Scarlett.
Antes que eu possa me recuperar, ele me vira de bruços, me curvando sobre a beira da cama. Então ouço outro pacote de alumínio rasgando e, um segundo depois,
ele penetra em mim, seu pênis grosso me perfurando, me esticando mais uma vez.
Eu solto um suspiro, minhas mãos se agarrando aos lençóis enquanto ele me penetra com um ritmo forte e rápido,
me batendo com tanta força que deveria doer — mas meu corpo já superou isso agora. Tudo o que sinto é necessidade. Estou inundada por ela, embriagada pelas sensações que ele
extrai da minha carne. Enquanto ele me penetra, seus movimentos forçam minha vulva
contra a borda do colchão, aplicando pressão rítmica no meu c******s, e eu
explodo novamente, gritando seu nome. Mas ele não para.
Ele continua me fodendo, seus dedos cravando em meus quadris enquanto ele me penetra
repetidamente.
Acordo entrelaçada com ele, nossos corpos colados por um suor pegajoso.
Não me lembro de ter adormecido em seus braços, mas deve ter acontecido,
porque é assim que estou agora, cercada por seu corpo poderoso.
Está escuro e ele está dormindo. Posso ouvir sua respiração calma e sentir o subir e descer
do seu peito enquanto minha cabeça repousa em seu ombro. Minha boca está seca e minha bexiga está cheia, então tento me desvencilhar de seu braço pesado — que imediatamente me aperta.
— Aonde você vai? — A voz de Christian está rouca, áspera de sono.
— Ao banheiro — explico cautelosamente. — Preciso fazer xixi.
Ele levanta o braço e tira a perna de cima das minhas panturrilhas.
— Tudo bem. Vai.
Me afasto dele e me sento, fazendo uma careta com a dor que sinto lá no fundo
por dentro. Não sei quanto tempo ele me fodeu naquela segunda vez, mas poderia facilmente ter sido uma hora ou mais. Perdi a conta de quantas vezes gozei, os orgasmos se fundindo em uma onda interminável de picos e vales.
Minhas pernas estão doloridas enquanto me levanto, minhas coxas internas doendo por terem sido esticadas. Depois de me f***r por trás, ele me virou e segurou meus tornozelos, mantendo minhas pernas abertas enquanto penetrava em mim, estocando tão profundamente que eu implorei para que ele parasse. Ele não parou, é claro. Ele apenas moveu os quadris, mudando o ângulo das estocadas para atingir aquele ponto sensível dentro de mim,
e eu esqueci toda a dor, perdida no prazer avassalador de suas estocadas deliciosas.
Inspirando profundamente, me forço a voltar ao presente, minha bexiga
me lembrando de outra necessidade avassaladora. Trêmula, caminho até o banheiro e faço minhas necessidades. Depois lavo as mãos, escovo os dentes e jogo água fria no rosto, tentando recuperar o equilíbrio.
Está tudo bem, digo a mim mesma enquanto encaro meu rosto pálido no espelho.
Tudo está indo conforme o planejado. Sexo ótimo é um bônus, não um problema.
E daí se esse estranho implacável consegue me fazer reagir assim?
Não significa nada. É só sexo, um ato físico sem significado.
Só que com ele não é sem significado.
Não. Fecho os olhos com força, afasto aquela voz e jogo mais
água no rosto, lavando as dúvidas. Tenho um trabalho a fazer, e não há
nada de errado em tratar esta noite como uma vantagem desse trabalho.
Não há nada de errado em me permitir sentir prazer — contanto que eu
não deixe que isso signifique nada.
Sentindo-me um pouco melhor, volto para a cama,
onde Christian está me esperando. Assim que me deito ao lado dele, ele me puxa para perto, curvando o corpo ao meu redor por trás e nos cobrindo com um cobertor. Solto um suspiro de prazer enquanto seu calor me envolve. O homem é como uma fornalha, gerando tanto calor que instantaneamente me sinto aquecida, o frio sempre presente dentro do meu apartamento esquecido.
— Quando você vai embora? — pergunto suavemente enquanto ele me ajeita mais confortavelmente, apoiando minha cabeça em seu braço estendido e passando o outro braço sobre meu quadril. É isso que preciso saber dele, o que devo a Petrov pelo meu fracasso, mas algo se aperta dentro de mim enquanto espero pela resposta de Christian.
