capítulo dezesseis

2871 Palavras
25 de julho de 1992: Olho para o teto e fico pensando nas coisas que aconteceram na minha vida. Estou tendo um caso com o Lorde das Trevas, sou uma traidora da luz, estou aprendendo a manejar meus poderes e estou indo para Hogwarts. Meus poderes não estavam no máximo, eu só conseguia fazer quatorze receptáculo e eu podia capturar doze almas. Poderia guardar dez saldados dentro da f***a e eu posso lhe dizer que Tom é um ótimo professor, mas luta corpo a corpo era péssimo, por isso que ele me falou que me ajudaria a encontrar um professor de artes marciais. Me sento na cama e olho pela última vez esse quarto, o mesmo era branco e não tinha nem um detalhe monstruoso, apenas era um quarto comum de hóspede. Saio da cama e vou até o closet pegando o meu uniforme rasgado. Eu deveria rasgar mais algumas partes, rasgar a minha calcinha e sutiã. Coloco a roupa em cima da cama e vou para o banheiro tomar um banho antes de pegar carvão e passar no meu rosto e rasgar minha pele com o estilete. Se eles queriam uma cena perfeita de uma menina que ficou várias semanas presa, eles teriam. Sorrio para o nada e começo a tirar a minha camisola de renda branca, presente do Lorde. Olho para os chupões e marcas no meu seio e eu sorrio novamente, ele não era tão i****a e malvado assim. Bato no meu rosto e fico me olhando assustada no banheiro, eu não poderia estar gostando do Lorde ou eu estaria? Rio dos meus pensamentos e abano a mão no ar, claro que não. Eu só o desejava e ele a mesma coisa, nada demais. Tiro minha calcinha e entro embaixo do chuveiro para tomar um banho quente e delicioso. As pequenas correntes de água que saia do chuveiro parecia massagear meus músculos doloridos por causa do treino e eu fico sorrindo para o nada, apenas degustando a água quente que caia no meu corpo. Olho para baixo e vejo as marcas roxas e alguns machucados em carne viva que estavam nos meus pulsos e fico passando sabão em cima dos machucados para sentir a ardência daquele ato. O meu tornozelo estava a mesma coisa dos pulsos e meu pescoço tinha a marca da mão de Tom. Eu fiz Tom agarra-lo com força para que marcas roxas ficassem no meu pescoço, ele gostou bastante de fazer isso e eu não podia dizer o contrário. Começo a me limpar e eu fico pensando em coisas que eu não saberia descrever. _ Kalira?- Sinto uma flutuação de fantasma e pergunto para o nada. _ Eu vi as minhas lembranças.- Disse com uma vozinha chorosa e eu fiquei preocupada. _ E é tão ruins assim? _ Eu... Eu morri pela minha mãe _ Me explique melhor essa história.- Fecho o chuveiro e vou até a toalha em cima da pia, me enrolando nela. Fomos para o quarto e eu me sentei na cama, olhando para a bolinha azul flutuante na minha frente. _ Mamãe chegou bêbada em casa e eu estava tentando comer algo, já que a minha barriga roncava de forme. mamãe, ela me viu chorar e...- Se transformou em uma menina e lágrimas caiam de seus olhos._ Ela começou a me bater, dizendo que eu não era uma boa filha, eu.. Se tivesse alguma jeito de abraça-la eu já estaria abraçando a menina. Ela não tinha culpa de ter sido morta de um jeito tão brutal, mas tão comum ultimamente. Ela chorava e eu não sabia o que fazer, eu não me dava bem com pessoas chorando, eu não sabia o que falar. _ Eu, não sei o que dizer. Apenas sinto muito e não se lembre disso, sua próxima vida será regada de beijos e mimos de sua mãe. Eu posso ser ela, você só tem que nascer em algum lugar e eu posso lhe adotar. _ Você é muito gentil, eu queria um abraço.