Azkaban: Meses atrás.
Os Dementadores voavam no céu escuro sem estrelas, como se fossem urubus voando sobre a presa. Ele desciam de vez em quando para roubar a felicidade de algum infeliz.
Rabastan e os outros apenas olhavam para o nada, tentando saber quem seria o infeliz que seria sugado a pouca felicidade. Mas dessa vez eles escutaram passos e Rabastan foi apreciado com a visita de sua filha e ele estava feliz e choroso.
O homem queria abraçar a sua menina que estava grande e bonita, ele queria nunca mais soltar sua pequena bolotinha que agora era uma mulher linda.
Ele escutou tudo que ela disse com tamanha atenção e quando ela foi embora ele começou a passar a informação para frente e seus amigos que eram animagos ficaram felizes. Mas agora eles, os animagos, deveriam bolar um plano para que as grades das celas dos seus amigos fossem abertas.
Eles não conseguiam usar magia, estavam fracos demais, então todos caíram na desgraça novamente, pensando que nunca sairiam daquele lugar.
Mas Rabastan pensava, articulava e planejava todos os passos que ele daria para escapar da prisão. Tessa aprendeu com ele a ser racional quando a loucura chegava para te atentar e amedrontar nas horas vagas.
Ele gritou para que todos ouvissem bem, ele disse para que os animagos fugissem e fossem para a mansão Slytherin e que quando chegasse lá era para bolar um plano para que eles fossem soltos.
Mas os outros discordaram e ninguém saiu de lá.
Destiny o visitou e trouxe um pouco de alegria para o homem e a mesma sorriu como sempre. E Rabastan se perguntava: Como ele conseguiu uma mulher tão espetacular assim? Como ela se casou com ele?
Destiny apenas ria de seus pensamentos proferidos e ele ficava cada vez mais derretido pela sua esposa.
Quando ela se ia ele continuava lembrando de sua visita e de como seu sorriso era encantador e de como ele sempre conseguia fazê-la sorrir.
Os meses se passaram e outro plano surgiu, a cada semana um Auror os visitava e eles usariam essa oportunidade para roubar as chaves das celas.
Um animago saiu de sua cela e lutou bravamente com o Auror e pegou as chaves antes que o mesmo caísse. Ele abriu as celas e todos se libertaram, menos Sirius Black.
Ele apenas queria continuar ali, para que algum dia fosse libertado, mas ele sabia que esse dia nunca chegaria. Ele suspirou triste e viu a felicidades de todos pela sua cela. Sua melancolia atingiu o limite e ele chorou.
Enquanto isso, Rabastan pegava no chão a chave que sua filha deixou para ele. A mesma estava enferrujada e isso deveria ser por causa do clima, mas dava para usar. Agora eles deveriam saber, como eles fugiriam dali sem ser visto pelos Aurores.
Eles começaram a bolar um plano, e o plano era simples, eles deveriam esperar até a noite para que eles pudessem usar a lareira e ir para a mansão Slytherin. Mas o plano deu quase certo, ele entraram no ministério e foram para as lareiras, mas por causa de suas assinaturas mágicas desconhecidas, a barreira os impediu de entrar na mansão.
Destiny, Tom e Tessa esqueceram desse detalhe e os detentos acabaram caindo no beco diagonal, sendo visto por alguns bruxos e um Auror que estava indo para o trabalho viu os detentos e atingiu Rabastan no estômago, os detentos usaram a última carga de energia que eles tinham no corpo e saíram daquele lugar. Aparatando em um bairro trouxa, ou podemos dizer os subúrbios de Londres.
Rabastan ficou deitado no chão enquanto seus amigos procuravam um papel e caneta, para que ele pudesse escrever, já que o mesmos estavam muito nervosos para escrever.
Mesmo ferido, Rabastan conseguiu escrever a carta e pediu que um dos seus amigos roubasse uma coruja.
