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1096 Palavras
Mas ele já estava de pé e desceu os degraus do trono. "Sei que você fez tudo o que podia, Drakkar. Como príncipe. Como general." Fenrir parou na minha frente, perto o suficiente para que eu pudesse ver a culpa já se formando atrás de seus olhos. "Mas não podemos vencer essa guerra. Estamos lutando contra ela há dois mil anos. E agora... eu fiz algo de que me arrependerei pelo resto da eternidade." Senti meu corpo enrijecer. "O que você fez?" "Fiz um pacto com um demônio", disse ele finalmente, com a voz embargada. "Ele nos dará a vitória sobre os humanos." "E o que você dará a ele em troca?" Fenrir olhou para mim. "Você." Naquela noite, na esperança de quebrar o pacto que ele havia feito com Sorvane, matei meu pai. ** Na manhã seguinte, sentei-me à cabeceira da mesa de pedra, e o conselho se reuniu lentamente. Saulo foi o último a chegar, como sempre. No momento em que ele entrou na sala, meu lobo rosnou. Meu olhar se voltou para ele e, por uma fração de segundo, minha visão ficou embaçada nas bordas. Fiquei olhando, sem piscar, até que ele hesitou a meio caminho de seu assento e depois continuou andando. Ele havia estado no quarto dela. Não apenas perto dele... dentro dele. Ragnar estava andando sob minha pele, pressionando mais perto da superfície do que havia feito em dias, rosnando, totalmente pronto para rasgar a garganta de Saulo por respirar no mesmo espaço que ela. Mas eu não disse nada, porque não importava. Ela não importava. Romeo foi o primeiro a quebrar o silêncio. Ele se inclinou para frente com sua rigidez habitual. "Os Decanos partiram para Kiev ontem à noite", disse ele. "Enviei uma pequena equipe para a fronteira sul. Acontece que não se trata de uma invasão. São humanos." Exalei lentamente e me recostei na cadeira. "Humanos", murmurei. "É claro que são." Romeo acenou com a cabeça uma vez. "Pequenos, mas organizados. Os lobos locais têm relatado sabotagem, armazéns queimados, água envenenada e até mesmo algumas patrulhas mortas." Senti o calor ainda pulsando em minha mandíbula, a contração em meus dedos que não havia parado desde que Saulo entrou. Toda vez que Saulo se mexia em seu assento ou respirava comedidamente, o lobo dentro de mim ficava mais inquieto. Mas eu me mantinha firme enquanto Romeo continuava com suas atualizações, nada que eu já não tivesse feito centenas de vezes antes. A reunião se arrastou até o fim, com as formalidades habituais se arrastando e, quando o último item da pauta foi lido, a maioria dos membros do Conselho parecia cansada. Levantei-me lentamente, deixando a cadeira raspar na pedra. "Isso é o suficiente por hoje", eu disse. "Enviem mais batedores para os cumes do sul e mantenham os humanos contidos. Nenhuma retaliação a menos que eu autorize diretamente." Senti meu corpo enrijecer. "O que você fez?" "Fiz um pacto com um demônio", disse ele finalmente, com a voz embargada. "Ele nos dará a vitória sobre os humanos." "E o que você dará a ele em troca?" Fenrir olhou para mim. "Você." Naquela noite, na esperança de quebrar o pacto que ele havia feito com Sorvane, matei meu pai. ** Na manhã seguinte, sentei-me à cabeceira da mesa de pedra, e o conselho se reuniu lentamente. Saulo foi o último a chegar, como sempre. No momento em que ele entrou na sala, meu lobo rosnou. Meu olhar se voltou para ele e, por uma fração de segundo, minha visão ficou embaçada nas bordas. Fiquei olhando, sem piscar, até que ele hesitou a meio caminho de seu assento e depois continuou andando. Ele havia estado no quarto dela. Não apenas perto dele... dentro dele. Ragnar estava andando sob minha pele, pressionando mais perto da superfície do que havia feito em dias, rosnando, totalmente pronto para rasgar a garganta de Saulo por respirar no mesmo espaço que ela. Mas eu não disse nada, porque não importava. Ela não importava. Romeo foi o primeiro a quebrar o silêncio. Ele se inclinou para frente com sua rigidez habitual. "Os Decanos partiram para Kiev ontem à noite", disse ele. "Enviei uma pequena equipe para a fronteira sul. Acontece que não se trata de uma invasão. São humanos." Exalei lentamente e me recostei na cadeira. "Humanos", murmurei. "É claro que são." Romeo acenou com a cabeça uma vez. "Pequenos, mas organizados. Os lobos locais têm relatado sabotagem, armazéns queimados, água envenenada e até mesmo algumas patrulhas mortas." Senti o calor ainda pulsando em minha mandíbula, a contração em meus dedos que não havia parado desde que Saulo entrou. Toda vez que Saulo se mexia em seu assento ou respirava comedidamente, o lobo dentro de mim ficava mais inquieto. Mas eu me mantinha firme enquanto Romeo continuava com suas atualizações, nada que eu já não tivesse feito centenas de vezes antes. A reunião se arrastou até o fim, as formalidades habituais se arrastando e, quando o último item da pauta foi lido, a maioria dos membros do Conselho parecia cansada. Levantei-me lentamente, deixando a cadeira raspar na pedra. "Isso é o suficiente por hoje", eu disse. "Enviem mais batedores para os cumes do sul e mantenham os humanos contidos. Nenhuma retaliação a menos que eu autorize diretamente." Houve murmúrios de concordância quando o conselho se levantou, embaralhando papéis. E então Saulo se levantou. Não abruptamente, mas deliberadamente, olhando para mim por um breve momento antes de se virar para seguir os outros. Não precisei levantar minha voz. "Você não." Ele congelou, com um pé à frente e a mão meio erguida em direção à saída, mas não se virou. "Todos os outros", acrescentei, com um tom mais agudo que não convidava à discussão, apenas à obediência. "Vão." E eles foram. A porta se fechou atrás do último homem. Saulo permaneceu em pé perto da mesa, com os ombros retos, mas não relaxados. Seus olhos não encontraram os meus, mas ele também não era t**o o suficiente para parecer assustado. Ele sabia que não era assim. Não falei a princípio, apenas caminhei ao redor do lado mais distante da mesa, devagar, com uma mão passando levemente pela superfície polida, como se não estivesse segurando a criatura em meu peito pelos dentes. Ragnar estava tão apertado dentro de mim que me fazia m*l respirar. Cada movimento de Saulo (cada movimento de seus olhos, cada deslocamento de seu peso) fazia com que outra onda de fúria rolasse por minhas costelas. "Humanos na fronteira", ele murmurou, "quem diria?" "O que você estava fazendo no quarto da humana ontem à noite?"
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