado. Não era um jantar em família, era um jantar à dois.
— O que quer beber? — o alfa perguntou, estava olhando para o cardápio de bebidas — Eles têm os melhores vinhos aqui.
— Sempre trás ômegas para cá? — o menor olhou para o lado, fingindo que não gostava dessa ideia.
— Na verdade eu sempre venho com os meus pais, você é o primeiro ômega que trago aqui. — sua resposta deixou Kyungsoo um pouco surpreso, mas o ômega faria de conta que não.
Jongin não tinha o direito de ficar brincando com seu juízo.
— Está tentando me fazer sentir especial? — o Do lhe perguntou, lhe lançando um olhar desconfiado.
— Você é especial.
Baixou os olhos sentindo suas bochechas mais quentes, aquele maldito alfa continuava mexendo com tudo dentro dele, não era pra ser gentil, não era pra ser legal, e não era pra ser tão bonito e charmoso, aquilo deveria ser um crime, Kim Jongin não tinha direito nenhum de o fazer se sentir tão bem, tão importante, de um jeito que nunca havia se sentido antes. Não! Deveria continuar o odiando, a ideia de uma trégua não incluía jantares caros e nem frases carinhosas, ele estava excedendo o contrato!
Pegou o cardápio para disfarçar o quanto ficara sem jeito, descobrindo rapidamente que nunca havia comido nada daquilo.
— Escolhe o meu, não sei o que são essas coisas. — pediu, confessando sua simplicidade — Só não me faça comer nada muito estranho, por favor.
O alfa o olhou por cima do cardápio, Kyungsoo nem olhava pra ele, parecia estar se escondendo, mas Jongin sabia que o Do apenas escondia seu rosto vermelhinho.
— O que quer pra beber?
— Água com gás.
— Tem certeza que só quer isso?
— Tenho. E você nem pense em beber, vai voltar dirigindo comigo e seu filho dentro do carro. — finalmente saiu de detrás do cardápio, com aquela carinha brava que Jongin tanto conhecia, dessa vez bem mais fofo por ainda estar com as bochechas vermelhas.
Ah se Kyungsoo soubesse o quanto ele o deixava maluco quando fazia aquela cara. Quando o garçom voltou ele fez os pedidos, escolhendo algo que esperava que Kyungsoo gostasse. Agora estavam sozinhos na mesa, obrigados a terem alguma conversa, mesmo que o ômega olhasse o tempo todo para as taças na mesa e fingisse que Jongin não estava ali. Ele queria que conversassem, que parassem de fingir que não se conheciam ou que não tinham nada em comum, a verdade era que Jongin queria se aproximar mais de Kyungsoo e mostrar pra ele que era uma boa pessoa e que eles podiam sim se dar muito bem, ficarem mais próximos do que o Do pudesse imaginar.
— Me fala de você, a gente conversa tão pouco. — o alfa quebrou o silêncio — E sempre que conversamos sempre falamos do Mingyu, eu queria saber um pouco mais sobre você. Como foram esses anos? Onde estão seus pais? Se relacionou com alguém depois que o Mingyu nasceu?
Era muita coisa, coisas estas que Kyungsoo preferia que Jongin não ficasse sabendo. Mas o que iria dizer? Que aquilo não era de sua conta? Ele podia ser grosso com alguém que estava sendo tão gentil. Precisava ceder e deixar que a maré o levasse, parar um pouco de ficar tão na defensiva. Jongin não iria machuca-lo, iria?
— Eu não falo com meus pais desde que Mingyu nasceu, eles não lidaram muito bem com a ideia de eu não querer contar quem era o pai do meu filho, ou eu contava ou eu iria embora, preferi ir embora. — falou a verdade, aquele assunto não o fazia bem — Não vamos falar disso, já passou. — colocou um sorriso no rosto, fingindo que aquele assunto não o feria mais — Ah e eu tive sim vários relacionamentos, se acha que fiquei chupando o dedo esse tempo todo está muito enganado, eu tive vários namorados, inclusive cheguei a ficar noivo, mas acabou não dando certo. E você, teve relacionamentos que duraram mais de uma noite?
O alfa deixou um riso rápido escapar, Kyungsoo tinha suposições bem erradas sobre ele.
— Olha, meus relacionamentos duraram bem mais que uma noite, pro seu governo, eu não saio por aí dormindo com todo mundo, eu sou um alfa decente. — mais uma vez ele se fingiu de ofendido, colocou até mesmo a mão no peito — Se não me casei ainda é porque estou à procura de alguém que provavelmente não estava disponível no mercado quando eu saía pra procurar.
— Então você tem planos de se casar?
— Claro, me casar e ter uma família tradicional. — respondeu, parecia bem sincero no que dizia — Eu sei que olha pra mim e me imagina solteiro pelo resto da vida, mas pode ter certeza que pretendo me casar em pouco tempo.
— E você tem algum candidato pra isso?
— Talvez eu tenha.
Kyungsoo não conseguiu perceber o jeito com que Jongin olhava pra ele, talvez se fosse mais atento teria notado o quanto ela quase e aquele olhar tinha um significado sério. Depois que o jantar chegou eles pararam um pouco de conversar para poder comer, Kyungsoo ainda ficou um pouco desconfiado antes de começar a comer, mas havia gostado tanto que precisava se segurar para não sair enfiando tudo na boca.