Rodolfo voltou no Beco Diagonal e pegou uma coruja e entregou ao seu irmão. O mesmo entregou a carta a coruja e esperou que ela entregasse a carta a sua filha.
Ela voou por um dia e entregou o Lorde a carta e o mesmo leu sorrindo, Tessa realmente conseguiu que os prisioneiros fugissem de Azkaban, sem que ele interferisse.
A necessidade de ter Tessa aos seus braços aumentou e sua possessividade transbordou o limite.
Quando Tessa saiu, ele tomou um banho e se arrumou para encontrar seus Comensais. Ele vestiu uma camisa social branca e uma calça social vinho, que acentuava seu corpo belamente. Ele pegou uma chave de portal e aparatou no lugar que Rabastan escreveu e viu seus Comensais sendo alimentados pelos moradores.
_ Demorei muito?- Perguntou fazendo que sua voz entrasse nos ouvidos de todos e fizessem que eles mesmo abatidos e fracos se ajoelhassem.
O homem sorriu e levantou uma mão, fazendo que seus Comensais se levantassem. Ele andou até eles e deu a chave de portal para eles. Os mesmo se seguraram um no outro e alguns no disco de vinil e eles foram teletransportados para a mansão Slytherin.
Os trouxas viram os Comensais desaparecerem e começaram a gritar e correr e o Lorde que estava necessitado para sentir novamente suas veias transbordando de adrenalina, ele andou calmamente pela rua e caçou suas presas.
Matando cada um com um Avada. Ele não queria ver sangue, não. Ele não queria se sujar com pessoas que não valiam seu tempo.
Crianças choravam, mulheres corriam pedindo socorro e os homens se ajoelhavam no chão pedindo clemência. Tom olhava para eles e sentia desgosto.
Ele matou um por um e se deliciou com a sensação que ele sentia. Ele sorria e com um sorriso no rosto ele deixou o pequeno bairro devastando, sem ninguém para contar que um homem com uma varinha branca matou todos com uma face psicótica e doentia.
Tom aparatou na sua mansão e a adrenalina em suas veias diminuía o fazendo sair do seu pequeno mundo colorido.
_ Meu senhor.- Dixy estava ao seu lado o olhando._ Os convidados foram hospedados como a senhorita Tessa me pediu, fiz algo de errado?
_ Ela lhe pediu isso quando?
_ Antes que o senhor chegasse, 23 de dezembro.- O Lorde sorriu.
_ Ela mais uma vez ficou um passo a minha frente.- Falou para si._ Você não fez nada de errado, se alguém me procurar diga que eu estou no meu escritório.
_ Perfeitamente.- Disse andando para fazer alguma coisa.
Tom sorriu e foi para seu escritório e ele encontrou Bella sentada em frente de sua mesa, olhando para os lados, ela tinha tomado banho e seus cabelos estavam mais arrumados e parecia sedosos. Aquele cabelo fazia o homem se lembrar de Tessa.
Sua cabeça só tinha a menina e ele já estava ficando desconfiando de seus sentimentos em relação a menina. Ele sabia que não poderia se apaixonar, então o que ele estava sentindo?
_ Bella.- Disse se sentando na sua cadeira._ O que quer?- Disse impaciente.
_ Meu senhor, falando assim até parece que sou uma pessoa indesejável a sua frente. Eu fiquei triste quando o senhor caiu.- Fez biquinho.
_ E você também deveria ficar triste pela sua burrice em ser capturada e presa.
_ Mas...
_ Mas o que? Vai chorar me dizendo que não foi culpa sua? Bella, me poupe, eu sei como sua loucura sobe a sua cabeça e que você não tem controle sobre ela. Você é uma das minhas melhores Comensais, mas até Destiny que é Destiny conseguiu escapar, por que você não?
_ Assim eu fico magoada, meu senhor.- Se levantou indo até ele e se sentou ao seu colo, ela sorriu e tentou beija-lo._ Não está com saudades minhas?
