CAPÍTULO NOVE.

1401 Palavras
Eu posso sentir sua raiva de longe, através do mar... ∴ ════ ∴ ❈ ∴ ════ ∴ Seus objetos carregavam sua sorte, eu levava com a espada de outro alguém. Tremia de medo de ser a armadura de um homem sem sorte, que o deus Terinos me proteja e me de sorte, meu rosto vê-se invadido pelas áreas do deserto. Sobre o cavalo, fechei meus olhos sentia uma rachadura na minha garganta implorava por água, gelada. Passei a língua pelos meus lábios numa tentativa falha de umedecê-los, com as mãos enxugando o suor. Meu cavalo parecia ter diminuído os passos, logo agora que estávamos a pequenas galopadas da cidade. O povo do deserto era conhecido por memoriosos trapaceiro que não pertenciam a povo nenhum, eram desgarrados. Sem ordem, sem respeito e muita vezes sem compaixão, pendurei minha bolsa atrás das costas, coçando minha testa por trás do véu. Os mentirosos são os mais fortes, pensei. Com o tempo você cria mais estômago pra assistir certas coisas, o cavalo balançou relinchando. Só poderia ser cede que também sentia. Desci do meu cavalo junto com uma tontura causada pelos três sóis ardiam sobre aquela areia sem e sem vida, a cidade ficava rodeada perto de um grande rio que cortavam o deserto. Passei pelos portões desprotegidos da cidade que era erguida sobre deserto, crianças brincavam descalças sobre o chão quente senti uma pontada menos calçada com uma sapatilha de couro de serpente, eu senti meu calcanhar arder com o calor. Não sabia como aquelas crianças estavam sem sapato ou nada que cobrir-se seus pés, ali comerciantes gritavam na fila de barracas coloridas que cercavam o lugar. Povos de todos o tipo, formas e tamanhos. Caminhei onde eu sabia que encontraria quem eu procurava. As portas duplas de madeira se abriram num deprimente bar um homem gordo debruçavam-se sobre uma das mesas babando, fiz uma careta de nojo por trás do véu, Arabella estava contando as moedas quando ergueu os olhos ao me ver, ela recuou pra trás virando-se entrando. Apressei os passos. — Eu fiz o que mandou. — Eu sorrir. — Mas, preciso de um favorzinho seu... Sua pele n***a estava suada, seus olhos violetas treminhão de raiva, eu não a culpa. Ela colocou a taça de vidro que polia com um pano alvo, cuspiu no chão. — Última vez que você veio aqui para apenas um ''favorzinho'' Eu quase morri. — Foi há duzentos anos atrás.— Subi o lado esquerdo da bochecha me aproximando do balcão. — Duzentos e vinte, mas quem está contando. — Ela deu de ombros, sorrindo. — Você a achou? — Eu a achei. Ela está em algum lugar nas terras baixas. Perdi sua localização preciso que me ajude a canaliza-la e talvez dizer o que aconteceu naquele dia... Ela ficou em silêncio, espremeu seus olhos com as pálpebras pintadas de azul claro, seu rosto se fechou pensativo. Acredito que procurando um motivo para me ajudar. — Na noite que você nos abandonou, eles nos atacaram com tudo. — Seus olhos se encheram de lágrimas, um homem sem camisa veio até nós sentando ao nosso lado, era tão magro que ficava possível ver sua costela, ele sorriu mostrando que não possuía um dente na frente. Ele jogou a moeda pedido por uma cerveja preta, Arabela revirou os olhos colocando no copo velozmente a cerveja pondo em frente do homem, seus olhos fizeram um sinal para trás dela. — Venha, vamos conversar no lugar mais privado. Sempre quis entender por que Arabela se escondia naquele buraco, ela nunca respondia perguntas sem proposito sempre de cara fechada, passei pela porta sentindo cheiro de Jasmim, sua essência preferida, eu sorrir lembrando dos velhos tempo. — Hilda era única de nós que ainda tinha seu poder naquele dia, o exercito de Yanna tinha espadas de ouro, muitas de nós nem tínhamos chance. Eu e ela conseguimos fugir graças a laos, depois de meses fugindo, nós paramos nas terras de Terinos, o segundo reino. Ela começou a falar olhando a janela do quarto que ficava atrás do bar, pessoas que passavam com joias até nos joelhos. — Recebemos abrigo do príncipe, ele se apaixonou por Miranda instantemente. Ela era uma mulher independente e forte até conhecer um homem, bem, ficamos por um anos até que ele nos acharam. — Ela respirou fundo. — Apesar de tudo eu nunca vi um homem tão apaixonado, ele nos ajudou a fugir e morreu por isso, ou pelos menos foi o que pensei. Todo seu reino virou ruína naquele dia, amaldiçoado a nunca mais progredir. Ela deu a luz no outro reino coma a ajuda de uma das princesas e eu fui embora, não aguentava . — Então, por que me pediu para ir atrás dela? — Me irritei.