Ele não parava. Girava o punho, recuava um passo, avançava outro. A respiração vinha pesada, fundida ao barulho metálico, o peito subindo e descendo rápido. O abdômen se contraía junto com cada golpe, como se o corpo todo fosse parte da lâmina. Quando atacou de novo, a madeira estalou. Uma lasca voou pelo chão, mas ele já se movia de novo… ombros tensos, maxilar travado, suor descendo pela linha da mandíbula. A cada golpe, parecia que não era só treino. Era violência. Este era o rei que todas as pessoas e lobos lá fora temiam. O rei que, segundo a lenda, ninguém poderia derrotar. E o rei que eu odiava do fundo do meu coração, talvez por saber que eu jamais seria capaz de vencê-lo. Drakkar avançava em silêncio, os pés descalços firmes contra o chão, o peitoral nu reluzia sob a chama das