- Me olhou fazendo beicinho e suas lágrimas continuavam a cair. Eu iria falar que não dava, mas tudo era possível, até mesmo abraçar uma alma. Concentro minha magia em minhas mãos e eu agarro o pescoço de Kalira a abraçando fortemente, e parecia que um uma corda se ligou em nós, mas eu não sabia o que ela representava. Continuo acariciando ela e dizendo que tudo ia ficar bem e eu realmente pensava que ficaria bem. Mas eu também pensava que tipo de ser humano matava a própria filha? Como eles poderiam existir? Eu sentia tanta raiva, me sentia sufocar pelo meu próprio ar. Eu queria me acalmar mas a raiva e o ódio dentro de mim falavam mais alto. Mas eu precisava me acalmar para acalmar Kalira, que chorava dolorosamente, fazendo pela primeira vez depois de meses meu coração doer e sentir pena da menina. _ Eu sempre estarei aqui, para te proteger.- Beijo sua testa e ela sorri para mim e ela voltou ser uma bolinha. _ Obrigada.- Disse desaparecendo. Eu olho para o nada e tento sentir a bolinha mais uma vez, mas ela realmente sumiu. Ela deve ter se conectado com o outro mundo e aquilo me aliviou um pouco. Me levanto e pego uma calcinha e sutiã dentro do closet, era as roupas de minha casa. Jarr tinha me entregado mais roupas e peças íntimas. Faço alguns rasgos na calcinha e a coloco, corto uma alça do sutiã e eu o ponho e r***o um pouco do pano que tinha no mesmo. r***o mais a minha saia e blusa e os coloco no corpo. Não poderia escovar os dentes e nem mesmo pentear os cabelos, só poderia secar meus cabelos e deixar eles armados. Deixo a toalha em cima da cama e saio do quarto, olhando para meus pés descalços. Desço a escada e vou até a sala de jantar vendo Tom. O mesmo vestia apenas uma calça moletom cinza e seu peito estava nu, com alguns arranhados que eu fiz ontem a noite, seus cabelos estavam molhados e bagunçados fazendo que o homem parecesse sexy e despojado. Seus olhos vermelhos liam uma carta com tamanha concentração e eu me sentei na cadeira ao seu lado. E coloco algumas coisas no meu prato para comer. Eu ainda não tinha chegado aos finalmente com Tom, e nem chegaria, ele não merecia a minha virgindade. _ Bom dia.- Disse me olhando e vendo que eu estava com o uniforme._ Então é hoje?! Pensei que fosse demorar mais. _ Não posso viver para sempre aqui, tenho que continuar meu teatro.- Como meu pão com manteiga. _ Quando você tiver de férias você vai morar aqui... _ Não posso, tenho que ficar com mamãe, ela se sente muito sozinha as vezes e eu não quero morar aqui. _ Seu pai me mandou uma carta, ele conseguiu fugir. Sua mãe não se sentirá sozinha.- Sorriu e eu rangi os dentes. _ Ele está bem? _ Na carta não dizia, apenas dizia que ele conseguiu fugir e que estava ferido.- Paro de comer e o olho preocupada._ Ele está bem, apenas foi bombardeado por um Auror. _ Já saiu no jornal? _ Ainda não, mas você continua aparecendo no jornal e eu também. Sua mãe fez um belo trabalho.- Sorrio em orgulho de minha mãe, ela era fantástica e era a minha rainha._ Deveria sorrir mais, você fica linda. _ Aceitarei o elogio.- Continuo comendo e olho para as xícaras._ Ainda não comprou a minha xícara. _ Compraremos quando você chegar, já estou com a lista do que precisamos comprar e compraremos tudo em Paris, não podemos ser vistos pelos Aurores britânicos. _ Compreendo. Pegarei seu estilete emprestado, tenho que fazer algumas feridas para manchar meu uniforme de sangue. _ Tudo bem, ele está no escritório, eu terei duas reunião com meus Comensais quando você sair da escola e na segunda reunião eu vou lhe presentar com um vestido. _ Tenho tantos no meu armário.- Bocejo, estava com sono. _ Mas a segunda reunião é especial, teremos alguns chefes de criaturas e eu quero que você esteja impecável ao meu lado. _ Como desejar, Tom.- Ele sorriu e pegou na minha mandíbula a apertando. _ Ainda vou lavar essa língua para você me chamar de meu Lorde.- Disse lambendo meus lábios. _ Então será um serviço bem trabalhaso, eu nunca irei te chamar assim. Apenas de Tom, já que é seu nome.- Ele sorriu e deixou minha mandíbula e começou a comer. _ Que horas você vai? _ Tenho que fazer mais algumas coisas aqui e quando eu for eu lhe aviso.