20 de novembro de 1991:
Olho para os livros que estavam esparramados na cama e olho para o relógio, me jogando na cama.
Eu só queria dormir um pouco e tirar esse cansaço dos meus ombros, mas não dá. Já estava quase na hora do café da manhã.
Quem mandou ficar estudando sobre feitiços das trevas e invocação de alma? m***a.
Giro minha mão e os livros sumiram de minha vista, pego meu caderno de anotações e o deixo em cima da cama.
Vou até a cadeira e pego minha toalha, indo até o banheiro.
Vou até ao chuveiro e o abro, indo para trás para a água gelada não respingar em mim.
_Voltei. - Disse a bolinha azul. _ Estava espionando uma pessoa e ela é muito interessante.
_Achei que eu fosse interessante. - Digo emburrado, entrando embaixo do chuveiro.
_ A semana toda você ficou lendo, isso é chato. O outro não, ele tem até uma pessoa atrás da cabeça.
_ Você está falando do Quirino? - Confirmou.
_ Ele é muito mais interessante, desde daquele dia que te vi conversando com ele, comecei a segui-lo.
_ Por quê?
_ Não sei, apenas gostei dele. - Falou feliz e termino meu banho.
Quando termino de tomar banho, já me sentia mais viva e não a zumbi que estava antes. Pego a toalha e a enrolo no corpo, indo até a minha cama, me sentando nela.
Olho pensativa para o meu guarda-roupa e vejo a data no meu calendário de parede, não posso ficar só indo nas aulas ou lendo sobre minhas coisas.
Deveria pegar a Horcrux e com isso, poderia usar a sala precisa como sala de treinamento.
Ok, hoje não iria para a aula, apenas comeria alguma coisa no Grande Salão e iria para a sala precisa.
Levantei-me da cama e retiro a toalha do meu corpo, a colocando enrolada na minha cabeça.
Abro o guarda-roupa e retiro meu uniforme e lingerie bege.
Coloco eles e retiro a toalha da minha cabeça. Começo a pentear meus cabelos e eles ficaram cheios, faço um feitiço para diminuir o volume e ficaram lindos. Pego a meia e os sapatos, os colocando.
Vou até ao banheiro para escovar os dentes. Volto para o quarto e pego meu caderno de anotações. Precisava ver como faria o corpo de Tom. Tem tanta coisa para fazer.
Saio do quarto, fechando a porta atrás de mim, desço a escada que me levava para o salão comunal e passo por alguns alunos que transitavam por ali. Saio do salão e vou em direção do Grande Salão.
Enquanto esse mês se passava, fiquei pensando em algo. Meus antigos amigos viraram as costas para mim e devido a isso não tinha ninguém para conversar, apenas o Tom ocasionalmente. Mas ele não contava, ou contava?
Entro no Grande Salão e me sento no meu lugar de sempre, na ponta dos fundos. Começo a comer e beber meu café e as corujas começavam a voar, uma carta voou em minha direção e um grito pôde ser ouvido, olho para frente e vejo que todos olhavam para o Draco que tinha acabado de gritar.
_ O que houve? - Perguntei assustada.
_ O cofre Malfoy, Black e outro que não sei de quem é, foi roubado. - Gemma tentava acalmar o garoto.
_ Roubaram muita coisa? - Até mesmo Tom ficou atento aquela conversa.
_ Apenas um diário e uma taça. - Draco suspirou. _ Pensei que tinha roubado os galeões. - Sorriu.
Olho para a mesa dos professores e Quirino estava pálido como um papel. Abro a carta e era de Caspra.
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Lestrange:
Consegui pegar os seus pertences e estão guardados comigo, quando puder, venha pegá-los.
Eles estão meio irritados comigo estando com eles.
O roubo do cofre teve que ser noticiado para dar mais impacto. Malfoy quase me bateu, mas estou bem.
Como todos os Black estão presos e Harry ainda não sabe que tem pose no nome Black, ninguém veio reclamar.
Espero-lhe.
Com respeito e admiração, Caspra.
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Faço a folha começar a pegar fogo e todos me olharam.
_ Não sabia que era boa com magia natural. - Cristal falou.
