Matilha da Lua

417 Palavras
Dentro do carro, Isabela tremia. Seus olhos arregalados tentavam entender aquela cena surreal diante dela — luzes, sombras, garras, asas, lobos, seres que ela só achava que existiam em filmes, livros ou pesadelos. — “Não... isso não é real... isso não pode ser real...” — sussurra, com a respiração acelerada, as mãos tremendo no volante. De repente, tudo fica turvo. O corpo dela não suporta. A visão escurece, e antes que consiga reagir... Isabela desmaia. Do lado de fora, Frederico, em sua forma de lobo n***o, percebe imediatamente. Seus olhos dourados captam o corpo caído no banco do motorista. — “ ISABBELA DESMAIOU!” — sua voz sai grave, rouca, meio lobo, meio humano, com autoridade que ninguém questiona. Gabriel, lutando com suas asas abertas, desviando de ataques sombrios de Demiam, grita: — “VÃO SOCORRER ELA! Protejam-na! Eu e os outros seguramos ele!” Sem pensar duas vezes, Rita, ainda em sua forma de loba dourada, avança até o carro. Suas patas fazem o asfalto tremer. Ela força a porta, que já estava entreaberta, e com todo cuidado possível, segura Isabela com o focinho e as patas, tentando não machucá-la. Frederico recua até elas, se colocando na frente, protegendo enquanto Rita segura Isabela. Ele rosna para qualquer sombra que tente se aproximar. Seus dentes brilham, as presas à mostra, prontas para dilacerar quem ousar atravessar seu caminho. Martina, Alex e Ferdinan chegam logo depois, transformados, lutando ao lado de Gabriel, mesmo sem entender direito por que estão do mesmo lado que o anjo. Demiam, com seu sorriso diabólico, observa tudo, olhos negros faiscando. — “Vocês podem protegê-la hoje... mas não para sempre...ela é minha ” — sua voz ecoa como um sussurro que gela até os ossos. O anjo branco desce com uma espada de luz, enquanto os lobos avançam em conjunto. O embate se intensifica, luz contra trevas, dentes contra sombras. O anjo branco olha para Rita e ordena, meio rosnando, meio falando: — “LEVA ELA AGORA, VAI!” Rita corre para o carro e o Alfa Federico também vai em direção ao carro, chegando na porta do carro ele já estava na forma humana. Tirando a Isabela do banco do motorista ele fala: - Rita você dirige, vamos para matilha da Lua. Rita assume a direção, enquanto Alfa Frederico vai ao banco de trás com Isabela desmaiada no seu colo, saindo dali o mais rápido que pode, enquanto Frederico dá cobertura, fendendo qualquer coisa que ouse se colocar no caminho.
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