- Digo bebendo café e eu olhei para o mesmo e deixei a xícara no pires._ Dixy?- Tom me olhou. _ Sim?!- Perguntou o elfo. _ Me traga chá de camomila, estou com vontade de tomar. _ Ok.- Disse fazendo uma mesura e eu fico esperando o meu chá, enquanto Tom sorria de lado. _ Fiz algo engraçado? _ Não, apenas gostei de sua atitude. _ Uma atitude normal.- Digo sorrindo para ele e o mesmo concordou. _ Você é maravilhosa.- Aquele elogio me pegou de surpresa e eu o olhei desconfiado. _ O que você esta querendo? _ Já lhe disse, você. Podemos estar tendo uma caso banal, mas eu não quero apenas isso. Quero você na minha cama gemendo meu nome e eu te dando prazer até desmaiar. Eu a quero e eu irei fazer de tudo para te ter, até mesmo m***r sua família. _ Possessivo. _ Com você? Sempre. Preciso da melhor ao meu lado e nesse caso você esta sendo a melhor. _ Bella era a sua melhor até alguns meses atrás. _ Mas ela foi burra e foi presa. Pelas suas informações você ajudou seu pai e meus Comensais a sair da prisão apenas dialogando. É isso que eu quero Tessa, uma pessoa de fibra que faça o melhor para meu império.- Me olhou possessivamente e sinto meu útero revirar, ele estava tão sexy falando desse jeito, tão possessivo e persuasivo. _ Você quer uma Comensal.- Digo olhando para meu prato._ Quer uma amiga, uma companheira de cama e eu só quero uma vida de paz. _ Eu posso lhe trazer tranquilidade, apenas aceite ou irei lhe obrigar.- O olho com raiva e antes que eu falasse alguma coisa Dixy trouxe meu chá. Ele colocou o bule na mesa e me deu duas xícaras de chá, já que as de café eram impróprias para tomar chá. Despejo o líquido amarelo nas duas xícaras e olho para Tom. _ Pegue uma, é bom para acalmar os nervos.- Ele me olhou e pegou a xícara tomando um pequeno gole e eu continuei bebericando o chá quente. Ele bebeu a xícara toda e ficou quieto e eu apenas saboreava o sabor doce do chá, a suavidade que ficava no meu paladar enchia meu peito de uma sensação refrescante. Aquilo era bom, me deixava calma e sem estresse. Vejo Tom colocar mais um pouco de chá em sua xícara e tomar. _ Que bom que gostou, posso fazer quando vier aqui.- Ele me olhou de esguelha e sorriu presunçoso. _ Você não entendeu, você morará aqui, comigo e com meus Comensais. _ Não irei discutir com você, já terminei de comer, com licença.- Me levanto e saio da sala de jantar indo até o escritório. Entro no mesmo e fecho a porta me sentindo em paz por alguns segundos, pego estilete em cima da mesa e me sento no chão. Levanto a lâmina e a olho, sentido um pouco e medo me assombrar, suspiro fundo e coloco o estilete no meu braço, sem fazer um único corte. Minhas mãos tremiam e minha cabeça dizia para continuar, que eu precisava daquilo. Eu deslizo fracamente a lâmina no meu braço, vendo as gotículas de sangue sair do corte. A pele branca dentro do corte me fazia lembrar do pescoço cortado de minha mãe e um arrepio indesejável me assolou. Fecho meus olhos e começo a arranhar meu braço com força com o estilete e sinto a ardência me fazer abrir os olhos e um corte fundo me fez temer a minha própria força. Suspiro fundo, engolindo a saliva e faço o sangue do meu braço cair na minha roupa. Dessa vez esse corte não vai se curar sozinho como aquele que eu precisei fazer para trazer o Lorde. Continuo fazendo cortes fundos no meu braço e uma tortura quase me fez cair para trás. Olho para as minhas pernas e continuo fazendo cortes e dois cortes no meu rosto. Me levanto com dificuldade e vou até a lareira apagada e começo a me sujar com as cinzas, fazendo que meus cortes ardessem ainda mais. Bagunço meus cabelos e me levanto cambaleando e eu vou até o jardim, pegando um pouco de terra para sujar meus cabelos e pego algumas folhas secas para colocar nos mesmos. Quando eu acho que está bom eu volto para o escritório e chamo Dixy para que ele me levasse para Hogwarts, já que elfos podiam aparatar nos limites do castelo. _ Já está indo?