Como Vou Deixar Você?

2011 Palavras
- Emilly. — chama Connor assim que estaciona em frente a sua casa. Sinto ele se aproximar de mim. — Sinto muito por tudo isso. Passei o caminho inteiro contando cada detalhe dês da morte do meu tio, até aquela cena horrível entre a minha mãe e meu avô. Eu não consigo tirar da cabeça aqueles rostos me encarando, como se eu não devesse estar ali, apesar de meu sangue correr nas veias daqueles estranhos, eu não pertenço a família, e nunca vou pertencer. Aperto meus olhos sem querer chorar, eu estou cansada de ser fraca, gostaria de só uma vez encarar as situações como adulta e não fugir delas como uma criança chorona. - Emilly. — Connor chama pacientemente. — Quer entrar? Ou quer ficar aqui? Sei que precisa do seu tempo sozinha. Me viro pra ele e seus olhos fazem meu coração bater descompassado, a simples possibilidade de ter que me mudar e deixar ele aqui é demais pra mim. Respiro fundo e solto um sorriso triste. - Eu quero entrar com você. — falo o fazendo sorrir. Saimos do carro e entramos na casa, Connor me acompanha com sua mão colada na minha, o que de certa forma é reconfortante. Não tem ninguém em casa o que é ótimo. Ele mora com a irmã e o pai, então quase nunca os encontro nas vezes que eu vinha ver o Connor. Assim que Connor pega algumas coisas de seu quarto voltamos para o carro, ele joga tudo no banco de trás e vira a cabeça em minha direção afim de avaliar o meu estado emocional. - Tem algo que eu possa fazer por você? — pergunta tentando ser útil. - Quero deitar e te abraçar, só isso seria o suficiente. — sussurro cansada. Ele concorda ligando o motor. Não demora muito e já estamos estacionando em frente da minha casa, reviro os olhos quando vejo o carro da minha mãe do outro lado da rua. Bom, eu não posso evitar ela? Posso? Connor percebe a minha agitação e aperta meus dedos. - Eu estou com você. — fala com firmeza. Saiu do carro dando a volta quase correndo para pegar a mão de Connor, de uma maneira ótima me sinto bem quando ele está por perto. Ele contém um sorriso com a minha atitude e caminha do meu lado. Assim que abro a porta, pego minha mãe na cozinha, tomando whisky, ela está de costas para mim então não me vê entrando. - Mãe, o Connor vai dormir aqui hoje. — anúncio olhando para o copo vazio em sua mão. Minha mãe ouve minha voz e vira o corpo em minha direção. - Oi, Connor. — fala com um sorriso fraco. — Obrigada por ter ido. Ela está exausta emocionalmente e isso é perceptível. - Claro que eu iria, vocês são como uma família pra mim. — fala sorrindo amigavelmente. Ela sorri mais abertamente. - Posso ter uma conversa a sós com minha filha um instante, Connor? — pede quase suplicando. Mentalmente torço para que ele negue, mas sei que ele é educado o suficiente para isso. Concordo com a cabeça para que ele suba para meu quarto, Connor lança um olhar de "calma qualquer coisa eu estou bem aqui" isso bastou para acalmar meu coração. Observo ele desaparecer escada a cima e me volto para minha mãe. - Precisamos conversar sobre o que você ouviu... - Mãe, eu não vou me mudar. — eu a interrompi sem cerimónias. — E eu não quero saber sobre o que você e aquele homem estavam conversando sobre mim. Ela arregala os olhos surpresa com minhas palavras, mas logo se recompõe. - Eu não queria que eles tivessem ido, se eu pudesse teria evitado o que você ouviu. — falou em modo de desculpa. - Eu não me interesso por eles, eles não são nada meu e nunca vão ser. — falo com desprezo. — E não me importo com nada do que eu ouvi daquele velho. Pelo menos a minha mentira foi convincente. Minha mãe larga a copo na bancada, pega a garrafa já pela metade e enche o recipiente de whisky. - Cody é um pessoa muito difícil, ele já tentou me subornar pra largar seu tio. — fala dando um gole na bebida. Ela está tão acostumada com as ações falhas de Cody, que chega a ser estranho o tom tranquilo de sua voz. — Eles não sabiam que eu tinha uma filha, aí o Cody veio tirar satisfações e eu acabei contando que você é filha do Caleb. - Você está se enrola cada vez mais nessa história. — eu a reprovo cansada de tanta novidade. - Eu sei. — fala jogando o corpo contra a bancada. — Eu não aguento mais. Sinto pena dela, mas essa pena não dura muito tempo. Tudo o que qualquer pessoa faz tem consequências e com ela não seria diferente. Não acredito que ela achou que iria conseguir me esconder pra sempre. - Uma hora eles iriam saber. — falo a mais óbvia das frases do universo. - Sim, mas não queria que fosse desse jeito. — fala balança a cabeça. Dou risada e me aproximo dela, ela me encara se entender. - Só estamos nessa situação por que você queria fazer as coisas do seu jeito. — falo sabendo que seria c***l demais para ela. Ela suspira sorrindo torto, demonstrando que minhas palavras não a afetaram. - E vai continuar sendo do meu jeito. — ela finaliza a frase para tomar um gole do whisky. — Vamos para Frankfurt daqui a dois dias, então sugiro que faça as malas. Olho para ela espantada. - Eu não vou para lugar nenhum... - Antes de você surta... — ela pega um papel no bolso e estende na minha frente. Nele tem uma fotografia linda da universidade de Frankfurt, eu sonho com essa universidade dês de pequena, os meus pais se conheceram nesse lugar. — Estava conversando com o seu diretor antes de você e Connor chegar, e ele não viu problema em você perder as últimas provas, já que o seu desempenho é