Episódio 2

1825 Palavras
Fica imediatamente claro que ele praticamente não está interessado nela. A sua mão repousa preguiçosamente no encosto do sofá, a sua postura é calma e relaxada. Apesar da sua companheira quase ter feito um buraco no sofá com as suas mãos para chegar mais perto dele. Ela sussurra algo no ouvido dele e passa os dedos pelos botões da camisa dele. Tenho certeza que ela lhe ofereceu momentos de lazer agradáveis ​​e até concorda em ir ao banheiro. Olho para cima e tusso imediatamente porque estou engasgando com o coquetel. O homem olha diretamente para mim. Eu fico presa diante do seu olhas. Eles são incrivelmente lindos. Cinza-escuro. Com um brilho dem*oníaco por dentro. E me parece que esse brilho aumenta a cada segundo. A minha boca fica seca e o meu pulso parece disparar. Sou a primeira, sem conseguir suportar, a desviar o olhar para o lado. Por alguma razão desconhecida para mim, o meu coração começa a bater mais rápido. O olhar do homem me assustou e, ao mesmo tempo me excitou. Eu nem sei do que eu tinha mais medo. O fato de ele estar tão interessado em mim ou a minha própria reação a ele. Claro, eu queria atrair a atenção desse homem, mas não tanto. Eu não quero jogar esses jogos. Sinto que as minhas orelhas estão começando a arder novamente, coloco o copo de coquetel na mesa e, levantando-me do sofá, vou direto para a pista de dança. As minhas pernas parecem algodão e há algum tipo de excitação incompreensível por dentro. Mesmo tendo descido ao primeiro andar, ainda sinto o olhar queimando a minha pele. — Você decidiu sacudir a bu*nda? Katya voa até mim literalmente em um segundo. Não há pessoas suficientes na pista de dança para eu me misturar com a multidão. — Sim, algo assim, senão, eu ia dormir no sofá. Grito de volta para a minha amiga. A sensação de estar sendo observada fica muito mais forte. Eu literalmente sinto a minha pele queimando com tanta atenção. Olho para a varanda onde estive recentemente e caio em estupor. Porque agora tem um homem barbudo parado na varanda e me olhando abertamente, sem nenhum constrangimento. — Você viu qual cara se apaixonou por você? Katya grita no meu ouvido. — Não invente coisas. Aceno para minha amiga, e as pontas dos meus dedos começam a ficar dormentes, porque o homem nem pensa em desviar o olhar. Levanto o meu copo junto com todos os outros e estico os meus lábios num sorriso. Estamos no segundo andar novamente. Todos parabenizam o aniversariante, desejam todo tipo de coisa, mas estou aqui apenas, porque não tenho para onde ir. Estou no aniversário de uma pessoa e não posso ignorar esse fato tão claramente durante toda a noite. — Fiz uma pergunta para você. Katya pendura o meu pescoço e sussurra no meu ouvido. — Você está babando no meu ouvido. Faço uma careta e tento afastar a minha amiga, mas ela nem pensa em me deixar em paz. — Resumindo, Igor chama de Olshansky o cara que se apaixonou por você. Ele veio aqui com um amigo dele. Resumindo, Igor disse que é um milagre ele se interessar por alguém. Eu imediatamente começo a virar a minha cabeça para onde a minha apontou. E sim, é verdade que assim que viro um pouco a cabeça para a direita, imediatamente o vejo. O barbudo fica um pouco mais afastado de toda a multidão, apoia os cotovelos no batente da porta e observa tudo o que acontece com evidente tédio. — Quantos anos tem ele? Que tipo de boneca estava ao lado dele? Organizo imediatamente um interrogatório com paixão. Katka ri alto. — Entendi. Você gostou dele. — Então você não descobriu mais nada além do nome dele? Franzo os lábios em frustração. — Bom, não vejo mais a Barbie ao lado dele, você mesmo pode descobrir todo o resto diretamente com ele. Deixei escapar uma risada nervosa. Eu olho para ele novamente. Mas, agora ele não está olhando para longe. Ele está olhando para mim novamente. E o mais importante, ele não disfarça o seu atrevimento. O seu olhar me dá vontade de passar as mãos pelas roupas e verificar se perdi acidentalmente o meu vestido em algum lugar. Porque ele me olha como se eu estivesse completamente nua. Cerro os dentes e me viro. Pela segunda vez nos últimos cinco minutos, o amigo de Igor finge tocar acidentalmente a minha coxa com a mão suada. Eu me contenho e não sou rude com o homem. Eu me convenço de que deveria ser uma garota bem-educada. — Nós podemos dançar? Mas esse Casanova decide não desperdiçar a oportunidade. Ele se aproxima de mim e, sob o pretexto de que a música está muito alta, se inclina e grita no meu ouvido. — Estou cansada, definitivamente não quero dançar agora. Torço o nariz e sorrio. Desta vez consigo dar um passo para trás e a mão dele passa pelo ar em vez da minha perna. Chega. Agora ele se tornou completamente insolente. — Há quartos separados aqui, posso providenciar para que você descanse um pouco lá. O homem vem até mim novamente. Deus, que idi*ota estúp*ido. — Que maravilha, acho que você definitivamente precisa aproveitar esta oferta. Insinuo sutilmente que o homem bebeu demais e me afasto dele. A irritação borbulha por dentro. Eu odeio momentos como esse. Por que esses espécimes sempre têm certeza de que podem