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2033 Palavras
Cristian. ACORDO COM A SENSAÇÃO DESCONHECIDA DE UM CORPO ESBELTO EM MEUS BRAÇOS E o leve aroma de pêssegos pairando no ar. Por alguns segundos desorientados, não me movo. Pele quente pressionada contra meu peito. Cabelos macios roçando meu queixo. O ritmo constante da respiração de outra pessoa preenchendo o silêncio entre o sono e a memória. Então abro os olhos. Uma cascata de cabelos loiros e embaraçados se espalha pelo travesseiro à minha frente, dourados contra o algodão branco. Um ombro fino desponta sob o cobertor, liso e delicado, com uma curva quase frágil demais. Por um instante, meus músculos se tensionam por reflexo. Eu não divido camas. Não acordo assim. Então me lembro. Scarlett Tzakova. A intérprete que os russos contrataram para a reunião de ontem. E da noite passada. A memória me atinge de uma vez — calor, movimento, o som agudo da respiração dela, os dedos cravando nos meus ombros. Meu sangue dispara imediatamente, meu corpo reagindo antes que a mente acompanhe. Merda. Não tinha sido apenas bom. Tinha sido incendiário. Não sei o que eu esperava quando apareci à porta dela. Uma distração rápida. Um alívio. Algo simples. O que aconteceu foi qualquer coisa, menos simples. Eu a tinha notado durante a reunião, claro. Era impossível não notar. Ela traduzia com perfeição, o inglês fluido e neutro, a voz calma mesmo quando a conversa não era. Há algo hipnotizante na competência — em alguém que transita entre idiomas, entre mundos, com tanta facilidade. E ela é bonita. Impressionantemente bonita. Alta. Pernas longas. Olhos azuis claros. Traços finos, quase aristocráticos. Mal tocou na comida durante o jantar, apenas beliscou alguns aperitivos, mas bebeu chá. Lembro de observar seus lábios — rosados, brilhantes, macios — tocando a borda da xícara de porcelana. De observar o movimento elegante da garganta enquanto ela engolia. Os pensamentos que vieram depois não foram nada sutis. Eu a queria sob mim. Queria ver aquela compostura se despedaçar. Queria testar se o controle dela resistiria — ou quebraria. E ainda assim, durante boa parte da noite, ela parecia ter olhos apenas para Zaytsev. Mesmo agora, lembrar disso deixa um gosto amargo na minha boca. Não deveria importar. Mulheres sempre gravitam em torno de Zaytsev como mariposas em direção à chama. Sempre foi assim. Nunca me importei. Se algo, até me divertia ver como se atiravam a ele, mesmo pressentindo a escuridão sob a superfície. Até a esposa dele. Rayza. A americana que ele levou e depois acabou se casando. No começo, não entendi aquela história, mas com o tempo parei de questionar. Ele desaparece para a ilha com frequência suficiente. Não foi difícil juntar as peças. Então, é claro que Scarlett miraria nele. Se o quisesse, poderia ficar com ele. Exceto que ele não a quis. Isso me surpreendeu. Nos últimos dois anos, não o vi tocar outra mulher. Ele a dispensou sem hesitar. m*l lançou um segundo olhar. E então me pediu para revistá-la. Ainda me lembro da sensação dela sob minhas mãos enquanto a examinava em busca de armas. Profissional. Minucioso. Necessário. Mas não neutro. A respiração dela mudou quando a toquei. Sutil. Quase imperceptível. Ela não me olhou. Não falou. Mas eu senti a diferença — o pulso acelerando sob meus dedos, o calor subindo levemente à face. Ela estava ciente de mim. Essa percepção se alojou em algum lugar profundo. Então, quando Zaytsev recusou o convite dela, eu tomei uma decisão. Impulsiva. Possessiva. Disse a mim mesmo que era apenas curiosidade. Um desejo que precisava ser satisfeito. Só uma noite. Só para ver. Conseguir o endereço dela foi fácil. Uma ligação para Romanov bastou. O que eu esperava ao bater à porta era a mulher confiante e polida do restaurante — a intérprete elegante e provocante. A que abriu a porta. Era uma garota que m*l parecia ter saído da adolescência, seu rosto belo completamente sem maquiagem e seu