GABRIELA BORGES
Marcus me olhava com atenção, o carinho que ele fazia em minhas mãos começava a me incomodar, mas mantive as mãos nas suas.
– Você pode vir até mim assim que acabar as provas?
Eu não soube o que responder. Eu queria ir até ele? Eu não sabia, mas respondi como achei mais apropriado:
– Claro.
Olho mais uma vez para o sofá da minha vó e o choro, e ele me consola. A noite foi toda assim, ele me manteve em seus braços.
Antes do dia clarear, ele disse que precisava ir, tinha que voltar, seu voo sairia em duas horas. O único momento que me senti desconfortável com o Marcus foi na hora em que ele me beijou ao se despedir.
Ele apertou seu corpo no meu, deu para sentir seu m****o duro, e foi desconfortável sentir sua mão passear em meu corpo. Ele depositou um beijo em minha testa e partiu.
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Dois meses se passaram desde a morte de minha vó. A mãe da Clara me aconselhou a doar as roupas e coisas da minha vó para a igreja, disse que seria menos doloroso, então foi o que fiz.
O Marcus não voltou, mas me ligava várias vezes ao dia para saber como eu estava, me mandava dinheiro para cuidar das contas da casa e de mim. Eu ainda tinha praticamente todo o dinheiro que ele me mandou da primeira vez. Achei melhor manter guardado para emergências e caso ele sumisse.
Uma sobrinha que nunca procurou minha vó tem tentado se aproximar de mim, mas sei que ela se separou há alguns dias e provavelmente quer se enfiar aqui em casa, já que moro sozinha.
Embora a casa agora fosse grande demais e vazia demais só para mim, achei melhor manter assim. Marcus quer que eu vá morar com ele, aconselhou que eu alugue a casa, mas eu não estou pronta para isso, não sei se quero ter um relacionamento amoroso com o Marcus.
Acredita que ele me enviou um celular novo só porque me ligou e a linha estava ocupada?
– Esse é para eu falar com você sempre que eu quiser! – disse com um tom firme.
Agora eu tenho dois aparelhos, um só para as ligações dele.
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Hugo me convidou para ir assistir a um filme com ele em sua casa, mas como ele mora com a mãe dele, achei melhor que fosse aqui em casa. Ele ficou de chegar às 17 horas. Então, preparei alguns aperitivos, a clássica pipoca, e fui me arrumar para esperar por ele.
Vesti um vestidinho amarelo, comprei para passar a virada do ano e só tinha usado uma vez até hoje. Minha vó costumava reclamar quando eu usava as roupas de “sair” em casa. Um sorriso triste surgiu com a falta de suas reclamações. A liberdade em excesso me deixava um pouco perdida às vezes.
Hugo chegou um pouco adiantado. Ele trouxe três DVDs e alguns chocolates. Todos os filmes que ele trouxe eram de pelo menos dois anos atrás. Era óbvio que ele não queria assistir a nada.
– Eu já assisti a esse filme várias vezes, o elenco e o enredo são maravilhosos – ele comentou durante o filme.
– E sim, muito triste para uma comédia. Imagina só como vai ser quando ela envelhecer e se olhar no espelho antes de ouvir toda a história da sua vida? Imagina ela acordando grávida e se ele enjoar dela e simplesmente quiser sumir? Deve ser cansativo conquistar alguém todos os dias, mas o filme é ótimo mesmo!
– Você pensa demais, Gabizinha!
Dito isso, ele me puxou e me beijou. O beijo começou lento e se intensificou. Hugo me puxou para sentar em seu colo. Fiquei com minhas pernas uma de cada lado do seu corpo, o tecido da minha calcinha em contato com o jeans de sua calça. Hugo me beijava com calma, uma mão segurou meus cabelos, inclinando levemente minha cabeça para trás, e ele beijou meu pescoço. Ele alternava entre beijar meu pescoço e meus lábios. Com a mão livre, ele afastou uma das alças do meu vestido e beijou meu ombro.
– Hugo – queria repreendê-lo, mas minha voz saiu em um gemido constrangedor.
– Posso?
Ele pediu para expor meu seio, e eu deixei. Ele deslizou a outra alça pelo meu ombro, e os meus s***s ficaram expostos. Hugo passou a ponta de sua língua em meu seio direito, me pegando de surpresa. Fiquei muito envergonhada. A vergonha aumentou quando ele sugou meu seio, colocando-o quase todo em sua boca.
Hugo segurou uma de minhas mãos e a levou até seu m****o, ainda dentro da calça. Eu estava sentada em suas pernas, com meu peito em sua boca, com as pernas abertas. O medo e a vergonha começaram a me dominar.
– Aperta, sente como eu tô louco por você! – ele apertou minha mão, fazendo eu apertar seu p*u.
– Hugo, desculpa, mas eu não me sinto pronta pra isso – me levantei do seu colo praticamente pulando – o filme foi ótimo, mas acho que já está na hora de você ir!
Cubro meus s***s e aliso o vestido. Hugo levanta com um sorrisinho no canto do rosto. Ficamos nesse amasso gostoso por tanto tempo que nem vimos que o filme já havia acabado.
– Hoje foi aqui – ele aperta meu peito – da próxima vai ser aqui – ele aponta para minha b****a. Eu levo um tempinho para entender que ele falava em sexo oral, e quando entendo, sinto meu rosto esquentar e o cubro com as mãos, envergonhada. – Relaxa, Gabi, eu sou paciente, espero seu tempo. Não precisa ficar com vergonha.
Eu o levo até a porta, nos despedimos, e eu entro. Me sinto excitada, mas não era o momento. Era a primeira vez que eu ficava com Hugo, não ia me entregar fácil assim. Vovó se reviraria no túmulo se eu me entregasse assim. Acho que só em eu o receber aqui, ela já deve estar se revirando.
Pego os celulares e vejo 15 chamadas não atendidas do Marcus. Não retorno, vou para o banho e durmo. Amanhã farei minha última prova e não quero ouvir reclamações dele agora!