O homem sorriu e se aproximou de seu rosto como se fosse beija-la e disse rente aos seus lábios, de uma forma sedutoramente fria.
_ Não.- Sorriu jogando a mulher no chão.
Ela se levantou indignada e se sentou na cadeira onde ela estava sentada alguns segundos atrás. Ela o olhou e ficou com raiva.
_ Só falta me dizer que encontrou outra para por no meu lugar. Eu sempre fiz tudo que o senhor pediu, eu dei quase a minha vida pelo senhor.
_ Bella, entenda.- Ele estava com raiva e sua voz parecia giz entrando em atrito com o quadro, fazendo que a pele de Bella ficasse arrepiada._ Você foi uma pessoa maravilhosa, mas que nunca mais pisará na minha cama.
_ O senhor realmente encontrou outra?! Ela não será igual a mim, ela...
_ Ela com toda a certeza não é igual a você, só tem o mesmo sobrenome.
_ Destiny?- Ela não poderia acreditar que sua melhor amiga fez aquilo come ela, ela pensou que Destiny amasse Rabastan._ Como ela ousa...
_ Não, a filha dela, sua sobrinha.- Ela o olhou com os olhos arregalados.
Ela não queria crer que a menina que ela trocou as fraldas e brincou, estava no seu caminho com o homem que ela amava. Ela estava com raiva, mas ela não conseguia fazer nada contra a menina. Claro que ela queria m***r a menina, queria lançar um crucio que a deixasse na mesma forma que o casal Longbottom.
Ela se levantou e saiu do escritório do Lorde e o homem suspirou fundo, sorrindo pelo feito. Ele não teria mais Bella em sua cola.
Mas sua felicidade acabou rapidamente, o mesmo pensava em formas de conquistar Tessa e ele não sabia o que ela gostava.
Ele se levantou e foi até um dos quartos de cima que vinha a assinatura mágica de Rabastan e entrou no mesmo, vendo o homem sentado na cama olhando para o nada.
_ Dixy chamou o Smitt?
_ Meu Lorde.- Fez uma pequena mesura para o lorde e concordou com a cabeça._ O senhor Smitt me pediu para que eu ficasse em repouso para que a ferida não se abrisse novamente.
_ Entendo, venho aqui para lhe informar algo que sua esposa já sabe. Eu quero a sua filha e ela será minha.- Foi curto e grosso.
Rabastan ficou estupefato e olhou para seu Lorde e pensou em sua filha e discordou com a cabeça.
_ Ela é apenas uma menina, não tem a idade para ser sua consorte. Eu não aceito isso, eu faço qualquer coisa, mas não darei a minha filha ao senhor.- A magia do Lorde o atacou, fazendo que tentáculos de magia fossem para o pescoço do homem, o fazendo sufocar.
_ Não vim aqui para lhe perguntar se eu posso ficar com ela, ela já é minha e nem você, nem Destiny e nem mesmo ela, vai me impedir. Eu só vim aqui para perguntar o que ela gosta?- Rabastan colocou a mão na garganta tossindo e sacudiu a cabeça.
_ Eu não sei.- Disse sincero, Tom iria tentar usar sua magia novamente, mas ele sentiu a verdade no homem.
_ Terei que tentar Destiny.- Disse saindo do quarto do homem.
Enquanto isso em Hogwarts, Destiny, Dumbledore e Snape olhavam a menina que tinha desmaiado e não sabiam o que fazer.
_ Pensando racionalmente.- Disse Snape e todos os olharam._ Ela será igual a mim, uma agente dupla. Ela pode ser útil para nós.
_ Você esta pensando em fazer a minha filha uma peça de xadrez?- Destiny o olhou com raiva.
Antes que alguém falasse de novo a menina acordou e abraçou sua mãe com força.
_ Mamãe, a gente tem que fugir, ele...- Soluçou._ Ele quer te m***r.