corpo alto e esguio envolto em um robe decididamente inelegante. Ela me deixou entrar em seu apartamento depois que eu disse explicitamente o que queria, mas o olhar em seus olhos azuis arregalados era o de um coelho caçado. Por um minuto, duvidei se ela realmente queria que eu estivesse ali; parecia tão nervosa quanto tal coelho confrontando uma raposa. Sua ansiedade era tão palpável que me perguntei se havia cometido um erro ao ir até ela, se talvez tivesse interpretado m*l tanto a extensão de sua experiência quanto o nível de interesse dela por mim. Apenas um toque, disse a mim mesmo enquanto ela pegava meu casaco. Apenas um toque, e se ela não me quisesse, eu iria embora. Nunca forcei uma mulher na minha vida, e não pretendia começar com essa garota — uma garota que parecia estranhamente inocente apesar de suas corrompidas conexões com o Kremlin. Uma garota que eu queria mais a cada segundo. Disse a mim mesmo que pararia naquele único toque, mas assim que a toquei, soube que estava mentindo. Sua pele cremosa era macia como a de um bebê, os ossos de sua mandíbula tão delicados que pareciam quase frágeis. Minha mão parecia marrom e áspera contra sua perfeição pálida, minha palma tão grande que poderia esmagar seu rosto com um aperto firme dos meus dedos. Ela congelou ao meu toque, e pude ver o pulso batendo na lateral de seu pescoço. Quando a revistei antes, ela cheirava a perfume caro, como algum perfume sofisticado, mas isso já não era mais o caso. Parada ali diante de mim, suas bochechas tingidas de rosa, ela cheirava a pêssegos e inocência. Logicamente, sabia que devia ser algum sabonete do banho dela, mas minha boca ainda salivava com o desejo de lambê-la, de provar aquela carne limpa e com cheiro de fruta. Para ver o que estava escondido sob seu grande robe nada sexy. Ela disse algo sobre uma bebida, ou talvez café, mas m*l ouvi suas palavras, toda a minha atenção estava na faixa de pele pálida visível no topo de seu robe. — Não — eu respondir no piloto automático, — sem café — e então alcancei o cinto de seu robe, minhas mãos agindo aparentemente por conta própria. A peça se desfez com um leve puxão, revelando um corpo saído direto dos meus sonhos molhados. s***s altos e fartos, com m*****s rosados e duros, cintura pequena o suficiente para ser abraçada com minhas mãos, quadris suavemente curvados e pernas longas, longas. E entre essas pernas, nem um fio de cabelo, apenas a superfície lisa e nua de sua b****a rosada. Meu pênis ficou tão duro que doía. Os olhos dela ficaram suaves, desfocados, e eu podia sentir sua b****a apertando meus dedos, ficando ainda mais molhada com meu toque. Suas mãos agarraram meu braço como se quisesse me impedir, mas seu corpo acolhia meu toque. Eu a observei com atenção, percebendo cada pequeno gesto em seu rosto, ouvindo cada suspiro e gemido enquanto eu mexia meus dedos dentro e ao redor de sua b****a. Ela respondia, tão incrivelmente responsiva que não demorou nada para eu aprender o que ela gostava, o que a fazia gozar ao redor dos meus dedos. Eu podia sentir seu corpo começando a se contrair, ver sua respiração acelerando, e meu pênis ficou tão duro que parecia que iria explodir. — Sim, é isso — pressionei forte seu c******s. — Goze para mim, linda, exatamente assim. E ela gozou. Seu olhar ficou distante, sem foco, e sua b****a ondulava ao redor dos meus dedos. Eu a segurei até suas contrações cessarem, minha mão ainda agarrando seus cabelos sedosos, e então disse satisfeito: — Pronto. Foi bom, não foi? Ela não me respondeu de imediato, e por um momento, me perguntei novamente se eu havia interpretado m*l, se de alguma forma a estava forçando a isso. Mas então ela estendeu a mão e ousadamente segurou meus testículos por cima do jeans. — Foi bom — sussurrou, olhando para mim. — E agora é a sua vez. Era todo o convite que eu precisava. Senti-me como uma fera solta, mas de alguma forma consegui beijá-la de maneira semi-civilizada, provando