— Isso me deu uma baita dor de cabeça sabia? Ela prendeu o riso se balançando para frente e para trás, soltando uma gargalhada. — Eu sei, você precisava pagar por ter me abandonado a anos atrás. Articulei, jogando a minha bolsa nela e tudo que tinha em minha frente, joguei umas ervilhas que tinha no prato de barro sobre a mesa, ela sorria se esquivando. — Sua! Como ousa, você é uma filha de Flonko! Sua... — Já chega, temos que ser sérias aqui. Por que há algo maior que o terceiro reino atrás da menina... — O que? — Franzi minha testa, o clima ainda estava quente tirei meu véu, engolindo seco. — O príncipe a quem eu pensei estar morto. Acontece que ele não morreu naquele dia. Mas, seu coração foi tomado de ódio, ele quer libertar Yanna e já conseguiu tomar Florença. — Por que? Por que ele faria isso? — Você sabe o que a profecia diz, quem conseguir tomar os quatros reinos unifica-los e dá-los a Yanna. Ela concedera qualquer desejo, é por isso que Safiro só focava em ter o melhor exercito, ele quer Liberta Yanna e ter Miranda e sua filha de volta. Eu abri a boca, surpresa, sentir me nervosa. — Mas, a menina sobreviveu! A mão dela foi em seu peito, seu decote sobre o vestido preto surrado subia e descia. — Mas, ele não sabe disso. Eu tentei voltar assim que soube dos rumores, mas não consegui chegar a até ele, a raiva e ódio cegou o seus olhos dele, naquela noite a floresta estava lotada de safrins, eu quase morri sozinha. — Ela abaixou a cabeça parando de andar para lá e para cá. Sua retina ficou maior, acontecia quando ficávamos com medo. — Naquele dia pude sentir a raiva dele atráves de oceanos, ele quer poder. — Então, qual é o plano? — Vamos fazer uma pequena viagem! Achar ela, treina-la e esperar por um final onde nós duas não morremos. — Ela sorriu de canto. — Há não ser que você tenha outro lugar para ir, Dalila. Eu bufei, sempre fugia quando as coisas ficavam apertadas. Depois que trancamos Yanna nos misturamos com os humanos, eu deveria ter previsto tudo que eles tocavam era contaminado por ganância, ódio e egoísmo. Nós fomos contaminadas, eu tinha medo e angustia aumentando desde de que nossos poderes foram tomados de nós a imortalidade não parecia reconfortante, muito menos prazerosas. Eu fugia, eu não era mais o ser poderoso que eu era e isso era triste. Mas, aqui estava eu, senti minha garganta seca. Eu iria dizer sim para uma aventura? Não! Eu deveria sair dali, ainda mais depois de ter andando até as terras nunca exploradas para sentir uma irmã, ainda mais que odiaria ver ela treinando sentia saudades da luz, do fogo de me sentir útil. Senti um frio na barriga só de lembrar da dor, dos gritos, da guerra. Disso eu não sentia saudades. Uma lágrima caiu involuntariamente quando lembrei do meu dragão no chão, eu o pedir no dia em que o medo tomou meu coração. Eu tinha que recuperar minha confiança de volta. Meu silêncio parecia incomoda-la, ela cruzou os braços levantando bem alto sua sobrancelha n***a para cima com três linhas na testa. Respirei fundo. — Está bem! Mas, preciso de uma água antes. Ela sorriu estendendo a mão, quando o copo apareceu em minha frente bebi de forma urgente agarrando o copo com as duas mãos. Os olhos de Arabela estavam me analisando, aquele olha falava mais que mil palavras ''Seu eu abandona-se ela novamente, seria a ultima vez.''
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