impecável. O papel treme entre meus dedos. Isso é jogo sujo. - Não vou abandonar o Connor aqui. — insisto chateada. - E o seu futuro? Você largar essa oportunidade? — pergunta como se a resposta fosse óbvia demais. — Enviei suas notas para o diretor da universidade, ele se interessou por você e me disse que se quiser, você pode passar na sala dele assim que chegarmos na Alemanha. - Eu já disse que não vou. Ela revira os olhos. - Já está decidido. — fala botando um ponto final na conversa. — Nos vamos, quer você queira ou não. Cansada demais para discutir, subo as escadas correndo em direção ao meu quarto. Connor levanta da minha cama e me puxa para junto de si, ele me deita ao seu lado me abraçando forte. - O que aconteceu? — pergunta preocupado. Olho para ele sentindo a dor no meu coração aumentar. - Minha mãe quer me obrigar a ir para Frankfurt. — falo inconformada. — Quando eu ouvi que iríamos nos mudar, não achei que fosse para outro país. A respiração de Connor fica mais lenta, ele está fazendo um esforço para puxar o oxigénio. Espero ele dizer algo, mas ficamos em silêncio por algum tempo. - Frankfurt? Não era onde você queria estudar? - Sim, o diretor da universidade falou que se eu quisesse eu posso ir conversar com ele... Palavras da minha mãe. — sussurro entre o tecido de sua roupa. Ele para por mais alguns segundos, Connor está pensando. - Eu realmente acho que você deveria ir. — conclui e com os dedos, afasta uma mexa dos meus olhos para me encarar. Seu olhar é tranquilizador, mas eu continuo convicta de que mesmo que seja o meu maior desejo, eu ainda não quero deixá-lo aqui. - Eu posso tentar ir daqui a alguns anos, aí quem sabe você não vem comigo, não tem que ser agora. — falo rápido demais. — Meu alemão nem está tão bom assim, tenho que praticar mais. Ele sorri com meu comentário. - Seu alemão está perfeito e é uma ótima oportunidade de você se aperfeiçoar. — sua voz é baixa e calma, vejo sua tentativa de me convencer, mas mesmo que tenha tantas vantagens, eu ainda tenho ele aqui. — Não tem mais nada que te segure aqui, afinal sua escola já terminou. Chateada com o seu comentário, me afasto de seu abraço, virando de barriga para cima na cama. De imediato, sinto Connor virar para mim. - Eu tenho você aqui, Connor. — falo enxugando uma lágrima furtiva. — Isso não é o suficiente para você? Ele sobe em cima de mim obrigando-me a encarar seus belos olhos azuis. A pressão que Connor faz sobre meu corpo, tira todo o meu foco da situação. - Não vou deixar você desistir do seu sonho por minha causa. — fala depositando um beijo no topo da minha cabeça. — Enquanto a mim... Quero que coloque uma coisa nessa cabeça. — ele beija novamente o mesmo local. — Nunca vou deixar você. Vamos dar um jeito, eu prometo. - Mas... - Nem que eu tenha que arranjar um apartamento e me mudar para lá. — ele me interrompe e pressiona mais o corpo sobre o meu. — Mas, por hora, prometo que vou arrumar um maneira de ir te visitar o quanto antes. Ele faz uma trilha de beijos do pescoço até chegar na boca, ao encontrar meus lábios, Connor aprofunda o beijo e esfrega devagar o quadril em mim, trazendo gemidos baixos de minha garganta. - Quero que me apresente seu novo quarto quando eu chegar na Alemanha. — sussurra em meu ouvido. Eu não consigo evitar, ele é muito bom no que faz. Jogo a cabeça para trás o convidando a morder meu pescoço, Connor atende o meu pedido silencioso beliscando com delicadeza a pele exposta. - Eu tenho escolha? — pergunto ofegante. Ele puxa para cima a minha camisa, beijando a minha barriga, Connor levanta a cabeça para avaliar minha reação enquanto desabotoa minha calça e a puxa jogando-a para longe. - Ah Connor... — sussurro com a mão na boca. - Quero te mostrar que só eu posso te dar prazer. — falou e logo em seguida minha calcinha já está no chão. — Vai ter muito homens soltos por lá, e eu não vou estar para mostrar que você é minha... Então vou fazer você se lembrar disso. Connor sorri antes de sumir entre minhas pernas, ele beija minha i********e fazendo movimentos circulares com a língua, aumentando e diminuindo a velocidade conforme meus gemidos esganados pelo travesseiro, ficam mais intensos. Me forço ao máximo para me manter quieta, e consigo com muito esforço. - Você é maravilhoso... Assim que estou chegando no meu limite, ele arranca sua calça e a camiseta e sobe em cima de mim, seu pênis rígido repousa na minha barriga. - Olha pra mim. — pede cheio de t***o. O encaro mordendo os lábios. — Quero que olhe para mim enquanto te fodo. Sem cerimónias o seu pênis entra dentro de mim com força, procuro o travesseiro com a boca e o mordo com força. Ele beija meu pescoço mordiscando a região, os movimentos vão ficando cada vez mais rápidos, e então ele finaliza deitando a cabeça em meu ombro. Ele sorri satisfeito com a própria performance, seus braços agarram meu corpo e com um movimento rápido, inverte a nossa posição, deixando-me deitada em seu peito. Aos poucos sinto ele relaxar até que chega uma hora que concluo que já está dormindo, levanto da cama devagar indo ao guarda-roupa, pego um lençol grosso e volto ao meu lugar nos cobrindo logo na sequência, Connor sorri dormindo e me aperta num abraço delicioso. Mesmo que eu não fique tão plena quanto ele com o nosso sexo, pelo menos Connor faz um bom oral, e não é só de sexo que vive um casal, certo?
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