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1368 Palavras
Scarlett. Ele entra no meu apartamento assim que a porta se abre. Sem hesitação, sem cumprimentos — apenas entra. Assustada, recuo um passo, e o corredor estreito, que sempre parecia acolhedor, agora me sufoca. Por algum motivo, esqueci o quão grande ele é, quão largos são seus ombros. Sou alta para uma mulher—alta o suficiente para parecer modelo se a situação exigir—mas ele me supera por uma cabeça inteira. Com o casaco pesado que veste, ocupa quase todo o espaço do corredor. Ainda sem dizer uma palavra, ele fecha a porta atrás de si e avança em minha direção. Instintivamente, recuo, sentindo-me presa, uma presa encurralada. —Olá, Scarlett —ele murmura, parando quando saímos do corredor. Seus olhos pálidos estão fixos no meu rosto. —Não esperava te ver assim. Engulo em seco, o pulso acelerado. —Acabei de tomar banho. Quero parecer calma, confiante, mas ele me desequilibra completamente. —Não esperava visitantes. —Não, posso perceber —um leve sorriso surge em seus lábios, suavizando a dureza da boca. —Ainda assim, você me deixou entrar. Por quê? —Porque não queria continuar falando pela porta —respiro fundo, tentando me recompor. —Posso te oferecer um chá? Ele ergue a sobrancelha. —Chá? Não, obrigado. —Então posso pegar seu casaco? — continuo, incapaz de parar de desempenhar o papel de anfitriã, usando a cortesia para encobrir minha ansiedade. — Parece bem quente. Um lampejo de diversão passa em seu olhar gelado. — Claro. Ele tira o casaco e me entrega. Por baixo, veste apenas um suéter preto e jeans escuros, calçados com botas de inverno pretas. A silhueta é imponente; o cinto revela a presença de uma arma, discreta, mas suficiente para me lembrar do perigo que ele representa. Procuro controlar a respiração enquanto guardo o casaco no armário, lembrando a mim mesma que estou acostumada com homens perigosos. Este homem não é diferente. Meu plano é simples: seduzir, extrair o que preciso, e depois, ele se vai. Mas quando me viro, ele já está ao meu lado, silencioso, atravessando a sala com uma precisão quase predatória. Meu coração dispara de novo, e a compostura recém-adquirida desaparece. Ele está tão próximo que posso ver as nuances cinzentas nos olhos azuis pálidos, tão perto que poderia me tocar E toca. Sua mão roça levemente minha mandíbula, e uma estranha mistura de i********e e perigo me atravessa. Sinto um calor inesperado subir pelo corpo, a pele arrepiar. É confuso, perturbador — e, ainda assim, excitante. —Você é direta demais, não? — consigo murmurar, tentando manter algum controle. — Não tenho tempo para jogos — responde, firme, sem precisar de palavras doces. —Sabemos porque estou aqui. A tensão entre nós é palpável, quase sufocante. Cada movimento seu exige atenção, cada gesto carrega poder. Não há promessas, apenas intenção e presença. E, de algum modo, isso me deixa em alerta, vulnerável, mas estranhamente viva. Meus pensamentos tentam racionalizar, me lembrar que é só mais um trabalho, mais uma missão. Mas há algo nele, algo que não posso decifrar completamente. A força dele, a precisão de cada gesto, a confiança que exala — isso não é apenas físico, é psicológico. Ele controla o espaço, o tempo, e mesmo a mim. Sinto um impulso de desafiar, de me afirmar, e, ao mesmo tempo, um instinto de ceder, de sentir cada instante sem questionar. Ele nota meu conflito interno, seu olhar se intensifica, dominando a sala, dominando minha atenção. — Está pronta para a próxima etapa? — sussurra, e há uma promessa no tom que faz minha respiração se acelerar. Não é apenas sobre desejo; é sobre controle, jogo de poder, sedução silenciosa. Ele guia-me para o sofá, cada movimento calculado, cada toque medido, e a sala parece diminuir ao redor de nós. Cada segundo é carregado de tensão, cada gesto aumenta a eletricidade entre nós. Não há pressa, não há expectativas declaradas, apenas a dança silenciosa de dois predadores testando limites, medindo reações. Eu me contenho, observando