abordar uma garota com tais propostas? O que ele estava esperando? Que eu corresse, gritando de prazer, para o quarto onde ele quer me levar? Decido descer ao primeiro andar e pedir um novo coquetel. Talvez uma outra bebida me ajude a suportar esse lugar até o fim. Estou caminhando em direção à escada, ouço Katya gritando alguma coisa para mim, me viro e, por acaso, naquele momento bati em alguém com o ombro. — Desculpe. Eu me viro e imediatamente caio num leve estupor, porque bati no homem barbudo com o ombro. Mas aconteceu completamente por acidente, eu não planejei nada parecido. O homem apenas olha para mim com um olhar que não só os meus joelhos começam a tremer, mas não respondem ao meu comando. Neste segundo percebo que os seus olhos são realmente lindos. Eu só quero ficar presa a eles. Cinza com manchas escuras e até parece ter um pouco de brilho. Ou é apenas um brilho no olhar? Há algo perigoso neste homem. Arrepios gelados aparecem na minha pele em um segundo. Nunca prestei atenção em homens mais velhos, mas este... Há algo magnético nele... Assusta e atrai ao mesmo tempo. Eu entendo que seria muito estúp*ido ficar parada olhando para ele desse jeito, então sorrindo, continuo indo para onde planejei. Com as pernas rígidas, de alguma forma desço. Atravesso a multidão até o bar e tento fazer um pedido. Mas o barman nem percebe a minha presença. Depois de ficar assim por cerca de dez minutos, desisto dessa ideia e decido apenas ir ao banheiro para me refrescar. Saindo do banheiro, paro perto de um enorme espelho com pia. É comum aqui, então as pessoas aparecem atrás de mim. Coloco as palmas das mãos mergulhadas em água fria nas bochechas em chamas e olho cuidadosamente para o meu reflexo no espelho. Os olhos são enormes e brilham com luzes. As bochechas estão vermelhas. Os meus lábios estão ligeiramente inchados porque eu os mordi com os dentes há alguns minutos. Não sei exatamente o que está acontecendo comigo, mas gosto muito da minha aparência. Sinto as minhas bochechas se iluminarem com vigor renovado. E a razão disso é o homem barbudo que fica atrás de mim e sem nenhum constrangimento olha o meu reflexo no espelho. O meu coração instantaneamente começa a bater mais rápido. As pontas dos dedos começam a formigar e uma onda de calor parece percorrer o meu corpo. Estou muito preocupado. Não me lembro da última vez que isso aconteceu comigo. Eu me viro bruscamente e olho para o homem. — É indecente espiar. Levanto o queixo tentando manter a dignidade. Ao que ele se afasta da parede e diminui a distância entre nós em dois passos, e eu, dando um passo para trás, bato as minhas nádegas na borda da pia. — Não te incomodou quando você me espionou. Arrepios de gelo aparecem na minha pele. O homem chega muito perto. Tanto que o cheiro enche o meu nariz. Tento ignorar o fato de que gosto do cheiro dele. Eu diria até que excita. Torna-se até interessante se é o seu cheiro ou perfume. Eu olho para ele. Confesso que estou ficando com medo agora. Claro, presumi que ele poderia tentar me conhecer. Mas imaginei tudo de forma completamente diferente. Achei que ele viria até mim com um coquetel, e eu apenas lhe lançaria um olhar condescendente e diria o meu nome. É claro que depois disso ele teria me seguido como um cachorrinho e, no final de toda a festa, eu teria me dignado a lhe dar o meu número. Mas agora tudo está acontecendo de forma diferente. Em primeiro lugar, ele não vai implorar por nada. Isso é imediatamente evidente no seu olhar atrevido. Em segundo lugar, eu também terei que gastar dinheiro num coquetel. Eu agito os meus cílios e entendo que preciso dizer alguma coisa, caso contrário, agora vou parecer uma idi*ota. — Eu estava entediada. Dou de ombros. — Me diverti o máximo que pude. Voar sob o olhar dele não faz parte dos meus planos. Caso contrário, ele vai me comer antes mesmo que eu tenha tempo de dizer alguma coisa. Ele exala confiança e perigo. Eu não sabia que tal combinação poderia excitar tanto. — Considere que estou entediado agora. Alguém se espreme atrás dele e o homem dá mais um passo à frente para deixar o cara atrás dele passar, praticamente batendo em mim. O meu pulso acelera num milésimo de segundo, sinto falta de oxigênio e sinto as minhas bochechas começarem a queimar. As nossas pernas se tocam. O seu olhar desliza sobre o meu rosto e para nos meus lábios, sobre os quais passo a língua nervosamente na hora errada. Vejo como os olhos cinzentos do estranho escurecem e algo faz cócegas agradáveis ​​​​por dentro. Ele gosta de mim. — A festa está realmente entediante. Decido continuar esta estranha conversa. Ainda não decidi quais são minhas emoções por ele. Ele me atrai e me assusta. Mas ainda não descobri o que está mas forte. — Posso oferecer a você mais momentos de lazer divertidos. Ele curva os lábios num sorriso, e eu mordo o interior da minha bochecha. Nem tudo está indo conforme o planejado! Eu não esperava isso. Sim, parece que o meu nome não lhe interessa nem um pouco. — Mudar para outro clube? Eu sorrio de volta. Estou fazendo papel de idi*ota incompreensível.
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