Essa pontada de emoção — não pode ser arrependimento por pensar que ele vai embora.
Isso não faria sentido.
Christian roça o nariz na minha orelha. — De manhã — ele sussurra, seus dentes roçando meu lóbulo. Sua respiração me causa um arrepio quente. — Preciso sair daqui em algumas horas.
— Ah. — Ignorando a pontada irracional de tristeza, faço um cálculo mental rápido.
De acordo com o relógio digital na minha mesa de cabeceira, são pouco mais de quatro da manhã. Se ele precisa sair do meu apartamento por volta das seis, então o avião deles deve partir às oito ou nove da manhã.
Petrov não tem muito tempo para fazer o que quer que planeje fazer com Zaytsev.
— Você não pode ficar mais tempo? — Viro a cabeça para roçar meus lábios no braço estendido de Christian. É o tipo de pergunta que uma mulher que tem sentimentos por um homem podem perguntar, então não tenho medo de que isso levante suas suspeitas.
Ele ri baixinho.
— Não, linda, não posso. Você deveria ficar feliz com isso — o braço dele sobre mim se move, sua mão deslizando para baixo para acariciar minha b****a dolorida.
— Devido a sua b****a exausta, não se lembra? você disse que está dolorida.
Engulo em seco, lembrando-me de como, perto do fim daquela maratona de sexo, implorei por misericórdia, com as entranhas em carne viva de tanto f***r.
Inacreditavelmente, sinto uma pontada de sensação renovada com a lembrança — e com o toque daquela mão grande e forte entre minhas pernas.
— Sim, estou dolorida — sussurro, esperando que ele pare e, ao mesmo tempo, esperando que não.
Para meu alívio e decepção, ele move a mão de volta para o meu quadril,
mesmo que eu sinta seu p*u se mexendo contra minha b***a. O homem é uma máquina s****l,
imparável em sua luxúria. De acordo com o arquivo que me deram, ele tem
trinta e quatro anos. A maioria dos homens que passam da adolescência não quer f********o três vezes por noite. Uma, duas vezes, talvez. Mas três vezes? O p*u dele não deveria ficar duro com tão pouca provocação.
Isso me faz pensar há quanto tempo Christian de luca não tem uma mulher.
— Você vai voltar em breve? — pergunto, afastando esse pensamento.
É ridículo, mas a ideia dele estar com outras mulheres — dele dando a elas o tipo de prazer que me deu — faz meu peito apertar de uma forma desagradável.
— Não sei — ele diz, se ajeitando para que sua ereção semi-rígida fique mais confortavelmente pressionada contra minha b***a. — Talvez um dia.
— Entendo. — Encaro a escuridão, lutando contra a parte de mim que quer chorar como uma criança privada de brincar com um seu brinquedo favorito. Isso não é real, nada disso é pra real. Mesmo se eu fosse realmente uma intérprete, saberia que isso não passa de uma sexo casual. Mas eu não sou a garota despreocupada e fácil que finjo ser.
Eu não transei com ele por diversão; fiz isso para obter informações — e agora que as tenho, preciso passá-las para Petrov imediatamente.
Enquanto a respiração de Christian se acalma, indicando que ele está dormindo novamente, eu pego meu celular com cuidado. Ele está no criado-mudo a menos de um metro de distância, e consigo pegá-lo sem perturbar Christian, que ainda me abraça. Ignorando a crescente dor no meu peito, digito uma mensagem codificada para Petrov, avisando que de luca está comigo e a que horas eles planejam partir.
Se meu chefe está planejando atacar a Zaytsev, agora é uma hora tão boa quanto qualquer outra, já que pelo menos um homem da equipe de segurança da Zaytsev está fora do caminho.
Assim que a mensagem de texto é enviada, eu a apago do meu celular e coloco o aparelho de volta na mesa de cabeceira. Então fecho os olhos e me forço a relaxar contra o corpo rijo de Christian.
Minha missão está cumprida, para o bem ou para o m*l.
Mas mesmo com a missão concluída, uma parte de mim permanece alerta. Algo em Christian, na forma como ele respira, na curva de seus músculos, na presença silenciosa que domina o quarto, ainda me mantém tensa. Não é apenas desejo físico — é uma mistura de respeito, medo e fascínio que eu não consigo afastar.
E enquanto a escuridão me envolve, percebo que e
ssa noite vai deixar marcas que nem meu trabalho poderá apagar.