Lá pela metade do prato, entre uma pergunta e outro, ele resolveu saber.
— O que é isso que eu tô comendo?
— Língua de avestruz.
Ao ouvir isso o ômega entrou em estado de choque, alargando os olhos e parando de mastigar imediatamente, pegou a taça pronto para cuspir tudo dentro, mas Jongin o impediu, tirando a taça de sua mão.
— Não cospe, eu tô brincando, isso é carne de ovelha.
Fora impossível não rir daquilo, Kyungsoo ficou com muita raiva de ter sido enganado, se ergueu um pouco para bater no braço do Kim, ele não tinha o direito de brincar com sua cara, quase pagou um mico imenso no meio de todas aquelas pessoas ricas e metidas.
— Não faz isso, i****a, agora eu não quero mais comer!
No fim das contas Kyungsoo acabou comendo todo o resto. Eles ainda conversaram muito sobre suas vidas, coisas que nenhum dos dois imaginava, falando também sobre seus gostos pessoais e prováveis planos para o futuro, uma conversa que se estendeu mais do que qualquer um pudesse imaginar. Mas Kyungsoo sabia que havia uma lacuna ali, um espaço de tempo que Jongin ignorava, fingia que não havia acontecido e ele precisava descobrir o que havia acontecido ali. Mas Jongin também sabia que Kyungsoo escondia alguma coisa. Ambos omitiam detalhes do que aconteceu, um passado que ligava os dois na mesma história e numa mesma pessoa, mas que ninguém ousava dizer seu nome.
— Já é bem tarde, precisamos ir. — o Kim olhara em seu relógio, já era quase 22h. Chamou o garçom para pedir a conta e pagar por ela — Pode trazer o meu filho, também? Kim Mingyu.
— Ele tá com uma roupinha de marinheiro. — Kyungsoo deu a informação pra ajudar a achar mais rápido.
Ficaram na mesa esperando que o rapaz voltasse com Mingyu e ambos se sentiram muito culpados quando o rapaz voltou com o pequeno alfa dormindo em seu colo, o pequeno Kim havia brincado tanto que pegou no sono. Jongin o pegou em seus braços depois que percebeu que Kyungsoo nem se mexia ou fazia qualquer menção de que iria pega-lo. Mingyu era muito pesado, Jongin que lute.
Eles foram até o estacionamento, e de noite Jongin se arrependia por ter um carro preto e demorar para encontra-lo, especialmente estando com Kyungsoo do lado que dizia o tempo todo que eles deveriam ter estacionado mais perto da porta, ou que o Kim deveria ter um carro vermelho bem chamativo, reclamou outra vez por ele não estar de óculos e continuar insistindo em dirigir sem eles. De alguma forma as reclamações de Kyungsoo davam a eles uma i********e a mais.
— Pega a chave no meu bolso. — pediu e Kyungsoo enfiou a mão dentro do bolso da calça sem nenhuma delicadeza, tocando bem mais do que na chave — Agora aperta o botão verde. Abre a porta e entra logo, esse garoto parece um chumbo.
Jongin deixou Mingyu no colo de Kyungsoo e deu a volta para entrar no carro. Não conversaram muito pelo caminho, apenas Kyungsoo soltando um murmúrio ou outro ou algum “Você tá vendo o caminhão na sua frente, não tá?”, Jongin enxergava direito, ele não era tão míope assim.
Quando chegaram Jongin foi direto deixar Mingyu na cama, Kyungsoo foi atrás, pois achava muito fofo ver Jongin cobrindo Mingyu e lhe dando um beijo na testa, mesmo que não confessasse, ver o Kim sendo um pai legal o deixava muito feliz e satisfeita, pois seu filho tinha agora o pai que sempre sonhou em ter.
Logo depois ele saiu do quarto, pegando Kyungsoo no flagra os espiando. Passou por ele, mas foi seguido pelo ômega até mesmo quando saiu do apartamento, os dois acabaram por ficar sozinhos no corredor, com a porta entreaberta. Kyungsoo não sabia o que dizer, mas queria dizer o quanto havia gostado da noite, o quanto havia se divertido e que poderiam até repetir qualquer dia desses.
— Eu gostei bastante. — conseguiu falar — Até que você não é tão chato quanto eu imaginei.
— Por que achava que eu era chato?
— Alfas bonitos geralmente são. — quando percebeu já havia falado.
— Me acha bonito? — o mais alto abriu um sorriso, aquele maldito sorriso que Kyungsoo já considerava como inimigo numero um de sua sanidade. Mas nada se comparava com o jeito que o Kim colocava a mão em seu rosto, deslizava o polegar sobre seus olhos e se mantinha tão perto, aquele maldito cheiro de chuva, ele era como uma tempestade caindo sobre seu corpo.
— Eu preciso entrar, tenho que acordar cedo pro meu primeiro dia. — o ômega tentou se desviar, mas não saiu do lugar.
Virou o rosto para o lado, se olhasse demais para Jongin perderia a cabeça de novo e acabaria o beijando novamente. Mas isso não foi preciso, pois daquela vez foi o alfa que o segurou pela nuca e grudou seus lábios, em um beijo lento e tão cheio de um sentimento que Kyungsoo nem sabia que ainda tinha. E foi ali, no meio daquele corredor, prensado contra aquela parede que Do Kyungsoo sentiu seu coração bater mais rápido pelo alfa que um dia acreditou odiar.