E todos entenderam que a menina estava sendo ameaçada. Dumbledore começou a pensar em um plano e ele teve que concordar com Severus. A menina seria uma ótima peça para essa guerra. Ele tinha que usá-la.
_ Destiny eu acho que...
_ Se você falar que quer que minha filha seja uma agente dupla pode esquecer. Eu prefiro morrer do que deixá-la com aquele monstro.
_ Severus estaria cuidando de Tessa.- Minerva opinou e eles concordaram, menos Severus.
_ Eu faço um voto perpétuo.- Disse o homem ranzinza._ Lhe prometendo a segurança da menina.- Destiny o olhou e sorriu agradecida.
_ Não precisa.- Disse Tessa._ Eu passei não sei quantos dias naquele lugar, mas eu...- Soluçou._ Eu não quero que minha mãe morra, então eu... Eu vou ser o que vocês quiserem que eu seja, eu só quero que meus pais fiquem seguros.
_ Filha....
_ Você quer mesmo ser um agente duplo?- Dumbledore perguntou.
_ Se isso for salvar mamãe.- Abraçou Destiny.
_ Tudo bem, vamos isso mais tarde. Vamos deixá-la descansar.
_ Obrigada.- A menina agradeceu e se deitou na cama segurando a mão de sua mãe.
Severus, Snape e Minerva se foram e ninguém comentou que Rabastan fugiu, Destiny sentia seu estômago revirar. Ela queria ver seu marido, mas sua filha precisava dela.
_ Seu pai fugiu.- Disse monótona, mas por dentro rugia de felicidade._ Talvez ele apareça.
_ Espero que sim.- A menina disse fechando os olhos para descansar._ Vá, eu estou bem.
_ Tem certeza?
_ Absoluta.
Destiny deu um beijo na testa de sua filha e se foi. Ela ainda se lembrava das marcas roxas no pescoço de sua filha, ela teria uma boa conversa com o Lorde.
Ela aparatou e apareceu na mansão Slytherin.
Ela andou até o escritório do Lorde e entrou no local. Fazendo que o homem a olhasse sem entender o motivo dela estar ali.
_ O que quer?
_ As marcas em minha filha, principalmente no pescoço. Não sou i****a, sei muito bem que aquilo são marcas de chupão.- Tessa as usou para dizer que foi espancada.
_ Ah, estavam mais roxos da última vez que eu fiz. Você deveria ter visto.- Sorriu abertamente para a mulher que só faltava sair fumaça.
_ Ela é uma criança! Não use seu charme para tirar proveito dela.
_ Eu acho que ela que tira aproveito de mim.- Pensou na xícara que encomendou da china._ Tive que encomendar uma xícara para que ela me deixasse c****r seus s***s e...
_ Não quero saber.- Disse brava._ Você só está a usando, Bella já voltou por que não fica com ela?
_ Eu já deixei claro que não a quero e ela saiu arrasada daqui.- Disse monótono.
_ Eu não...
_ Quer que sua filha fique comigo, você já disse e eu lhe escutei, mas eu quem mando aqui e ela será minha de um jeito ou de outro!- Gritou apontando a varinha para Destiny._ Me ouviu?
_ Sim, my Lorde.- Se levantou e fez uma mesura.
_ Antes de ir, me diga, o que sua filha gosta além de chá e porcelana?
_ Estrelas, azul e livros.- Saiu do escritório indo até o quarto que vinha a assinatura mágico de seu marido.
Ela abriu a porta e fechou a mesma e correu para seu marido.
_ Meu amor, o que ouve?- Perguntou vendo a atadura em sua barriga._ Foi o Lorde?
_ Não, foi um Auror.- Beijou a boca de sua esposa e sentiu a mesma tremer em seus braços.
Ele sorriu pela reação da mulher, ela ainda sentia prazer apenas com um simples beijo. Ele a amava, ele a desejava e ele a teria.
_ Eu te amo.- Sussurrou rente a boca de sua esposa e a beijou.