_ Tem muita coisa que vocês não sabem sobre mim, apenas supõe. - Digo terminando meu café da manhã. _ Com licença. - Limpo a minha com o guardanapo e saio daquele salão.
E vou para a grande escadaria, subindo os degraus quase infinitos daquele lugar. Quando cheguei no sétimo andar, pensei que estava morrendo, mas era só meus pulmões reclamando da rápida subida.
Ando devagar até a parede da sala precisa e começo a pensar na Horcrux. Alguns segundos depois, a porta de madeira apareceu e entrei naquele lugar.
Ali estava o lixão ou achados e perdidos de Hogwarts. Ele tinha montanhas e mais montanhas de objetos perdidos e só procurava um, em meio dessa zona.
_ O que está procurando? - O fantasma apareceu.
_ Um diadema. - Digo a ela e ela flutua para o alto, voltando correndo para mim. _ Achou?
_ Sim, vem, eu te mostro. - Começou a flutuar rapidamente, e comecei a correr atrás dela.
Era difícil de correr e olhar para onde andava, mas pelo menos não cai em nenhuma pilha de entulho.
_ Aqui está, na caixa. - Disse flutuando em cima da caixa de madeira, ela estava em cima de um armário.
E se não estivesse enganada, esse deveria ser o armário sumidouro. O Armário que Draco passou meses mexendo nele até que funcionasse.
Levito a caixa que estava em cima dele e a abro, vendo que a magia n***a era notável naquela joia.
_ Olá, primeira Horcrux, seja boazinha comigo e serei com você. - A magia ficou menos agressiva. _ Não vou te diminuir, fique tranquila, apenas vou te colocar em um lugar que apenas eu conheço. - A magia não fez nenhuma pio e aceitou de bom grado ser colocada na f***a.
Pego a minha varinha no meu bolso e faço as relíquias da morte no ar e uma f***a com beiradas vermelhas como fogo se abriu. Coloco a varinha no lugar e olho para os lados, a sala começou a mudar.
_ Não sabia que essa sala fazia isso. - Rodopiou no ar.
A sala virou uma sala rustica, com uma lareira e sofás de couro marrom, como se fosse o chalé da Merfina.
Estalo meus dedos e meus livros apareceram no chão daquela sala, adorava essa travessia do anjo, que pena que sabia pouco sobre ela.
_ O que você vai fazer? Estudar de novo?
_ Sim, preciso ver como posso fazer um corpo, já viu zumbis? - Ela concordou. _ Então, vou fazer igual um zumbi.
Sentei-me no chão e começo a folhear o sumário, e acho o que queria.
Fazer corpo com Horcrux... Pág. 49
Quase pulei de felicidade e fui ansiosa para a página 49. Quando paro na página, tinha uma explicação do que era Horcrux e como fazer uma.
Esse livro serviria para o Tom daquele tempo.
Nas páginas seguintes, explicava como era o corpo humano e como ele poderia ser feito. Era aquela parte estava procurando.
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O corpo humano não pode ser fabricado por uma poção, ou feitiço e sim, com a pedra filosofal.
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Fácil, já a teria no final do semestre.
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Quando a pedra filosofal é unida com o sangue de uma virgem e saliva. O corpo humano pode ser feito com a imaginação da virgem.
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Espera, posso fazê-lo bonito! Por Merlim, vou ser reembolsada? Mas se ele não quiser me pagar? Posso fazê-lo sem pênis...
Tento imaginar Tom sem pênis e minha imaginação ficou bloqueada. É meu caro, Tom, você vai ganhar um pênis, m***a.
Posso fazer uma verruga no seu nariz... Não, deixa ele ser perfeito mesmo, se ele não quiser me pagar, não tem problema, no final teria minha vingança.
Continuo a ler a página que me explicava como fazer o ritual do sangue com a pedra filosofal. Era apenas colocar a pedra em um caldeirão grande, jogar uma Horcrux no caldeirão, sangue e saliva de uma virgem, no caso eu.
Colocar o receptáculo, caso tivesse e começar a cantar uma música dos mortos.
