Quando eu chego no caixa, o monte de coisa parece uma montanha. A vendedora passa tudo. A cada bip do leitor, meu coração se aperta e se expande ao mesmo tempo. — A senhora quer que embrulhe algum? — Quero. — aponto. — Esse sapatinho aqui você embrulha em papel bem bonito. Esse macacão amarelinho também. O resto vai tudo em sacola mesmo que eu vou organizar em casa. Ela pergunta o nome do bebê pra pôr no cartão. Eu dou um sorriso sem graça. — A gente ainda não sabe. — confesso. — Nem nome, nem sexo. Mas coloca assim: “pro maior amor da vovó, que ainda nem nasceu e já mudou tudo”. Ela arregala o olho, emocionada. — Ai, meu Deus, vou chorar aqui. — Chora, não. — brinco. — Quem tem que chorar sou eu. Pago tudo, pego as sacolas, e saio da loja quase abraçando os pacotes. Saí da loja