- Olho para trás e vejo Tom suado, o mesmo tinha uma toalha no pescoço e secava seu rosto vermelho com ela, ele deve ter ido malhar. _ Vou, tchau.- Digo e ele me olha levantando uma sobrancelha._ O que foi? _ Nem mesmo um beijo?- Parecia um cachorro carente. _ Você esta suado e eu estou...- Ele agarra minha cintura e me beija. Ele tinha que parar de fazer isso, sempre levo um susto. Sua boca estava com gosto de sal e meus lábios de sangue. Era uma combinação estranha mas era boa. _ Minha.- Disse lambendo meu corte do rosto._ Apenas minha.- Dixy olhou para os lados e se fez de morto. E eu continuava nos braços de Tom, sendo beijada e acariciada com ternura. Parecia que se ele me apertasse de mais eu iria desmanchar, ele nunca foi assim e meu coração pulou no peito e aquilo era perigoso, eu deveria sair daqui. Me desgrudo dele e ele me dá um último beijo e eu pego na mãozinha de Dixy para que ele me levasse para longe dali, para longe dos braços fortes de Tom e de sua boca deliciosa. Apareço atrás de uma árvore e eu digo obrigada para Dixy e eu aparato para perto do limite da barreira fazendo que ela acionasse e eu me deito desacordada no chão por causa do impacto causado pela barreira. ───※ ·❆· ※─── Dumbledore, Minerva e Snape que estavam no gabinete do diretor correram e acharam a menina que eles procuravam por semanas. _ Por Merlim!- Disse Minerva vendo a situação da menina. Snape levitou a menina e o sangue saia em abundância de seus machucados e ele não queria pensar em como sua amiga ficaria. Destiny ficaria arrasada e uma fera. Dumbledore olhou para os cantos e tentou sentir alguma magia das trevas e nada. _ Vamos para Papoula.- Disse Dumbledore. Snape corria na frente junto com Tessa desacordada e alguns alunos viram aquela cena e todos já sabiam que Tessa voltou em questões de minutos. _ Cure ela.- Disse Snape afobado e deixou a mulher ainda mais assustada. _ Que horror.- Viu a menina na maca.- Os cortes são fundos, mas não parecessem infeccionados.- Ela escutou Snape suspirar e Dumbledore e Minerva entraram. _ Ela ficará bem?- Perguntou Minerva aflita. _ Tentarei o possível, ela perdeu muito sangue, tenho que ver se eu tenho poções o suficiente para isso. _ Se não tiver eu arrumo.- Disse Snape preocupado, aquela era a filha de sua amiga, ele não poderia se fazer de ranzinza. _ Avisarei Destiny.- Minerva saiu e só ficaram os dois homens na enfermaria. Papoula começou a fazer feitiços e mais feitiços e quando já era quase cinco horas da tarde a menina não tinha mais nenhuma cicatriz, apenas tinha uma no rosto, mas não não iria aparecer caso ela fizesse uma camuflagem. Destiny chegou depois de uma hora e entrou rapidamente na enfermaria vendo sua filha cheia de sangue e ela chorou nos braços de Snape, que tentava consolar Destiny. _ Agora só falta ela acordar.- Disse Promfrey secando o suor de sua testa. Tessa tossiu e todos ficaram vigilantes, seus olhos começaram a se abrir e se fecharam novamente. _ Onde eu estou?- Digo fraca e com um gosto amargo na língua. _ Graças a Merlim.- Disseram todos. _ Está em Hogwarts.- Disse Dumbledore me ajudando a se sentar e eu olho para todos e choro. Tento lembrar a morte dos meus pais e choro ainda mais e todos ficaram sem reação. _ Mamãe.- Digo e ela vem até a mim, me abraçando._ Foi h******l, eu não quero fazer parte, não quero.- Grito e Snape e Dumbledore me olharam. _ O que você não quer fazer parte?- Snape perguntou primeiro. _ Ele me quer, quer como uma Comensal.- Todos ficaram surpresos._ Eu não quero ser, eu não quero.- Desmaio. Todos se olharam e respiraram fundo. Eles teriam que pensar em algo ou Tessa morreria na mão de Voldemort. _ Olha.- Disse Minerva trazendo um jornal e todos puderem ler a matéria. "Fuga em massa em Azkaban"
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