cada nuance, tentando manter minha autoridade enquanto ele domina o espaço, enquanto a presença dele domina meu corpo e mente. E sei, sem sombra de dúvida, que nada será igual depois desta noite. Minha mente está em turbilhão enquanto me sento na beira da cama, observando Christian se despir. Primeiro, ele tira o suéter, revelando uma camiseta justa sobre o peito musculoso. Cada movimento parece calculado, seguro, e a força contida em seu corpo é quase palpável. Em seguida, remove os sapatos e empurra a calça para baixo, deixando à mostra a definição perfeita de suas pernas e coxas fortes, bronzeadas, impecáveis. A visão me deixa estranhamente tensa, o coração batendo mais rápido, e sinto um impulso irracional de tocar cada músculo, de sentir sua pele sob minhas mãos, de explorar cada linha de seu corpo com curiosidade e desejo. Não é apenas atração física; há algo nele que desperta algo em mim, uma combinação de perigo, poder e desafio que me intriga e assusta. Ele não é apenas um homem bonito — ele é imponente, perigoso, irresistível. E, mesmo assim, eu quero conhecê-lo, tocar, sentir, desafiar e ceder, tudo ao mesmo tempo. Ele se aproxima, e não me mexo. Quase nem respiro. Quando ele se ajoelha ao meu lado, a proximidade é quase sufocante. — Deite-se — murmura, segurando minhas pernas com firmeza, e antes que eu possa reagir, me puxa para mais perto, posicionando meu corpo de maneira que meu equilíbrio é perdido e só posso confiar nele. Ele está ao meu lado, para e se agacha. "Deite-se", ele murmura, agarrando minhas panturrilhas, e antes que eu tenha a chance de perceber o que ele está fazendo, ele me puxa para perto, sem parar até que minha b***a esteja parcialmente para fora do colchão. — O que você está tentando — começo a dizer, mas ele me ignora, usando uma mão forte para me empurrar para baixo no colchão. Caio de costas, meu coração disparado, e então eu sinto. Sua respiração quente em minha b****a molhada enquanto ele separa minhas coxas. Minha respiração acelera novamente, o calor percorre meu corpo enquanto ele beija minha v***a fechada, seus lábios macios e gentis. Quase não há pressão no meu c******s, mas estou tão sensível por causa dos orgasmos anteriores que até mesmo esse toque leve me causa um arrepio. Eu arfo, arqueando-me em sua direção, e ele ri suavemente, o som baixo e masculino criando vibrações que viajam pela minha carne, aumentando a crescente dor dentro de mim. — Christian, espere. — Minha voz está sem fôlego, em pânico pela necessidade que ele está provocando em mim. O teto fica embaçado diante dos meus olhos.  — Espere, não… Ele me ignora mais uma vez, sua língua percorrendo minha f***a e mergulhando na minha a******a. Enquanto ele começa a me f***r com a língua, eu esqueço o que ia dizer. Eu esqueço tudo. Meus olhos se fecham com força, e o mundo ao meu redor desaparece, deixando apenas a escuridão e a sensação de sua língua entrando e saindo da minha v****a encharcada. O fogo que queima dentro de mim é rosado… quente, minha carne tão inchada e sensível que sua língua parece tão grande quanto um pênis. Só que é mais macio, mais flexível — e conforme ele move a língua mais para cima, circulando meu c******s, eu me tensiono, sentindo como se uma corda estivesse sendo enrolada cada vez mais e mais apertada. — Christian, por favor… — As palavras saem em um gemido suplicante. Eu não sei o que estou pedindo, mas ele parece saber — porque ele fecha os lábios em volta do meu c******s pulsante e o suga. Levemente, gentilmente, usando apenas os lábios enquanto sua língua lambe a parte de baixo dele. E é o suficiente. É mais do que o suficiente. Meus dedos dos pés se curvam, a tensão se acumulando em uma bola pulsante na minha v****a enquanto eu me arqueio — e então eu g**o com um grito sufocado, o orgasmo explodindo através de mim com uma força impressionante. Cada célula do meu corpo se enche com o prazer pulsante da liberação, e meu coração dispara no peito.
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