E depois de cantar, devo começar a idealizar o homem perfeito dos meus sonhos e alguns minutos o Lorde surgiria.
Suas memórias serão desde o seu nascimento, até o dia que ele ganhou um novo corpo. Isso era bom, pelo menos não precisaria explicar para ele, que ele é o vilão da história.
Depois de alguns avisos estranhos, termino de ler o capítulo. Agora sabia como fazer um corpo, mas até agora não entendi o porquê da pedra filosofal, por que precisava dela?
Talvez a pedra seja o novo coração do homem, já que para fazer uma pedra filosofal precisava de muito sangue e várias vidas são desperdiçadas devido a isso.
Até que faz sentido essa minha teoria... Pego meu caderno de anotações e anoto. Se minha teoria for concretizada, poderia ganhar muito em cima dessa hipótese.
Fecho o livro e começo outro, dessa vez sobre a invocação.
Tinha aprendido pouco naquele dia da biblioteca e depois não aprendi mais nada, apenas li sobre a invocação nos livros.
E ela parecia ser uma matéria interessantíssima, mas como tinha que aprender sozinha, era meio que difícil.
Abro o livro e vou para o capítulo cinco. Ali falava sobre a invocação dos mortos.
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Qualquer alma, seja ela pura ou impura, pode ser invocada, menos almas de demônios e demônios em si.
Isso era trabalho para a rainha do submundo e não para a rainha dos mortos.
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Como esse livro sabia que viraria a rainha dos mortos? Será que esse livro só era destinado às rainhas?
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A alma pode ser colocada em qualquer receptáculo, seja ele de sangue ou cadáver. Quando o receptáculo estiver ainda ativo, a alma poderá ser colocada na f***a do d***o.
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Termino o capítulo cinco e vou para o seis, que era sobre despertar da herança.
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Quando a rainha se apaixonar, um novo feitiço será equipado em sua alma e corpo.
Qualquer parte desmembrada do corpo da rainha, poderá ser restaurado.
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Que legal, até o livro joga na minha cara que não tenho vida amorosa. Mas até que o feitiço é interessante. Continuo lendo o capítulo e no final, algo chamou minha atenção
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Se a rainha for envenenada, nada acontecerá. Todas as doenças, venenos serão curados.
Dormir aumentará a capacidade de regeneração.
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Ok, sou forte e só preciso de prática. Preciso de um professor urgentemente.
Penso nas minhas opções de professores e só um fica na minha cabeça. E ele com toda a certeza me falará um não. Maldito, Lorde.
Começo a ler o capítulo sete e ele era dos receptáculos, ou soldados das sombras. Um nome interessante.
Tinha dois tipos, o de sangue como criei naquele dia, ou do corpo já sem vida, mas o corpo sem vida poderia ocorrer falhas.
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A chance de falha é extremamente grande, quando o corpo é de um bruxo experiente ou quanto mais tempo se passou desde a morte do bruxo.
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Então deveria ficar mais forte para ter o corpo de Dumbledore como meu bichinho de estimação. Volto a ler o próximo parágrafo e era de absorção de alma ou sombra.
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Os receptáculos, salvos na f***a do d***o, poderão ser convocados e absorvidos quando e onde o convocador desejar.
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Isso era demais, estava em êxtase, seria fodidamente forte.
Olho para o nada e penso onde guardaria as Horcrux depois que me for, não ficaria com o Lorde para sempre.
Pego meu caderno de anotações e começo a escrever uma carta.
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Mamãe:
Estou morrendo de saudades de você, mas venho lhe pedir mais um favor. Espero não está sendo mimada demais.
Quero que a senhora faça um cofre no quarto principal e ele precisa de ter várias caixas de vidros, tenho que guardar algumas coisas.
Quero que o cofre seja extremamente seguro. Confio em você.
Com amor e carinho, sua filha.
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Dobro a carta e chamo Jarr, como estava na sala precisa, ela poderia invocar elfos ou outras coisas.
_ Jarr. - Ele observava minha bagunça. _ Leve para mamãe.
_ Com prazer. - Pegou a carta e se foi.
Agora, vamos desenhar, precisava de um rosto perfeito para o Lorde.