seus lábios em vez de devorá-los, enquanto tudo dentro de mim clamava para fazê-lo com raiva, sem delicadeza. Com fome. Sua boca era deliciosa, como chá quente e mel, e por um minuto consegui manter algum controle, fingir que não era um selvagem tomado pelo desejo. Exceto que eu era — e quando seu robe caiu dos ombros, perdi o controle, empurrando-a contra a parede. Foi apenas pelo hábito de duas décadas que lembrei de colocar um preservativo, e então a levantei, dizendo para ela envolver minhas costas com as pernas enquanto eu penetrava, sem conseguir esperar nem um segundo a mais. Ela estava apertada ao redor de mim, tão incrivelmente apertada e quente que quase gozei ali mesmo, especialmente quando sua b****a se fechou ao meu redor, seu corpo tensionando na minha entrada. Preocupado em machucá-la, parei por um momento, esperando até que suas pernas subissem para envolver meus quadris, e então comecei a fodê-la de verdade, movido por uma fome mais poderosa do que qualquer coisa que eu já… como eu nunca havia experimentado antes. Queria estar tão profundamente dentro dela que nunca sairia, penetrá-la com tanta força que deixaria minha marca em sua carne. Eu a observei enquanto a penetrava, e soube o exato momento em que ela atingiu o ápice. Seus olhos se arregalaram, como em surpresa, e então senti sua b****a ondular, se contraindo ao redor do meu pênis. A sensação era tão intensa que não consegui conter meu próprio orgasmo. Ele me tomou de forma incontrolável, explodindo de meus testículos, e eu pressionei meu quadril contra o dela, precisando estar o mais profundo possível, fundindo-me a ela nesse prazer explosivo e enlouquecedor. Foi o melhor clímax da minha vida. Senti-me eufórico, consumido pelo gosto dela, pelo toque dela, e por alguns instantes achei que era o mesmo para ela — mas então ela me empurrou. — Por favor, me deixe — disse ela, olhando aflita, e foi como um balde de água gelada jogado sobre minha cabeça. Eu lhe dei dois orgasmos, e ela me olhava como se eu a tivesse estuprado. Como se eu a tivesse atacado numa rua escura. Algo dentro de mim se torceu e endureceu. Curvando os lábios num sorriso sardônico, disse: — Já é tarde para arrependimentos, linda. — Abaixando-a até os pés, afastei minhas mãos de sua b***a firme e bem formada. Meu pênis escorregou dela enquanto eu dava um passo atrás, e o preservativo, cheio do meu sêmen, começou a ficar frouxo. Eu o tirei, deixando-o cair no chão. Seus olhos seguiram o movimento, e vi um rubor subir novamente pelo seu rosto. Percebi que ela estava envergonhada com o que havia acontecido, e minha raiva se intensificou. Ela me convidou para entrar, disse que me queria — seu corpo me fodeu, me dizendo a todo momento que ela me queria — e agora estava agindo como se tudo tivesse sido um grande erro. Como se não pudesse escapar de mim rápido o suficiente. Bem, que se f**a, decidi, com o sangue fervendo numa mistura de fúria e desejo renovado. Se ela pensava que eu a deixaria escapar com essa merda, estava muito enganada. E pelo resto da noite, dediquei-me a mostrar exatamente quão enganada ela estava. Lambi sua b****a e a fodi até que ela implorasse para eu parar, até sua voz ficar rouca de gritar meu nome e meu pênis ficar dolorido de tanto penetrá-la em sua b****a apertada. Fiz ela gozar múltiplas vezes antes de me permitir meu segundo orgasmo, e então tive que me conter para não pegá-la pela terceira vez quando ela acordou para ir ao banheiro. Tive que me conter porque, de alguma forma, impossivelmente, eu queria mais. Ainda quero mais. Filho da p**a. Disse a Scarlett que talvez voltasse um dia, mas se essa fome insana não passar, terei que voltar a Moscou mais cedo do que o planejado — talvez assim que terminarmos no Camboja. Sim, é isso, decido ao me levantar e começar a me vestir. Farei meu trabalho e, então, se a garota russa ainda estiver na minha mente, voltarei por ela.
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